Escola Sem Partido

Uma das grandes observações do professor e antropólogo, Darcy Ribeiro, é: “A crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto”. Nada mais moderno do que esta afirmação.
Dentre a onda conservadora que atinge inapelavelmente o Brasil, o movimento ultra-obscurantista denominado “escola sem partido” segue o intuito nefasto da edificação de um Estado policial e autoritário.
O controle do pensamento e a censura sempre foram objetos dos ditadores e déspotas que se utilizam destes meios para doutrinação e amordaçamento dos seus subjugados.

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Álbum Branco – 50 Anos

50 anos do ícônico Álbum Branco dos Beatles. Para quem viveu aquele ano de 1968, parecia que havia no ar uma esperança de mudança para um mundo melhor. Infelizmente, o álbum registra a “bonanza antes da tempestade”, e o mundo ocidental acirrou as diferenças sociais, ideológicas e políticas na década seguinte. A própria banda não conseguiu ingressar nos anos 70 com a mesma unidade que marcou sua trajetória nos 60, e acabou por desfazer-se. Agora, o registro lançado naquele 22/nov/1968 continua marcante.

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Manifestações de Vento

Esse texto apresenta o movimento coletes amarelos – o que reivindica e quem começou –, e discute a sua legitimidade fazendo um paralelo com as manifestações “espontâneas” e “apartidárias” que vêm pipocando nos últimos tempos no Brasil.

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A propósito do projeto da escola sem partido

A direita tem utilizado o termo “escola sem partido”. Eles saíram na frente e se apropriaram de um slogan que tem tido certo apelo popular, pois leva um cidadão com informações medianas a apoiar a proposta por achar que a escola esta sendo “aparelhada” por partidos políticos de esquerda. O projeto eleitoral vencedor no segundo turno das eleições em 28 de outubro é claramente fascista, autoritário. E esta claro que aprovar uma legislação que restrinja as liberdades de discussões nas escolas passa a ser prioritário para esse grupo que venceu o pleito. Na prática, o que eles querem é “uma escola só com um partido, o deles”.

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Que bom! Sou um idiota!

Pedro Augusto Pinho explica como a “banca” faz uso de sua expertise para que todos nós, de forma voluntária e engajada, trabalhemos como verdadeiros militantes para que ela amplie a concentração de renda no mundo. Replicamos a vontade dela e ampliamos seu poder de convencimento cada vez que a alimentamos com nossos metadados. Para isso, a banca precisa apenas daquele instrumento de dominação que carregamos no bolso: o nosso próprio celular…

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Desnacionalizada! – como a Vale (ex-CVRD) se tornou uma empresa estrangeira

O especialista em Minas e Energia, PhD em Engenharia na área do petróleo, Paulo César Ribeiro Lima apresenta sua visão sobre o processo de desnacionalização da Companhia Vale do Rio Doce. O “discurso oficial” justifica a migração das ações da empresa para o Novo Mercado (Brasil, Bolsa, Balcão) como a adoção de um conjunto de regras societárias, e de governança, além da divulgação de políticas e existência de mecanismos de transparência, fiscalização e controle. Na verdade, o que está em jogo é a perda do poder de veto do Estado brasileiro sobre ela, bem como transformá-la – convenientemente – em uma sociedade sem controle definido. Será que isso interessaria aos brasileiros?

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O Comunismo chegou ao Brasil

Nas palavras do autor: “Este artigo é dirigido para os expressonautas. Expande a notável palestra de terça-feira, 13/11, deste genial Felipe Quintas, para a conformação da banca – a dona do Brasil.” O que se coloca na mesa é a discussão das velhas ordens internacionais travestidas como algo novo neste momento, com o incremento de que agora o que chega no Brasil de Bolsonaro é o sistema financeiro transnacional, um apátrida patrimonialista que chega dizendo “…dane-se o Estado Nacional!”

