Depois das Seis

Os humanos têm uma estranha sensação da certeza, mesmo sem saber exatamente de onde vem ou para onde vão. Sempre têm uma no coldre pronta para sacar. Mas, qual é a minha certeza absoluta? É que, apesar de passados 50 anos, as impressões de uma época de criança ainda povoam minha mente. Algo como uma fronteira ainda desconhecida do passado. Então eis que abro essa caixa para vocês. Quando menino, costumava brincar na rede sozinho e, ao fechar meus olhos, enxergava uma grande onda de energia, que enchia todos os lados. Parecia imagem de TV analógica quando sai do ar, mas só via isso com os olhos fechados.

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Poder, Governo, Informação | Parte 2 de 3

Pedro Pinho dá sequência à série de artigos tratando da tríade tácita entre a ordem, a mão e a fala da ilusão. Neste segundo, ele trata do Governo. Tomando por base os governos militares que assaltaram o país a partir de 1964, ele mostra como a estrutura de poder do Estado nacional foi levada do capitalismo industrial para o sistema financeiro internacional – a banca. O combate a eventuais “surtos” de industrialização no Brasil sempre foram combatidos por nossos colonizadores, impedindo que nosso desenvolvimento desse suporte à construção da soberania nacional, à construção da cidadania e as seguranças que abrangem a pessoa, suas posses e seus direitos.

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A Sagrada Ordem Social Brasileira

Doutrinariamente definiu-se que as diferenças sociais não são provocadas por ações políticas ou fruto da luta de classes, mas um ordenamento social sagrado, onde não se deve contestar; afinal “eu nasci assim; eu cresci assim; eu sou mesmo assim; vou ser sempre assim”.

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Marighella – O Filme

O jornalista Moisés Mendes apresenta o filme de estreia de Wagner Moura na direção – Marighella –, recentemente selecionado para exibição no Festival de Berlim em fevereiro próximo. O lançamento no circuito comercial brasileiro está previsto para a segunda semana de abril. Será que o regime atual permitirá esta “ousadia”? Será que aquele pessoal ávido por pautas conservadoras e identitárias de museus irá aos cinemas? Teremos bilheteiros e lanterninhas de coturnos, à espreita de algum guerrilheiro urbano?

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Poder, Governo, Informação | Parte 1 de 3

Pedro Pinho inicia uma pequena série de artigos tratando da tríade tácita entre quem ordena, quem faz e quem fornece a ilusão necessária para que isso funcione. Neste primeiro, ele trata do Poder – essa coisa abstrata que vende-se como algo que emana do povo, mas que, na verdade, apenas faz uso dele. Umas poucas famílias, agora em um enorme banquete corporativo autofágico, fazendo uso da população para ampliar sua dominação econômica. Sua arma? A dívida! Assim, o abstrato “mercado” alimenta a roleta de um cassino onde as fichas somos nós…

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Mourão, a meritocracia tamanho família e a herança escravocrata

Mourão engana os incautos. Se tivesse um pouco de honestidade intelectual, falaria com mais propriedade que a nossa verdadeira herança é escravocrata. Foi essa a herança que moldou as nossas instituições, origem do ódio ao pobre. O mais grave no discurso retrógrado do ex-general, e vice-presidente, Mourão é a total incoerência entre aquilo que discursa sobre a meritocracia e a completa ausência de autocrítica neste caso do próprio filho.

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Vamos cantar para “espantar os males” da política

Você está preparado pra receber tudo calado?
Este é o preço: “Quem não ouve conselho, ouve: coitado”
É o que resta pela sua omissão
Fingiu lutar, mas agiu como um perfeito alienado
Agora é jurar amor pela pátria que resta
Como se estivesse num presídio, vida dura de condenado
Vai ter liberdade de assistir Faustão
E ainda dizer que está “antenado”

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A Petrobras e a Próxima Crise

Olhar a perspectiva histórica a partir de crises econômicas insufladas pela banca permitirá que se anteveja o que vem pela frente, no Brasil e no mundo. Pedro Augusto Pinho apresenta o atual momento como de ebulição controlada, onde distintas chaves serão acionadas conforme a conveniência econômica. Tomando como base as crises do petróleo ao longo da segunda metade do século XX, é demonstrada a passagem do poder econômico do sistema geopolítico para o sistema financeiro apátrida. O mesmo sistema sedento pelo Pré-sal e que força a inviabilização da Petrobras como player mundial na áea de energia. Agora, já finalizando a segunda década do século XXI, ele mostra os reflexos da última série de crises: consolidação do poder da banca e extensão da sua dominação ao mundo da comunicação, da política, do psicossocial e de diversos governos nacionais.

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O Saco de Pedras

Você nunca procurou saber onde está realmente? E por que coisas estranhas acontecem ao seu redor? Onde nós estamos? As coisas existem mesmo ou tudo não passa de uma ilusão? Seriam um simulacro de algo distante? Algo tipo o que acontece no filme “Matrix”? A história que conto aqui para vocês não é uma de ficção de terror como costumo fazer nos meus quadrinhos. Para minha alegria atual (e meu pavor em outra época), aconteceu de verdade. Tão real quanto o som que sai do teclado desse notebook. Afinal, o que é o real? Pode algo se desmaterializar ou sumir na sua frente? Alguns amigos não acreditam em Deus, espíritos, outras dimensões, mundo invisível. Problema deles! Eu não tenho motivos para duvidar.

