China desafia o sistema da Vestfália

Lanxin definiu as Novas Rotas da Seda, ou Iniciativa Cinturão e Estrada, como uma avenida rumo a um ‘mundo pós-vestfaliano’, no sentido de uma verdadeira integração geoeconômica da Eurásia levada a cabo por nações asiáticas. Essa é a razão chave pela qual Washington, que foi agente da implantação, em 1945, das regras internacionais ainda vigentes, tanto teme a Iniciativa Cinturão e Estrada (ICE).

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Mourão e a revelação do enigmático “Grande Acordo Nacional”

É revoltante que tentem viabilizar como estadista um candidato a Pinochet (com direito a Paulo Guedes e “Brazilian Boys’’) que recentemente afirmou que “Uma Constituição não precisa ser feita por eleitos pelo povo”. O, ainda, vice de Jair Bolsonaro disse que a elaboração da última Constituição brasileira, de 1988, por parlamentares eleitos, “foi um erro”, e defendeu que a nova Carta deveria ser criada por “grandes juristas e constitucionalistas”. Democracia sem povo? É isso que significa ser um estadista?

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Democracia ou Sequestro do Poder?

Começo aqui uma série de quatro artigos onde abordarei um conjunto de temas que vêm sendo omitidos, ou mesmo tratados como teorias da conspiração pela mídia corporativa, mas que estão sendo, pouco a pouco, revelados pelo movimento francês dos Gilets Jaunes (Coletes Amarelos). Este primeiro artigo traz os principais temas trazidos à tona pelo movimento. Destes, merecem destaque: a destruição dos sistemas de fornecimento de energia e transporte em prol do capital financeiro internacional, a ciência econômica atual a serviço da banca, a nova organização do trabalho e a terceirização.

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Petrobras afronta grosseiramente decisão cautelar do ministro do STF Ricardo Lewandowski

Estão em andamento na Petrobras 32 projetos de privatização e desinvestimentos com base na “Nova Sistemática” de desinvestimentos da estatal determinada pelo Tribunal de Contas da União – TCU. Ainda em 2018, decisão cautelar proferida pelo ministro Ricardo Lewandowski determinou que não estão dispensadas de licitação as vendas de ações que representem a perda do controle acionário por parte do Estado. Parece que a atual gestão da Petrobras entende que STF seja apenas um… Subalterno Tribunal Federal. A vontade das Contas prevalecerá sobre o cumprimento da Lei?

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Direitos usados para vender shampoo

O Deus-Mercado, onipresente que é, apresenta-se das mais diversas formas. Às vezes, vem coberto sob o manto da invisibilidade que nos permite apenas sentir o peso de sua mão. Mas em outras, chega de forma mais sorrateira, mimetizando lutas por direitos da contemporaneidade, aproveitando cada “nicho”, cumprindo seu papel divino: Estar em todos os lugares e não estar em nenhum.

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Poder, Governo, Informação | Parte 3 de 3

Pedro Pinho conclui a série de artigos tratando da tríade poder, governo e informação, analisando o último vértice: a riqueza na aplicação das teorias da informação. Citando diversos autores que pesquisaram e apresentaram seus trabalhos a respeito dos conceitos e usos da comunicação, ele mostra como o sistema financeiro internacional – a banca – anteviu com clareza o uso desta força como ferramenta de dominação para suas regras e intenções. Se a banca em si não é capaz de “fazer cultura”, é ela quem detém o controle sobre os meios de comunicação de massa que lhe referendam. A partir daí, sempre ficou mais fácil estender o domínio pela economia, política – o psicossocial dos povos – e dentro dos governos a partir da última década do século XX.

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Duplo Expresso 18/jan/2019

Para assistir, curtir as páginas e compartilhar, temos no Programa Duplo Expresso desta sexta-feira, 18/01, os seguintes destaques:
– O antropólogo João de Athayde comenta: “A visão dos Coletes Amarelos, segundo Étienne Chouard”
– O artista visual e ativista Sama fala sobre: “As falcatruas do mercado sob a ótica do cinema”
– O economista, palestrante e escritor Eduardo Moreira comenta: “O mercado e o canto da sereia”
– Wellington Calasans e Romulus Maya fazem a análise da conjuntura política.

