O árabe foi idioma oficial do Estado de Israel por 70 anos, dois meses e cinco dias. Dia 19/7/2018, deixou de ser

Não há razão prática para a mudança e, de fato, a “Lei do Estado Nacional Judeu,” que aboliu o árabe como idioma oficial, garante basicamente que o árabe conservará todas as vantagens de idioma oficial, apesar de o título ter-lhe sido usurpado.
Assim sendo, por que alterar o status quo do idioma árabe nos últimos mais de 70 anos? Porque, como muitas vezes acontece, o que a lei diz e o fato de ela dizer são mais importantes do que o que a lei faz.
Pode-se considerar a Lei do Estado Nacional Judeu a partir de dois pontos de vista. Há a mensagem que a lei envia aos judeus: uma afirmação positiva de Israel como o estado-nação judeu; como pátria dos judeus; como estado dos judeus; uma mensagem nacionalista de autoafirmação que diz ‘esse país é de vocês, judeus, e só de vocês’.

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O Geógrafo Errante – Uma crônica sobre o Existir

Existia um certo geógrafo que estudava muito. Ele era o mais renomado e brilhante geógrafo de sua época. Da sua escrivaninha de mogno ocre e rodeado por uma muralha de livros, o geógrafo conhecia detalhadamente cada vegetação, cada clima, os oceanos, os rios, os mares, as rochas, as montanhas, os desertos, as cidades… Através de páginas e mais páginas, muitas delas amareladas e toldadas por poeira e mofo, algumas mais que outras, por certo, sacudidas por muitas leituras, ele conheceu o planeta inteiro!

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Minka: Trabalho Coletivo em Favor da Comunidade – Entrevista com Nathalia Molina, integrante do Coletivo Cultural Minka de Caracas (Parte II)

O nosso correspondente Caio Clímaco foi buscar mais informações sobre as propostas e ações inovadoras da Casa de Movimentos Culturais La Minka que vem buscando através de experiências práticas, concretizar as linhas políticas para construção de uma sociedade comunal, tal como foi proposto pelo comandante Hugo Chávez.
Leia a seguir a segunda parte da entrevista.

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Minka: Trabalho Coletivo em Favor da Comunidade – Entrevista com Nathalia Molina, integrante do Coletivo Cultural Minka de Caracas (Parte I)

O Duplo Expresso foi conhecer a experiência da Casa de Movimentos Culturais La Minka, localizada a 3 quarteirões do Palácio de Miraflores em Caracas, capital da Venezuela.
O nosso correspondente Caio Clímaco foi buscar mais informações sobre as propostas e ações inovadoras desse movimento que vem buscando através de experiências práticas, concretizar as linhas políticas para construção de uma sociedade comunal, tal como foi proposto pelo comandante Hugo Chávez.
A Casa de Movimentos Culturais La Minka era um armazém abandonado e foi recuperada pelos jovens do bairro La Pastora, a partir de 2012, que converteram o local em um espaço permanente de formação, através de oficinas de artesanato, dança, pintura, capoeira, aula de idiomas, dentre várias outras atividades.

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Para onde vai a Turquia de Erdogan?

Vamos falar neste artigo sobre a Turquia. Em nosso conceito de Oriente Médio expandido, onde estão todos os países árabes, incluindo os do Norte da África, nós incluímos ainda o Irã, que é um país persa e a Turquia. E não se pode confundir, jamais, esses três povos distintos. A Turquia fica na Eurásia ou em região que alguns geógrafos chamam de “euroasiática”. É país estratégico, como veremos, pela imensa base militar da OTAN chamada Incirlik. Por fim, é governada pela mesma pessoa – seja como primeiro ministro ou presidente – já há pelo menos 15 anos, tendo ganhado um mandato presidencial que o manterá no poder até pelo menos 2022.

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Sionismo, projeto neocolonial do imperialismo

O tema sionismo é dos mais controversos quando se aborda temas de geopolítica internacional. É comum os próprios sionistas e judeus de direita prontamente nos acusarem de sermos “antissemitas” (sic). Ainda mais quando relacionamos essa temática ao sistema neocolonial. Com este artigo pretendo abordar essa questão, falando sobre as origens do sionismo no século XIX proposta pelo controverso jornalista austríaco Theodor Herzl (1860-1904). Falarei de forma resumida da história da Palestina, tratado de dois fatos específicos e muito importantes, ocorridos no século XX, que foram os acordos de Sykes-Picot e a Declaração Balfour.

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Até um cego vê! #5 – Padre Antônio Vieira pensava à frente do seu tempo ou fomos nós que voltamos ao passado?