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Preparem-se para o Gaza-samba

A partir da provocação feita pelo The saker, enviada em forma de trovão da matéria da Russian Today que mostrava ao mundo uma dupla de brasileiros fuleiros fazendo pose de sionistas, Pepe Escobar chafurda no pântano tropical e comenta com seu olhar acurado o que representa este desejo de alinhamento sionista-cristão.

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O PLS 209/2015, o BRASDUTO e o Fundo Social

Este artigo trata do Substitutivo ao Projeto de Lei nº 209, de 2015. Este PLS (não confundindo com o PSL…) é um verdadeiro assalto ao Fundo Social. Esse Substitutivo representa um corte brutal de metade dos recursos oriundos das receitas previstas na comercialização do petróleo e do gás natural da União destinadas às áreas de educação e saúde. A quem serve isso? Quem serve-se disso?

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#LulaVivo – por que devemos seguir lutando pelo “cara”

Tenho plena consciência das melhoras sociais e econômicas que testemunhei na sociedade como um todo durante o período de governo dos presidentes Lula e Dilma. Também sei que mais de 60% da população brasileira pensa como eu e queria o presidente Lula de volta em 2018. E por isso temos que lutar pela vida e pela libertação do presidente Lula, pois é ele quem representa os anseios de todos nós, brasileiros.

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O Brasil é grande demais para um sistema de votação tão frágil

A festinha hacker na cobertura do homem mais poderoso do Brasil, será suficiente para que o TSE se curve ao povo, de onde todo o poder emana e em nome de quem será exercido?
Ou será necessário um levante armado com os fuzis do Bolsonaro? Ou será que o Bolsonaro, agora eleito, mudou de ideia quanto à imprestabilidade do escrutínio exclusivamente eletrônico – logo, secreto – dos votos?
Quem viver, verá.

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O Mercado Precisa Explicar

O mercado criou empresas de investimento, poderosos fundos de aplicação, coletando desde fortunas de famílias, lucro de traficantes, subornos de dirigentes privados e públicos, salários de magistrados e barnabés, e, se for possível, as esmolas caridosamente dadas, para estes trilionários, em dólares, fundos de investimentos.

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Bolsonaro, terrorismo e petismo jurídico

Na entrevista da Professora Maud Chirio há prognóstico sombrio sobre a democracia brasileira, em particular sobre o que será o governo Bolsonaro.
A Professora Chirio chega a projetar que MST e MTST serão declarados, já em janeiro de 2019, organizações terroristas e que haverá interdição do PT.
O que a Professora Maud Chirio não disse, entretanto, é como Bolsonaro declarará terroristas o MST e o MTST, ou seja, quais seriam os instrumentos jurídicos que permitirão a Bolsonaro criminalizar os movimentos sociais.

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Segundo turno das eleições de 2018 e a legitimação do fascismo no Brasil

Dizer que esperávamos a vitória do fascismo nas eleições seria um erro. Muito ao contrário. Estávamos confiantes na virada, como apontavam todos os institutos de pesquisa, com a queda de Bolsonaro e a subida de Fernando Haddad. No entanto, a legitimação do fascista veio pelas urnas. Neste primeiro artigo sobre eleições, pretendo apenas apresentar dados numéricos sobre o resultado em si nas eleições presidenciais. Comentar sobre um tema que tenho introduzido na Sociologia que é a relação com a representatividade do eleito/a no conjunto dos eleitores inscritos. Ao final, algumas breves conclusões, tecendo comentários específicos sobre as formas de como um fascista ascende ao poder.

