PRECISA-SE OPOSIÇÃO | Introdução e a Nação sob o Império Português

Pedro Pinho inicia aqui outra trilogia de artigos, agora explorando a grande questão aberta após a deflagração do governo Bolsonaro: Quem é oposição no Brasil hoje? Assumindo que não tem intenção de oferecer nenhuma resposta fácil ou imediata, o autor posiciona-se sobre os aspectos históricos para indicar-nos quem é/está Governo e quem é/tem o Poder. Entendendo isso, poderemos deixar a armadilha do ideário “prafrentex” e seguir para a implementação de um modelo real de luta social. Quem sabe assim as transformações nacionais e políticas finalmente ocorram, não?

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ASOFIL – Declaração pela Venezuela

Quem se preocupa e estuda as questões gerais e fundamentais relacionadas com a natureza da existência humana, com o conhecimento e a verdade, sabe melhor como se posicionar no universo em sua totalidade. Com a questão venezuelana, não poderia ser diferente.

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Falso dilema ambiental – Uma luz sobre essa questão central (atualização)

Apresentamos uma atualização com mapas que amplificam o teor do debate aqui apresentado. Está colocado ao final. • • •

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Bolsonaro, Um Governo Altamente Ideológico

O discurso de negação, de aniquilamento do oponente, e de sua criminalização, é a homilia altamente ideológica que acompanha o senso comum disperso e despolitizado, fruto da decepção e de um ambiente de desesperança. Antítese do Estado Nacional assistimos ao pacto da herança de subalternidade e subserviência aos interesses internacionais, que objetiva o desmonte do patrimônio público, com a concepção do Estado micro, seguindo a pauta econômica do ultraliberalismo.

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Os novos escravos de ganho: A servidão financeira que assola o país

No Brasil, a escravidão acabou oficialmente em 13 de maio de 1888, com a promulgação da Lei Áurea. Porém, 115 anos depois, em 29 de maio de 2003, com a exclusão de um único parágrafo da Constituição, criaram-se as condições para a volta legalizada da servidão. Os lucros bilionários dos bancos, que batem recordes trimestre atrás de trimestre, ano após ano, são obtidos às custas da desgraça de milhões de brasileiros. Somos nós, tal como os escravos de ganho do passado, que nos vemos obrigados a trabalhar para saciar o apetite incessante e cada vez mais voraz desses senhores desumanos e inflexíveis.

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Direita ou Esquerda – Para a banca tanto faz…

São tempos de par ou ímpar, segundo Pedro Pinho. Herege ou religioso. Romano ou bárbaro. Católico ou protestante. Comunista ou capitalista. Por todos os tempos, o Poder sempre procurou simplificar as diversidades de qualquer natureza, em especial as ideológicas ou as que o pudessem enfrentar (ou apenas assumir) suas diferenciações. Uma carga com as polaridades do tipo: nós ou eles.

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Revolução democrática para vencermos a guerra híbrida

Os primeiros efeitos visíveis da guerra híbrida contra o Brasil, com maior intensidade dos ataques nos últimos quinze anos, nos permitem refletir sobre os caminhos a seguir. Como os objetivos maiores dos piratas das nossas riquezas ainda não estão consumados na sua totalidade, mas já sabemos quem são eles e o que querem, chega o momento de convocarmos os brasileiros (dentro e fora do país) e também cidadãos com empatia com o nosso povo e preocupados com os rumos da nação para que possamos vencer esta guerra.

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A Farsa da Previdência e Outras Fraudes da Banca

A partir dos anos 1970 entrou na pauta das academias e das instruções, inclusive militares, a ideologia neoliberal. As comunicações de massa passaram a divulgar, de modo sempre favorável, o denominado “mercado”. As notícias restringiam-se apenas ao “mercado financeiro”, e aos indicadores que favorecessem as demandas vinculadas a este, como se fossem as principais referências para a avaliação do Brasil. O Estado, por outro lado, era ineficiente e corrupto. Jamais associou o corruptor – a Banca – aos corrompidos. Os corruptores ficaram restritos a alguns poucos empresários que atuavam na industrialização do País. Todos sabemos que a Banca se opõe à industrialização.