No quadro “Até um cego vê!” desta semana, Leonardo Lobo recita este poema com a propriedade de quem tem “lugar de fala”. É um alerta aos governantes, sobretudo no atual Regime Temer que, assim como na escola barroca, é caracterizado pelo contraste. No caso do Brasil, as visíveis diferenças entre os privilégios dos muito ricos e o abandono dos pobres.

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Suecos celebram o “sol da meia-noite”

Wellington Calasans foi ao povoado de Folkärna na província sueca de Dalarna, a mais tradicional nesta celebração, para ver de perto a tradição. Viu as pessoas dançando, enquanto cantavam músicas infantis tradicionais deste país nórdico.

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A fézinha do voto – TSE, Jogo do Bicho e a ética dos contraventores

O que joga, sem trocadilho, contra o TSE neste momento é a constatação de que a credibilidade do Jogo do Bicho decorre da crença que as pessoas depositam nele. No caso do sistema eleitoral brasileiro, a despeito da legalidade a ele atribuída, os cidadãos não confiam mais em algo rejeitado em todo o mundo e que não pode ser submetido a uma auditoria, tal qual o papelzinho do Jogo do Bicho.

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O que você precisa saber sobre o Irã

Falar do irã hoje significa falar de um país que fez uma revolução há quase 40 anos sem que o povo possa ter dado um tiro sequer. Falar do Irã hoje é falar da resistência anti-imperialista, do arco de alianças amplas formado na prática que envolve outros países como o Iraque, Síria, Líbano, a organização política Hezbolláh, os comunistas, socialistas, patriotas árabes, nasseristas e tantas outras correntes. Que vencem a guerra na atualidade. Pretendo com este pequeno artigo, falar da história mais antiga, mencionando o império de Ciro, passando pela islamização do país a partir de 632 e passar pelo golpe imperialista de 1953.

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Até um cego vê! #3 – Futebol, Globo e o povo

O comentário de Leonardo Lobo, no espaço “Até um cego vê!” desta semana, converge para a linha de denúncia de como o futebol tem sido usado para a alienação dos brasileiros e como o crime está organizado para transformar este elemento da cultura nacional em uma fonte de dinheiro ilícito.
Lobo é otimista e ousa afirmar que o brasileiro acordou. Será?
Confira o vídeo.

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Exclusivo: o Duplo Expresso entrevista Jessé Souza

O Duplo Expresso tem a honra de publicar nova entrevista – exclusiva – concedida pelo sociólogo Jessé Souza, que lança o livro “Subcidadania brasileira – para entender o país além do jeitinho brasileiro”. Mais uma vez Jessé centra a sua análise nas causas da abissal desigualdade da sociedade brasileira, constituída sob o signo da escravidão, bem como nas suas consequências. Nesse tocante, o pensador é definitivo: “nada é mais importante do que isso. O que a gente precisa saber na ciência, como na política e na vida é o que é essencial e o que é secundário. O essencial para o Brasil é ter 70 milhões (de pessoas) abaixo da linha de dignidade”.

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João de Athayde – Turim nos passos de Gramsci

Como quem viaja entre o passado e o presente, mas de olho no futuro, Athayde faz também um paralelo entre o pensamento de Gramsci sobre a política e a relação de classes (retratados nos Escritos Políticos daqueles dez anos) e o contexto político brasileiro da atualidade.

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Assédio sexual e corrupção forçam Academia Sueca a adiar o Prêmio Nobel de Literatura de 2018

A Academia Sueca fez o comunicado na manhã desta sexta-feira, através de uma nota oficial. No documento, foi anunciado também que em 2019 o prêmio será atribuído a dois escritores. A decisão de cancelar este ano o mais prestigiado prêmio literário do planeta foi tomada após o desgaste da Academia Sueca diante da opinião pública.

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O retorno à antiga Idade Moderna II – Angola: A Rainha Nzinga e a Resistência

O retorno à antiga Idade Moderna segue. Por um lado, querem empurrar o Brasil para os tempos-sem-direitos de antes da queda da Bastilha, e por outro, certos temas sobre a Idade Moderna (1453-1789) estão muito em dia. Mas a história do Brasil não tem fundo só europeu e mesmo que o atual ministério deseducativo no poder não tenha a isso nenhuma afeição, insistimos em trazer Brasil e África para o centro da discussão.
Nzinga não era abolicionista, idéia que não existia naquele momento e contexto local, parte de sua luta era efetivamente pelo controle de rotas de comércio de escravos. Ela foi uma rainha resistente contra a expansão portuguesa e contra o fato que os povos liderados por ela fossem escravizados e enviados para o Brasil.

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