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Poder, Governo, Informação | Parte 2 de 3

Pedro Pinho dá sequência à série de artigos tratando da tríade tácita entre a ordem, a mão e a fala da ilusão. Neste segundo, ele trata do Governo. Tomando por base os governos militares que assaltaram o país a partir de 1964, ele mostra como a estrutura de poder do Estado nacional foi levada do capitalismo industrial para o sistema financeiro internacional – a banca. O combate a eventuais “surtos” de industrialização no Brasil sempre foram combatidos por nossos colonizadores, impedindo que nosso desenvolvimento desse suporte à construção da soberania nacional, à construção da cidadania e as seguranças que abrangem a pessoa, suas posses e seus direitos.

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A Sagrada Ordem Social Brasileira

Doutrinariamente definiu-se que as diferenças sociais não são provocadas por ações políticas ou fruto da luta de classes, mas um ordenamento social sagrado, onde não se deve contestar; afinal “eu nasci assim; eu cresci assim; eu sou mesmo assim; vou ser sempre assim”.

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Lula sabia de tudo! Quem interrompeu aquele projeto?

Diante da inquestionável necessidade de trazer aquela fala para a atual situação em que está o ex-presidente, proponho aqui, através de perguntas, trocar impressões com o nosso público e tentar compreender o que houve. O ideal seria perguntar diretamente ao ex-presidente Lula, nessa época, faltando um ano para terminar seu segundo mandato, sobre o que ele já sabia nessa época em relação aos “Piratas do Pré –sal” (nome que ele supostamente dá a países que estariam interessados em nos tirar essa riqueza, ele fala em tom de brincadeira)?

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Poder, Governo, Informação | Parte 1 de 3

Pedro Pinho inicia uma pequena série de artigos tratando da tríade tácita entre quem ordena, quem faz e quem fornece a ilusão necessária para que isso funcione. Neste primeiro, ele trata do Poder – essa coisa abstrata que vende-se como algo que emana do povo, mas que, na verdade, apenas faz uso dele. Umas poucas famílias, agora em um enorme banquete corporativo autofágico, fazendo uso da população para ampliar sua dominação econômica. Sua arma? A dívida! Assim, o abstrato “mercado” alimenta a roleta de um cassino onde as fichas somos nós…

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Bolsonaro faz com mentiras a “doutrinação” que o PT evitou fazer com verdades para “controlar facilmente a boiada”

Aqueles que hoje criticam Bolsonaro por utilizar as redes sociais para a propagação de “Fake News” devem fazer uma autocrítica. Se houver honestidade na própria crítica, verão que a “doutrinação” que Bolsonaro faz hoje com mentiras, o PT deixou de fazer “com verdades”, pois apostou na alienação política das pessoas como uma ferramenta de “manutenção e controle da boiada vermelha”.

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Mourão, a meritocracia tamanho família e a herança escravocrata

Mourão engana os incautos. Se tivesse um pouco de honestidade intelectual, falaria com mais propriedade que a nossa verdadeira herança é escravocrata. Foi essa a herança que moldou as nossas instituições, origem do ódio ao pobre. O mais grave no discurso retrógrado do ex-general, e vice-presidente, Mourão é a total incoerência entre aquilo que discursa sobre a meritocracia e a completa ausência de autocrítica neste caso do próprio filho.

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Vamos cantar para “espantar os males” da política

Você está preparado pra receber tudo calado?
Este é o preço: “Quem não ouve conselho, ouve: coitado”
É o que resta pela sua omissão
Fingiu lutar, mas agiu como um perfeito alienado
Agora é jurar amor pela pátria que resta
Como se estivesse num presídio, vida dura de condenado
Vai ter liberdade de assistir Faustão
E ainda dizer que está “antenado”

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Bolsonaro – Entre o mito e a realidade (Parte I)

Bolsonaro acreditou ser possível se sustentar nos 58% de votos para tentar dominar as rédeas da situação, mas as coisas não são simples para quem, como é o caso de Bolsonaro, para se eleger vendeu a alma a dois demônios, Paulo Guedes (o “Chicago boys”, ultraliberal) e à ala militar entreguista, ultraliberal representada pelo seu vice, ex-General, Mourão. Mourão, inclusive, afirmou em recente entrevista que estaria montando um “Dream Team”, com pessoas de diversas áreas, economia, diplomacia, etc. Seriam talvez os “Brazilian Boys”. No Chile sabemos como tudo terminou. No Brasil pode ser muito pior.