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Sobre o Clube de Bilderberg e seu Papel no Mundo Atual

Muitas vezes, quando se fala do Clube Bilderberg, muitas pessoas pensam imediatamente que se trata de mais uma teoria da conspiração. Eu mesmo, muitos anos atrás, não imaginava o poder que esse agrupamento tem desde a sua criação em 1954. Pretendo neste texto tentar contar um pouco sobre a história do Clube, seus objetivos e mencionar algumas personagens que são seus “membros”, por assim dizer.

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TCU engana o povo para entregar Pasadena

Em suma, na compra do sistema de Pasadena podem ter ocorridos atos ilícitos. No entanto, os “prejuízos” indicados pelo Acórdão n° 1927/2014 não ocorreram. Muito pelo contrário, em relação ao prejuízo estimado de US$ 580,4 milhões, estima-se, na realidade, um “lucro” de US$ 6,3 milhões.

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O significado da Organização de Cooperação de Xangai no mundo atual

Existem hoje no mundo dois tipos de instituições. As que defendem e fazem de tudo para preservar o sistema atual, capitalista financeiro, militarizado e unipolar. E as outras, que estão no campo que venho chamando de resistência, ou seja, defendem a multipolaridade do mundo, alternativas à hegemonia do dólar como moeda única de comércio internacional e alternativas para a chamada financeirização do capital. Ainda que nem todas defendam o socialismo como melhor alternativa a esse sistema. Venho escrevendo sobre isso há tempos. Quero aqui tratar em maiores detalhes o significado e o papel da Organização de Cooperação de Xangai.

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Rompimento de Barragens no Brasil

Possivelmente o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, localizada em Brumadinho (MG), seja aquele com o maior número de mortes até hoje no setor da mineração mundial. Os desastres de Mariana e, agora, Brumadinho, mostram a face mais perversa do descaso das autoridades públicas e dos agentes privados, gerando a perda de vidas humanas, a destruição de ecossistemas, o soterramento de comunidades e unidades operacionais e a desorganização social e econômica da região e do Brasil. Esses desastres trazem a público a discussão sobre a segurança das barragens no País. Mas, infelizmente, foca-se mais no jogo de interesses políticos do que no natural campo do domínio técnico e científico. O responsável pelo debate ser dessa forma tem nome e sobrenome composto: empresa privada transnacional.

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“O que a Venezuela aprendeu, o povo não esquecerá”

Nesta entrevista (traduzida pelo Coletivo Vila Mandinga), o ativista dos direitos humanos Antônio Plessmann fala sobre a construção do protagonismo popular levada a efeito com a ascensão de Chávez. Para ele, um dos grandes legados foi a transformação dos pobres em agentes políticos. O socialismo venezuelano tratou de incutir política e civismo nas massas, tornando o povo a base de sustentação do país.
Como exemplo, ele cita que, a partir de 2014, enquanto a Direita concentrou-se nos problemas estruturais dentro da classe política e na encenação de protestos violentos, Maduro promoveu a capilarização da política através do acesso à alimentação pelos Comitês Locais de Abastecimento e Produção – CLAPs.

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Falso dilema ambiental – Uma luz sobre essa questão central

Este artigo é a abertura de um debate. A partir de um comentário/texto publicado pelo Duplo Expresso há alguns dias, a doutora em Biogeografia (USP) e pesquisadora do Instituto de Botânica de São Paulo – Katia Mazzei – sentiu-se compelida a propor uma réplica. Com isso, iniciou-se uma discussão sobre a questão apresentada pelo cientista político Felipe Quintas do “falso dilema ambiental e infigenista”. Qual a melhor resposta para a sustentabilidade dos ricos biomas nacionais? Como transformar a abundante riqueza em fonte de desenvolvimento para o nosso país?

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China desafia o sistema da Vestfália

Lanxin definiu as Novas Rotas da Seda, ou Iniciativa Cinturão e Estrada, como uma avenida rumo a um ‘mundo pós-vestfaliano’, no sentido de uma verdadeira integração geoeconômica da Eurásia levada a cabo por nações asiáticas. Essa é a razão chave pela qual Washington, que foi agente da implantação, em 1945, das regras internacionais ainda vigentes, tanto teme a Iniciativa Cinturão e Estrada (ICE).

