“Meninos, eu vi”: síntese Macron/Hollande, Haddad matará PT como dupla matou PS

“Acho que poder-se-ia dizer que a analogia agora é dupla entre Haddad(presente)-Macron e entre Haddad(futuro)-Hollande.

Se eu me senti traída (rsrsrs), imagine as bases do PS francês. E o resultado foi o que deu, [Hollande, com 4% de intenções de voto sequer pode se reapresentar à sua sucessão, não disputando a reeleição e] nem mesmo com o candidato do PS [Benoît Hamon], que ganhou as primárias [contra toda a máquina partidária e a grande mídia] por ter uma posição mais à esquerda no Partido (digo isto no contexto do quadro do partido), houve como recuperar o desastre feito.

Mas, eu também acho que não se precisa ir à França e ao PS para saber o que acontece quando as bases se sentem traídas: acho que o PT teve um gostinho disso quando Dilma, ao adotar medidas neoliberais na condução da economia, provocou um sentimento de traição entre os seus eleitores, o que de certa forma ajudou e muito o sucesso (rápido) do golpe, já que parte das bases não mais se sentia representada por seu governo”.

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Game-over: técnicos destroem a farsa de Moro com o seu “Arara-hacker”

Algo está muito errado quando nenhum veículo brasileiro (fora o Duplo Expresso), seja ele de direita ou de “esquerda”, sai a campo para apurar, de forma independente, se a “estória” contada pela dupla Sergio Moro/ “Arara-hacker” faz sentido do ponto de vista estritamente técnico. Foi valendo-nos justamente dos aspectos técnicos que cravamos, ainda na quarta-feira, que aquilo tudo se tratava de uma grande farsa. Pois eis que temos de contar com uma voz do neocolonialismo europeu, o El País, para finalmente encontrar estampada nas páginas de um jornal a visão — totalmente cética — dos profissionais da área e dos pesquisadores de nossas melhores universidades.
Ali, ninguém dá 10 centavos pela novela de Gloria Perez, digo, de Sergio Moro, transmitida no horário nobre da Globo nesta semana.
“Algo está muito errado”, disse eu ali em cima?
Que nada: está é muito certo, ora!
É a “guerra híbrida”, estúpido!
Com direito Manuela Davila e tudo…
“Boa” notícia, contudo, sobre nossa denúncia (antes isolada) acerca da iminência do fechamento do regime com o “Patriot Act” tabajara: já fomos plagiados, digo, “divulgados”, por Luis Nassif…

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Alô! Alô! Terezinha: Eu vim para confundir e não para explicar

Alô, Alô, Terezinha! Vocês querem bacalhau? Qual será o bordão que ajudará a entender o momento político brasileiro atual? “Quem não se comunica se trumbica”, ensinaria o Velho Guerreiro. O mesmo que disse que estava ali para confundir, não para explicar. Há falta de respostas objetivas e claras por parte da imprensa para as nossas dúvidas, mas parece que ela só comunica os interesses do diversionismo.

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Não basta não estar preso: Eduardo Cunha zomba da nossa cara – e da de seu refém: Sergio Moro

Atualizado 22/mar/2018 – 8:59 – Po, Moro/ Globo! Já disse: “menos é mais”! Na arquitetura mas também na mentira!
É “curioso” todo o esforço que a “inusitada” confraria midiática formada por PIG (partido da imprensa golpista) e “Globosfera” em favor dos interesses de Eduardo Cunha (!) faz para enganar o público com relação ao histórico “prisional” (entre aspas mesmo) do ex-Deputado, expert em chantagem e extremamente genero$o com aliados. Moro, Gebran, Vallisney, Fachin, MPF de primeiro e segundo grau, num pacto mafioso que os vincula desde então à omertà (o código de silêncio), acabaram por deixar as suas digitais – todos eles – no crime de ocultação de Eduardo Cunha (com fraudes processuais, obstrução da justiça, frustração da instrução e da execução penal, formação de quadrilha).