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Da toga à carapuça de político – Moro precisa explicar ao povo o que quer fazer

O ministro terá de convocar uma nova Constituinte para remover a presunção de inocência do condenado até o trânsito em julgado.  Será que o o ex-juiz – agora ministro da justiça – pretende convocar uma nova Constituinte? Moro pareceu decidido a lutar por isso, pois no seu discurso de posse também falou que “pretende-se deixar mais claro na lei, como já decidiu diversas vezes o Plenário do Supremo Tribunal Federal, que, no processo criminal, a regra deve ser a da execução da condenação criminal após o julgamento da segunda instância”. Ora, Moro! O STF não recebeu voto do povo. Pare de fingir não saber que a sua imposição é um crime, pega mal para um “ministro da justiça”.

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O “socialismo” do Brasil e a “Revolução Azul e Rosa”

Enquanto estudo publicado no início do ano passado pela organização não-governamental britânica Oxfam mostra que cinco bilionários brasileiros concentram patrimônio equivalente à renda da metade mais pobre da população do Brasil, Bolsonaro e “Progressistas” debatem um socialismo que não passa de mais um tapa na cara dos brasileiros.

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A Petrobras e a Próxima Crise

Olhar a perspectiva histórica a partir de crises econômicas insufladas pela banca permitirá que se anteveja o que vem pela frente, no Brasil e no mundo. Pedro Augusto Pinho apresenta o atual momento como de ebulição controlada, onde distintas chaves serão acionadas conforme a conveniência econômica. Tomando como base as crises do petróleo ao longo da segunda metade do século XX, é demonstrada a passagem do poder econômico do sistema geopolítico para o sistema financeiro apátrida. O mesmo sistema sedento pelo Pré-sal e que força a inviabilização da Petrobras como player mundial na áea de energia. Agora, já finalizando a segunda década do século XXI, ele mostra os reflexos da última série de crises: consolidação do poder da banca e extensão da sua dominação ao mundo da comunicação, da política, do psicossocial e de diversos governos nacionais.

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Bolsorão Temer Rousseff da Silva – O Frankenstein brasileiro que “toca o terror” contra o povo

Quando falamos sobre terrorismo, devemos lembrar que o PT no governo Dilma também deixou mais um presente para Jair Bolsonaro e seu governo civil-militar: apesar do Brasil já contar com instrumentos legais para punir atos terroristas, o governo Dilma sancionou em 2016 a Lei Antiterrorismo na esteira da realização das Olimpíadas no país. O objetivo original era supostamente conter os Black Blocs presentes em diversas manifestações na época.

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Mourão, o pigmeu tupiniquim com complexo de Deus

Mourão (Morurinho) é um gigante para falar de quem tem como refém, mas é do próprio tamanho (um pigmeu) quando não fala da corrupção dos bancos, dos juros, da sonegação de impostos ou da auditoria cidadã da dívida. No sentido oposto, tenta convencer de que tudo de ruim está no Estado. O mesmo Estado que deu e dá aos militares brasileiros uma condição que poucos militares do planeta possuem. Para fazer o quê? Entregar as nossas riquezas e escravizar o nosso povo?

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99%, UNÍ-VOS! V – Onde se lê…

O texto em questão baseia-se no recente programa do Duplo Expresso em que Wellington Calasans relembra a luta dos islandeses em 2008! Apesar de ser um país relativamente pequeno e com uma população diminuta, a Islândia deu um magnânimo exemplo de consciência cidadã, mostrando a importância da luta por ideais. Por isso o esforço efetivo dos 1% em esquecê-la e apagá-la da memória mundial. Pois então, lembra-se mais uma vez que essa série “99%, UNÍ-VOS!” tem como metodologia o DESENVOLVIMENTISMO. O mesmo que está por trás do “Cinturão da Seda” que tanto tem assustado o enfraquecido “hegemon liberal”. Infelizmente, esta fera anciã ainda mantém garras afiadas e poder destrutivo…

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Guerra híbrida no Brasil é a novidade de 1940

Como exemplos de movimentos típicos de uma guerra híbrida na América do Sul e no Brasil podemos citar: inflação, crise cambial, dívida pública, dominação dos meios de comunicação, desnacionalização dos meios que constituem condições gerais da produção de mercadorias, lobbies atuantes no Congresso Nacional e nas assembleias regionais. E muitos outros.

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Goldman Sachs confirma: Objetivo é dilapidar a Petrobras

O economista Cláudio da Costa Oliveira apresenta, sem firulas ou subterfúgios, aquilo que o representante do imperialismo yankee há muito deseja que ocorra com a maior companhia de petróleo do hemisfério Sul do planeta: a dilapidação completa. Não bastará o roubo consentido das reservas do Pré-sal; deve-se promover o esfacelamento da empresa para que não tenhamos mais nenhum controle sobre o futuro. E não apenas da exploração, produção, refino e comercialização de nosso ouro negro, mas também de tudo que possa relacionar-se ao desenvolvimento energético nacional.