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A Arábia Saudita, protetorado dos EUA no Mundo Árabe

O país que conhecemos hoje com Arábia Saudita é, na verdade, quase toda a península arábica histórica, e é o berço da civilização árabe. Existem registros que atestam a vida continuada de povos árabes nessa região por mais de cinco mil anos. O território estimado da Arábia Saudita é da ordem de 2,1 milhões de quilômetros quadrados. É a maior compradora de armas estadunidenses. Tem um dos maiores exércitos e aviação de todos os países árabes. Pode-se dizer que esse país praticamente não tem autonomia alguma na tomada das suas decisões, pois quem determina suas ações são os Estados Unidos.

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Direitos usados para vender shampoo

O Deus-Mercado, onipresente que é, apresenta-se das mais diversas formas. Às vezes, vem coberto sob o manto da invisibilidade que nos permite apenas sentir o peso de sua mão. Mas em outras, chega de forma mais sorrateira, mimetizando lutas por direitos da contemporaneidade, aproveitando cada “nicho”, cumprindo seu papel divino: Estar em todos os lugares e não estar em nenhum.

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Poder, Governo, Informação | Parte 3 de 3

Pedro Pinho conclui a série de artigos tratando da tríade poder, governo e informação, analisando o último vértice: a riqueza na aplicação das teorias da informação. Citando diversos autores que pesquisaram e apresentaram seus trabalhos a respeito dos conceitos e usos da comunicação, ele mostra como o sistema financeiro internacional – a banca – anteviu com clareza o uso desta força como ferramenta de dominação para suas regras e intenções. Se a banca em si não é capaz de “fazer cultura”, é ela quem detém o controle sobre os meios de comunicação de massa que lhe referendam. A partir daí, sempre ficou mais fácil estender o domínio pela economia, política – o psicossocial dos povos – e dentro dos governos a partir da última década do século XX.

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A Constituição que deve ser queimada

Hoje a Constituição serve apenas para garantir elevados salários de um poder sem voto e sem qualquer responsabilidade pelo País: o judiciário. E que se coloca acima do legislativo e do executivo, por mais ignóbeis que sejam, mas que tem a legitimidade do voto.

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Duplo Expresso – Öppna Kanalen | #S02E01

Esse é o primeiro programa Duplo Expresso no Öppna Kanalen (canal via cabo em todos os países nórdicos) em 2019. Wellington Calasans e Romulus Maya iniciam a temporada deste ano com um panorama sobre o governo Bolsonaro e o papel da oposição para tentar barrar os absurdos que são anunciados.

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Poder, Governo, Informação | Parte 2 de 3

Pedro Pinho dá sequência à série de artigos tratando da tríade tácita entre a ordem, a mão e a fala da ilusão. Neste segundo, ele trata do Governo. Tomando por base os governos militares que assaltaram o país a partir de 1964, ele mostra como a estrutura de poder do Estado nacional foi levada do capitalismo industrial para o sistema financeiro internacional – a banca. O combate a eventuais “surtos” de industrialização no Brasil sempre foram combatidos por nossos colonizadores, impedindo que nosso desenvolvimento desse suporte à construção da soberania nacional, à construção da cidadania e as seguranças que abrangem a pessoa, suas posses e seus direitos.

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Congo Democrático – “É melhor Jair se acostumando”

Neste vídeo, Paulo Gamba comenta o resultado das eleições no Congo Democrático. Antes que você pense que esse assunto não lhe diz respeito, recomendamos que avalie bem se o Brasil está mais parecido com os países nórdicos, como a nossa “esquerda” insiste em querer debater, ou se caminha a passos largos para ser um novo Congo.

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Marighella – O Filme

O jornalista Moisés Mendes apresenta o filme de estreia de Wagner Moura na direção – Marighella –, recentemente selecionado para exibição no Festival de Berlim em fevereiro próximo. O lançamento no circuito comercial brasileiro está previsto para a segunda semana de abril. Será que o regime atual permitirá esta “ousadia”? Será que aquele pessoal ávido por pautas conservadoras e identitárias de museus irá aos cinemas? Teremos bilheteiros e lanterninhas de coturnos, à espreita de algum guerrilheiro urbano?