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Volta dos militares: a carta – não na manga – mas no coturno

Um ótimo livro está na praça. Trata-se de “Carta no Coturno”, de André Ortega e Pedro Marin. Lançado muito recentemente, e escrito no calor da hora, é um conjunto de ensaios, intuições e pesquisas que não tem paralelo organizado em uma só tacada. Tudo junto, forma um diagnóstico – que não dá para ser resumido, pois é profundo. Mas sem querer dar um spoiler, basta seguir o próprio subtítulo para ver qual é o horizonte que ele aponta: a volta do “partido fardado” no Brasil.

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Homofobia: “bom-mocismo” da esquerda validou a nova ditadura

Publicamos, a seguir, o artigo “Progressismo de Curral, ou: como a criminalização da homofobia é um retrato retumbante da nossa derrota”, de Fernando Nogueira Martins Jr., Professor de Direito Penal e Processo Penal da Universidade Federal de Lavras – MG.
Antes, eis a exposição feita pelo Professor sobre o mesmo tema no Programa Duplo Expresso desta manhã, resumindo a sua severa – e mais que necessária – crítica à decisão do STF da semana passada, absurdamente celebrada por amplos setores da (dita) “esquerda”.

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Making of: como Haddad – e o Golpe – deram o bote em Lula e nas bases do PT

O Duplo Expresso avisou…
(há 6 meses!)
Nossa primeira publicação – e, sem muita surpresa, da internet brasileira – alertando para as movimentações de uma conspiração para impor o Plano B “de fora para dentro” do PT foi publicado em 3/fev/2018. Naquele texto, curto, relatávamos o que ouvíramos de fontes bem situadas na direção do partido.
Três semanas depois, trazíamos análise mais elaborada das movimentações. E, no final do novo artigo, mostrávamos a farsa que tentava repetir uma tragédia: um subprojeto de Emmanuel Macron tupiniquim, mesmo que sem a articulação e o talento – inegáveis – do original.
Tratamos, dias depois, do futuro (distópico) de um PT – já sem Lula – sob Haddad. Publicaríamos, então, “‘Meninos, eu vi’: síntese Macron/ Hollande, Haddad matará PT como dupla matou PS”.
Parabéns, conspiradores do Plano B (e do Golpe). Ou, como se diz em francês, chapeau!
Ah, como é dura a síndrome de Cassandra…

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Celso Amorim: precisamos de um “Plano B”? Não!

O Duplo Expresso recebeu relatos sobre uma reunião na última semana entre membros da alta Finança, em SP, em que a hipótese de uma saída para a crise – com Lula como timoneiro – chegou a ser “aventada”. É apenas um primeiro passo, ainda. Algo no terreno das especulações. Mesmo porque careceria do principal: assentimento dos verdadeiros patrões do Golpe, fora do Brasil.
Mas, mais que tudo isso, trata-se do reconhecimento de que o “Lula de A a Z” – renitente – está trazendo frutos; com a repulsa das bases a alternativas “B” já passando a ser assimilada pelo outro lado.
Pois é nosso papel tornar para o tal “Mercado” essa opção relativamente mais barata/ previsível do que a alternativa.
E isso incluiu, de nossa parte, impedir a viabilidade da hipótese de o Golpe, eventualmente logrando impedir a candidatura de Lula, conseguir escolher o (duplamente) “candidato” do PT: não apenas alguém que não encarnaria uma “anti-candidatura”, como ainda alguém que não teria a força de caráter para torna-lo imune a tentativas de cooptação pela vaidade ou por pressão ou ameaça; ou que não tivesse um forte compromisso com o coletivo e firmeza ideológica e nacionalista.
Pois é justamente aí que entraria o (eterno) Chanceler Celso Amorim.