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Os Três Lobinhos

Se você já debulhou o peru, empanturrou-se de sarrabulho e farofa de banana, prometeu pela enésima vez que nunca mais vai morder um pedaço de panetone com frutas cristalizadas, e ainda não conseguiu entender direito de onde saiu essa ideia de enfiar passas de uvas em tudo quanto é prato na ceia de Natal, então você está pronto! Markuns desembrulha e entrega para você um texto parodiando os lobos guerreiros da maior representação partidária do espectro… espera aí… “espectro” [na Física, este engenheiro das letras diria ser uma representação das amplitudes ou intensidades – vulgo “energia” – dos componentes ondulatórios de um sistema quando discriminadas uma das outras em função de suas respectivas frequências, mas, no caso em questão, é a imagem fantasmagórica mesmo] progressista do apocalipse zumbi brasileiro. Feliz Natal!

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Duplo Expresso Canino

Em tempos de tanto vira-latismo na política brasileira, o Duplo Expresso chegou mostrando os dentes. Wellington Cão-lasans e Romulus Chiuamaya passaram o ano inteiro de 2018 ouvindo atentamente o que se latia por aí e, principalmente, ainda muito mais atentos aquilo que não era latido… Não foi por falta de técnica, carisma e conhecimento que nossa esquerda a-destra-da deixou passar voando por cima de suas cabeças orelhudas o filé mignon para romper com o atual regime: Lulau da Silvau! Ao invés de protegê-lo em uma casinha estrangeira dentro de Brasília, como uivavam esses dois, o PTj convenceu a todos que seria mais legal enviá-lo ao canil de Kurityba. Aí, depois de uma campanha política fracassada, vamos todos lamber feridas e revezar corridas atrás dos próprios rabos e das rodas de tanques…

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Feliz Navidad

Encerramos nossa primeira temporada internética desejando a todos os expressonautas um feliz Natal e um próspero Ano-Novo.
Sabemos que 2018 deixou em todos um gosto amargo na boca e nas urnas… Que isso fique apenas na memória. Que todos os atos-falhos, os falsos sorrisos, as mentiras expostas, as traições consentidas (e as sem sentido) fiquem para trás. Vamos olhar o futuro com a certeza de conhecermos melhor o inimigo, os aliados reais e a nós mesmos. Enquanto isso, vamos soltar nossos mariachis mexendo as maracas, os quadris e os neurônios!

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Duplo Expresso 14/dez/2018

Destaques:
– O antropólogo João de Athayde comenta: “Coletes amarelos e o atentado de Estrasburgo”
– O artista visual e ativista Sama fala sobre: “Faça Amor antes de ir para a Guerra!”
– Os cineastas Zefel Coff e William Alves, diretores do documentário A Praga do Cinema Brasileiro, são os convidados especiais do DE desta sexta, para falarem sobre o documentário e a encruzilhada em que se encontram o cinema e a política na Era dos Patos (amarelos e vermelhos).

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Coletes Amarelos: Terceiro Ato

Os Coletes Amarelos e o contexto político francês. Este artigo apresenta a evolução do movimento e a tradução de um debate que se desenvolve na sociedade em torno da condição social, da condição ecológica, e da situação política do governo Macron face aos protestos de outras categorias que se juntaram aos Coletes Amarelos.

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Carta de amor aos livros uma ova!

Talvez muitos já tenham imaginado o que fariam se estivessem na frente do carrasco e este lhe pedisse “clemência”, não é mesmo? Claro que comprar livros é algo fundamental na vida das pessoas. O Duplo Expresso estimula a leitura como forma de registro e assimilação das questões debatidas. E claro, para difusão do conhecimento. Agora, quando o tubarão fica com fome depois de devorar um mar inteiro de sardinhas, não dá para vestir-se de Greenpeace e fazer um abraço solidário… Essa é a situação de quem passou a vida vendendo livros e sofrendo revezes contra uma disputa injusta dos cartéis dos livros no país. Agora, os “tubarões voadores” (Arrigo Barnabé, 1984) estão desdentados graças ao pedido de recuperação judicial destas grandes redes de livrarias. Você serviria papinha a eles, ou aproveitaria o momento para rasgar-lhes os fígados?

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O “Holocausto dos Nordestinos Pobres” – O papel da comunicação social

No Brasil, quando falamos em comunicação social, imediatamente lembramos da Rede Globo. Obviamente que há outros órgãos de imprensa com poder de manipulação e que praticam este poder sem o menor pudor. Nunca é demais lembrar do papel que cada um jogou antes e durante a ditadura de 1964 e como conseguiram sair incólumes daquelas práticas horrendas e foram capazes de manchar apenas a imagem da instituição Forças Armadas. Ainda que as Forças Armadas, sobretudo o Exército, tenha “dado a cara”, todos sabemos que foi apenas um dos tentáculos daquela fase nefasta da nossa história.