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Poder, Governo, Informação | Parte 1 de 3

Pedro Pinho inicia uma pequena série de artigos tratando da tríade tácita entre quem ordena, quem faz e quem fornece a ilusão necessária para que isso funcione. Neste primeiro, ele trata do Poder – essa coisa abstrata que vende-se como algo que emana do povo, mas que, na verdade, apenas faz uso dele. Umas poucas famílias, agora em um enorme banquete corporativo autofágico, fazendo uso da população para ampliar sua dominação econômica. Sua arma? A dívida! Assim, o abstrato “mercado” alimenta a roleta de um cassino onde as fichas somos nós…

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A crise brasileira se aprofunda

Em sua coluna em Tiempo Argentino, Eduardo Jorge Vior apresenta uma opinião bem clara sobre os primeiros passos de Jair Bolsonaro como presidente brasileiro: apesar de acenar com um país mais moderno e liberal, conduz a população na direção do nosso primeiro período pós Império – a República Oligárquica. Esprimido entre tecnocratas ultra-liberais, pastores evangélicos pró-Israel e militares conservadores, há um conflito expresso entre o discurso que pretende e o realismo possível.

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A Petrobras e a Próxima Crise

Olhar a perspectiva histórica a partir de crises econômicas insufladas pela banca permitirá que se anteveja o que vem pela frente, no Brasil e no mundo. Pedro Augusto Pinho apresenta o atual momento como de ebulição controlada, onde distintas chaves serão acionadas conforme a conveniência econômica. Tomando como base as crises do petróleo ao longo da segunda metade do século XX, é demonstrada a passagem do poder econômico do sistema geopolítico para o sistema financeiro apátrida. O mesmo sistema sedento pelo Pré-sal e que força a inviabilização da Petrobras como player mundial na áea de energia. Agora, já finalizando a segunda década do século XXI, ele mostra os reflexos da última série de crises: consolidação do poder da banca e extensão da sua dominação ao mundo da comunicação, da política, do psicossocial e de diversos governos nacionais.

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Documento da ONU sepulta Luis Nassif: o caso Duplo Expresso/ Romulus Maya

– Agora é de papel passado: Luis Nassif é o rei das fake news no Brasil. E quem é que diz isso? “Apenas” a ONU!
– Ao longo de meses o Duplo Expresso foi a Genebra, Lisboa e Luanda para desmontar uma das mais vis tentativas de assassinato de reputação da história do jornalismo brasileiro na era digital: aquela dirigida por Luis Nassif – a mando de Paulo Pimenta – contra Romulus Maya, editor do Duplo Expresso.
– Começamos pelo final, apoteótico: o pronunciamento, por escrito, de funcionário das Nações Unidas em Genebra encarregado de comunicação e relações exteriores chamando Luis Nassif do que ele é, um mentiroso, caluniador.
– Na sequência rememoramos como chegamos até aqui. E contextualizamos o episódio Luis Nassif/ Romulo Brillo – nome de batismo por trás do pseudônimo “Romulus Maya” – no roteiro que nos levará, em breve, ao ano 4 do Golpe no Brasil.
– Aprenda, Luis Nassif: dossiê se faz com documento. Se for da ONU, melhor ainda!

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Íntegra da entrevista de Piero Leirner ao Le Monde Diplomatique Brasil

A série de perguntas a seguir realizou-se no âmbito de uma reportagem maior do Le Monde Diplomatique Brasil para uma matéria na edição de dezembro, que trata da já não-tão-nova-assim estratégia do “firehose of falsehood”, ou “mangueira de falsidades”. Expressão que foi consagrada para, de grosso modo, tratar desse fenômeno de campanhas eleitorais baseadas em fakes, etc. Além dos pontos próximos e distantes entre “firehosing” e “guerra híbrida”, Piero Leirner discorre sobre os modelos de comunicação de Trump e Bolsonaro, da futura institucionalização dos discursos dissonantes da cúpula bolsonarista, no uso do WhatsApp e sobre a eventual falência desse modelo caso o governo brasileiro não apresente os resultados esperados.

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