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A importância estratégica do refino para o Brasil e para a Petrobras

Imaginar o Brasil com uma política de preços de combustíveis ditada por um “mercado perfeito”, no mesmo formato de preços praticado no setor dos combustíveis dos Estados Unidos, é um atentado a nossa inteligência. Lá existe uma quantidade enorme de empresas competindo entre produção, refino, distribuição e comercialização. Sem contar que há uma outra pequena diferença entre lá e cá: nós não imprimimos dólares na Casa da Moeda… Como seria possível transportar esse “mercado perfeito” para a realidade brasileira? Se comecássemos agora, neste instante, a investir na criação e empreendedorismo de novas companhias petrolíferas locais, talvez em 100 anos estivéssemos capazes de deixar que o mercado regulasse os valores aplicados. O problema é que o petróleo não durará tanto tempo (e talvez nem o Brasil)…

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Ceci Juruá – Geisel e o Fortalecimento das Empresas Nacionais no Mercado Internacional

As políticas de incentivo às nossas empresas brasileiras para que participassem do mercado internacional, são originadas no penúltimo governo militar do regime de exceção anterior – o de Ernesto Geisel (1974-1979). A partir de tão acertada política de estímulo, viu-se o surgimento de campeãs nacionais. Entre elas, talvez a mais importante seja a ODEBRECHT que, por isto, parece ter atraído a ira dos grupos entreguistas, aqueles que pregam a vassalagem dos brasileiros frente aos estadunidenses. Até quando serviremos como vassalos no feudo da economia internacional?

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Cessão Onerosa: O que é? Quanto Custa?

A geóloga da Petrobras Ana Patrícia Laier explica a “Cessão Onerosa” – um contrato entre a União e a Petrobras mediante o qual “a União cedia à Petrobras o direito de explorar e produzir até 5 bilhões de barris que encontrasse em 6 blocos definitivos e um bloco contingente”, assinado após a aprovação de uma lei no Congresso brasileiro que autorizava a celebração deste contrato.

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Mobilização Contra o Desvio da Arrecadação – URGENTE – PARTICIPE!

Vocês devem ter acompanhado a importante iniciativa de entregar INTERPELAÇÃO EXTRAJUDICIAL a todos os líderes de todos os partidos na Câmara dos Deputados e para o presidente da Casa, Dep. Rodrigo Maia, para que ninguém possa dizer que votou sem saber os enormes danos que estão por trás do texto cifrado do PLP 459/2017, que trata da chamada “Securitização de Créditos”:
– Desvio de arrecadação tributária;
– Geração ilegal de dívida pública de forma disfarçada;
– Ofensa a toda a legislação de finanças do país
– Enormes prejuízos aos cofres públicos e às gerações atuais e futuras
A sociedade precisa agir e mostrar que não admite a aprovação do PLP 459/2017.

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Desenvolvimento e soberania: uma relação necessária

Segue o resumo do comentário desta semana do cientista político Felipe Quintas no Programa Duplo Expresso, com o tema “Desenvolvimento e soberania: uma relação necessária”. O início da fala de Quintas já está marcado na janela de vídeo, bastando clicar play para inicia-la.

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Que bom! Sou um idiota!

Pedro Augusto Pinho explica como a “banca” faz uso de sua expertise para que todos nós, de forma voluntária e engajada, trabalhemos como verdadeiros militantes para que ela amplie a concentração de renda no mundo. Replicamos a vontade dela e ampliamos seu poder de convencimento cada vez que a alimentamos com nossos metadados. Para isso, a banca precisa apenas daquele instrumento de dominação que carregamos no bolso: o nosso próprio celular…

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Desnacionalizada! – como a Vale (ex-CVRD) se tornou uma empresa estrangeira

O especialista em Minas e Energia, PhD em Engenharia na área do petróleo, Paulo César Ribeiro Lima apresenta sua visão sobre o processo de desnacionalização da Companhia Vale do Rio Doce. O “discurso oficial” justifica a migração das ações da empresa para o Novo Mercado (Brasil, Bolsa, Balcão) como a adoção de um conjunto de regras societárias, e de governança, além da divulgação de políticas e existência de mecanismos de transparência, fiscalização e controle. Na verdade, o que está em jogo é a perda do poder de veto do Estado brasileiro sobre ela, bem como transformá-la – convenientemente – em uma sociedade sem controle definido. Será que isso interessaria aos brasileiros?

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