Programa Jogo de Damas 11/jul/2018

Da Redação do Duplo Expresso,

Programa Jogo de Damas

Nesta quarta-feira, a apresentadora Niobe Cunha e o antropólogo João de Athayde entrevistam o guitarrista e músico da banda Baiana System.

“Máscaras são como um disfarce místico que absorvem forças mágicas” O Baiana System explica essa magia!

O Baiana System é um projeto musical formado em 2009 com o objetivo de encontrar novas possibilidades sonoras para a guitarra baiana, instrumento criado em Salvador – Bahia nos anos 1940 e que foi responsável pela criação do trio elétrico.

O nome vem da junção de “guitarra Baiana” com “sound system“, que são sistemas de som criados e popularizados na Jamaica.

A ideia inicial era a utilização de bases novas e/ou conhecidas onde a guitarra pudesse assumir o papel de “canto” nesse sistema, dividindo e dialogando com a voz.

Idealizado pelo guitarrista Roberto Barreto, o Baiana System começa – já em 2009 – a experimentar e gravar as músicas inéditas que dariam forma ao primeiro disco lançado no início de 2010.

Essa produção foi feita ao lado do baixista e produtor Marcelo Seco, e já com a presença e criação de Russo Passapusso, que representa a linguagem “sound system” desse projeto. Junto com essa construção musical, o conceito visual também se agrega com a direção visual de Filipe Cartaxo.

Integrantes da banda:
Russo Passapusso
Roberto Barreto
Seko Bass
Filipe Cartaxo

 

Por João de Athayde, para o Jogo de Damas

Baiana, um sistema que não é banal

No Baiana System o que vemos, ouvimos, dançamos e curtimos não é uma Bahia “ilha cultural”, mas uma “Bahia–Brasil–Mundo”. Bahia no nordeste no qual ela se insere, uma Bahia recôncava, uma Bahia Atlântica, uma Bahia Caribe, encruzilhada de influências musicais e humanas, não só as atuais, mas também podemos dizer, históricas. Além da força histórica que a música brasileira já traz no seu sangue, o Baiana tem olhar sobre a história recente.

Por que o Baiana se baseia no resgate e na re-interpretação da guitarra baiana, esse pequenino – grande – e poderoso instrumento, e na reinterpretação de todo o fertilíssimo e divertidíssimo ambiente musical que ela catalisava nos anos 70 e 80.

Guitarra baiana é madeira de lei : lancinante instrumento de carnaval que magnetiza a cidade e faz escutar o som do tambor ancestral – e digital.

O Baiana vem valorizando não só o formato canção, mas todo um trabalho sonoro timbrístico e instrumental, com ritmos balançantes variados groovando no corpo da gente, entremeados com intermezzos melódicos e tranqüilos e cools no meio da massa que dança, flutua nas nuvens (de Jah) e curte as letras inteligentes, sagazes e com posturas conscientes.

Conscientes em relação ao carnaval; que deve de ser acessível à população e sem cordas de separação – social – agindo assim para um Brasil menos desigual. “Corda, só a da guitarra! Corda, só a da guitarra”, podia até ser seu grito de carnaval. E no Baiana, trata-se de um projeto de inclusão musical. É consciente ao respeito da mulher, e ao respeito do visual: nos mostra a antidança de uma máscara arquetípica.

Baiana é elegância no respeito geral.

Com todo meu respeito eu tiro meu chapéu ao sistema do Baiana…

Que é raiz, futurista e atual.

Antropofagia cultural ?

Baiana, um sistema que não é banal.

 

Assista ao Jogo de Damas desta semana:

 

A seguir, um clip da banda Baiana System:

 

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