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Álbum Branco – 50 Anos

50 anos do ícônico Álbum Branco dos Beatles. Para quem viveu aquele ano de 1968, parecia que havia no ar uma esperança de mudança para um mundo melhor. Infelizmente, o álbum registra a “bonanza antes da tempestade”, e o mundo ocidental acirrou as diferenças sociais, ideológicas e políticas na década seguinte. A própria banda não conseguiu ingressar nos anos 70 com a mesma unidade que marcou sua trajetória nos 60, e acabou por desfazer-se. Agora, o registro lançado naquele 22/nov/1968 continua marcante.

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Manifestações de Vento

Esse texto apresenta o movimento coletes amarelos – o que reivindica e quem começou –, e discute a sua legitimidade fazendo um paralelo com as manifestações “espontâneas” e “apartidárias” que vêm pipocando nos últimos tempos no Brasil.

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Tem que ter consciência!

Partindo de uma lembrança de infância e seguindo com sua experiência ao longo da vida, Geuvar Oliveira apresenta o conceito do que seria o ideal para o “dia da Consciência Negra”: uma oportunidade de reflexão para todas as pessoas. Um dia para “botar o dedo na moleira” e pensar em um mundo mais justo. Um dia para a consciência ser mais humana e colorida. Nada desta coisa simplificada de preto no branco…

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Que bom! Sou um idiota!

Pedro Augusto Pinho explica como a “banca” faz uso de sua expertise para que todos nós, de forma voluntária e engajada, trabalhemos como verdadeiros militantes para que ela amplie a concentração de renda no mundo. Replicamos a vontade dela e ampliamos seu poder de convencimento cada vez que a alimentamos com nossos metadados. Para isso, a banca precisa apenas daquele instrumento de dominação que carregamos no bolso: o nosso próprio celular…

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A Mudança

Em 2016, com o processo de impeachment, parecia que a tampa do esgoto político-institucional brasileiro fora aberto e que, “de uma vez por todas”, iniciaríamos um movimento de purgação e melhoria de nossos quadros. De forma forçada, é claro, pois não seria através da vontade popular direta. Ledo engano (nosso); larga estratégia (deles). Vejamos como será o comportamento desta nau que nos leva ali adiante, se passarmos da rebentação…

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O Comunismo chegou ao Brasil

Nas palavras do autor: “Este artigo é dirigido para os expressonautas. Expande a notável palestra de terça-feira, 13/11, deste genial Felipe Quintas, para a conformação da banca – a dona do Brasil.” O que se coloca na mesa é a discussão das velhas ordens internacionais travestidas como algo novo neste momento, com o incremento de que agora o que chega no Brasil de Bolsonaro é o sistema financeiro transnacional, um apátrida patrimonialista que chega dizendo “…dane-se o Estado Nacional!”

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O Mercado Precisa Explicar

O mercado criou empresas de investimento, poderosos fundos de aplicação, coletando desde fortunas de famílias, lucro de traficantes, subornos de dirigentes privados e públicos, salários de magistrados e barnabés, e, se for possível, as esmolas caridosamente dadas, para estes trilionários, em dólares, fundos de investimentos.

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SamaathayDE – Driblando a democracia

Três recortes das participações da dobradinha Sama* + João de Athayde** no Duplo Expresso épico da sexta-feira 02 de novembro de 2018, onde a dupla começou debatendo sobre o documentário “Fake America Great Again” (Driblando a democracia), mas depois seguiu discutindo as consequências do uso de metadados e nossas informações para quem deseja manipular a forma como vemos a realidade.

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Debate: documentário “Driblando a democracia” (com Steve Bannon)

Por sugestão do nosso comentarista João de Athayde, amanhã no Duplo Expresso discutiremos o documentário “Driblando a Democracia”, do canal franco-alemão “Arte”, tratando da eleição de Trump, Cambridge Analytica e Steve Bannon. Tudo isso, como sabemos, levado a novos extremos com a eleição de Jair Bolsonaro.

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Abestalipse

Um pastor grita na tv durante o horário nobre. Troca-se o canal e vê-se outro. E entende-se que o primeiro era, na verdade, um presidenciável. Os dois gritam, enquanto outros dois – um fardado e o outro engalanado – empurram os fiéis ao abismo. Todos justificam a cobrança do dízimo com um “estamos em obras” no fundo do poço. Deve ser para construir o buraco de Deus e salvar todos os ímpios que se arremessam. Que eles queiram se jogar em frenesi, tudo bem. Mas por que nós temos que ir juntos?

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O Brasil que traiu a si mesmo

Uma trova contundente contra a auto-mutilação da democracia brasileira. O desnudamento sem vergonha da vitória de entreguistas, capazes de lançar nossa nação ao jugo de um mercado que diz que a classe mérdia é algo muito maior do que aquilo que ela jamais será. Traidores de todos nós, na verdade. Outra vez, a vergonha é nossa…

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