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“Bem me quer, mal me quer”: como Lula – e o Golpe – usam Fernando Haddad

É evidente que na política, que vive de sinais, não há ingênuos. Portanto, todas as partes envolvidas bem sabiam como os articuladores do Plano B – dentro do PT e no Golpe (i.e., aqueles ostensivamente no Golpe) – explorariam a visita de Haddad a Lula – apenas a segunda em quase 3 meses (!) de prisão; bem como a concessão – “concessão”! – a Haddad da prerrogativa de “visitar” o ex-Presidente, agora a qualquer tempo, na qualidade de seu “advogado”.
Lula deu sinais – verdadeiros? – de que ainda está aberto à negociação. E de que, a depender da conjuntura e dos termos do “acordo global” atingido, segue existindo a possibilidade de o Golpe lograr indicar o candidato “do PT”. A “metamorfose ambulante” Lula retomaria, dessa forma, a velha tática de soltar – como “seus” – diversos cavalos, concorrentes entre si, num mesmo páreo. Para, ao final, escolher aquele que se viabilizar. E renegar o(s) derrotado(s).
No caso atual, os “cavalos” mais discerníveis seriam (i) a composição com o Golpe, via Haddad, e (ii) a confrontação total, melando a farsa eleitoral com a não substituição do seu nome como o candidato do PT. Nessa última hipótese, assim como no caso da indicação de Haddad para ser “o coordenador do programa de governo”, a proximidade terá servido para manter o “inimigo” por perto, sob vigilância.

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Advocacia surreal: “O Crime do Padre Amaro” – para (muito) além da literatura ‘realista’

Infelizmente, o caso desse padre Amaro é mais trágico do que cômico. É o prenúncio do que havíamos alertado diuturnamente no Duplo Expresso: a “Escola de Direito” de Moro, de Curitiba. O Estado que prende e depois processa, criminalizando os movimentos sociais e buscando a condenação, não a justiça.
Foi impetrado um HC “Habeas Corpus”, o “tal”, aquele, igual do Lula, etc.
Mas o pobre Padre Amaro não é Lula. Não haverá multidões à porta de sua cela. E então, o que fazer?

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Luiz Moreira: “Todo o sistema jurídico brasileiro foi montado para excluir o povo”

O programa Duplo Expresso do dia 18 de abril de 2018 recebeu como convidado o jurista Luiz Moreira. Em uma entrevista que contou com a importante intervenção do nosso comentarista, o advogado Samuel Gomes, Moreira expôs as vísceras de um sistema judicial que sequestrou a política. Confira a transcrição da íntegra e também assista aos principais momentos nos dois vídeos a seguir.

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Samuel Gomes – Carta a um amigo petista

Excessos eventuais à parte, considero o Wellington Calasans e o Romulus Maya patriotas dedicados à defesa do Lula, da soberania popular e da soberania nacional. Não entro em polêmicas para defender ou secundar tudo o que dizem nem a forma como dizem, muito menos engulo o que alguns tiveram a pachorra de dizer no calor de conhecida refrega: segundo “informações da inteligência soviética”, ambos seriam agentes da CIA. Risível, no mínimo.

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Infiltração, “Plano B”, Macron e Haddad – Pepe Escobar no Duplo Expresso

Trecho da entrevista com o jornalista Pepe Escobar no Duplo Expresso desta manhã.
Romulus Maya: “eles chegaram muito perto. Era só inviabilizar Lula e acenar – falsamente! – com a sua liberdade em troca de usar o ‘dedazo’ para indicar o dauphin, o ‘príncipe herdeiro’. E aí, para além de o Golpe seguir, Haddad destruiria o PT por dentro, divorciando-o de forma definitiva das suas bases. Para muito além de 2018!”

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ALERTA: “identitarismos” e a esquerda feita refém – o “case” da “ejaculação-estupro”

ALERTA: “identitarismos” radicais e a esquerda feita refém – o “case” da “ejaculação-estupro” – “Esquerda(s) e “identitarismo” (e ainda “isentões”,

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“Ejaculação-estupro”: “case” de como identitarismos radicais fazem esquerda de refém

“EJACULAÇÃO-ESTUPRO”, “ESQUERDA(S)”, “IDENTITARISMO” (E AINDA “ISENTÕES”, “AUSENTES” E “GRILOS FALANTES”): UM “CASE” DE COMO A ESQUERDA FOI FEITA REFÉM PELOS

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