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Projeto de Lei da cessão onerosa pode causar grandes prejuízos ao Brasil

Pode ser votado no Senado Federal, na terça-feira, dia 6 de novembro de 2018, requerimento de urgência para votar o Projeto de Lei da Câmara – PLC nº 78, de 2018, que altera a Lei nº 12.276/2010 e viabiliza a licitação dos excedentes da cessão onerosa. Aprovada a urgência, a proposição não tramitará por nenhuma comissão de mérito do Senado, a exemplo do que já ocorreu na Câmara dos Deputados.
A Lei nº 12.276/2010 autorizou a União a ceder onerosamente à Petrobras o exercício das atividades de pesquisa e lavra de petróleo e gás natural em áreas não concedidas localizadas no Pré-Sal. A estatal tem a titularidade dos volumes de petróleo e gás cedidos pela União, sendo o exercício das atividades de pesquisa e lavra realizado apenas pela Petrobras, por sua exclusiva conta e risco, nos termos do Contrato de Cessão Onerosa.

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Democracia e Ditaduras No Cardápio Eleitoral

No Brasil, já fragilizado pelas ações do Governo Temer e pelas ações parlamentares e da própria Dilma Rousseff, em seu segundo e incompleto mandato, com reservas em dólares estadunidenses, que deverão ser desvalorizadas no curso da crise, com qualquer dos dois grupos no comando da Nação, só poderá naufragar. Antevejo ondas de desempregados e saques e violência urbana aumentando. Uma insegurança de toda ordem: pessoal, patrimonial, jurídica, econômica e social. Pois, como ficou óbvio, nenhum dos litigantes no campo do Bolsonário tem projeto para a Pátria Brasileira.

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SamaathayDE – Driblando a democracia

Três recortes das participações da dobradinha Sama* + João de Athayde** no Duplo Expresso épico da sexta-feira 02 de novembro de 2018, onde a dupla começou debatendo sobre o documentário “Fake America Great Again” (Driblando a democracia), mas depois seguiu discutindo as consequências do uso de metadados e nossas informações para quem deseja manipular a forma como vemos a realidade.

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Brasil no Mundo Também Não É Pauta Eleitoral

A infelicidade brasileira é a elite que se acostumou pelos 400 anos de escravismo legal e pelo tempo restante, desde seu descobrimento, pelo escravismo não oficial, a não respeitar os pobres e, dentre estes, os negros. No País em que a maioria absoluta da população é formada de negros e mestiços de negros e de índios.

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A estreia do articulista Henrique Matthiesen, novo colunista do Duplo Expresso

Nada é mais importante, para a cúpula do partido da estrela, do que o seu projeto hegemônico e sua soberba com as forças progressistas.
Messiânicos, conjecturam ser uma organização casta, portadora da salvação nacional e da verdade absoluta no campo da esquerda.
Cobram, inadvertidamente, o que são incapazes de praticar; afinal, para alguns iluminados do ABC, eles são as gêneses da história, a reencarnação da virtude, e desta forma, aqueles que não entendem isso são condenados à rotulação de traidores e indignos de coexistir no debate nacional

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Um guia prático nacionalista para o momento pós-eleitoral

O momento pós-eleitoral virou uma lavanderia. A melhor forma de autocrítica é andar para a frente em direção um objetivo definido, ainda que com o retrovisor sempre disponível. Lanterna na popa, mas olho na bússola. A bússola é o projeto nacional. Autocrítica para a ação é autocrítica na ação. Mãos em atividade construtiva mais que lábios ansiosos e estressados.
Não é que o passado não conte. Conta muito. As ações passadas são o critério legitimador da ação presente. A isso se dá o nome de coerência.

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Sérgio Moro, ministro de Bolsonaro

Sérgio Moro viola os princípios mais elementares de uma democracia que se pretendeu constitucional.
No exercício do cargo de magistrado, viaja ao Rio de Janeiro para discutir sua lotação em cargo no Executivo.
Discute abertamente sua lotação como se pertencesse à iniciativa privada, sem observar nenhuma restrição por ser membro do Judiciário.
Trata-se de óbvio conflito de interesse entre a imparcialidade do Judiciário e adesão de juiz a programa de governo.

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Bem-vindo à Selva

O Brasil é terra dilacerada. O ex-paraquedista Jair Bolsonaro foi eleito com 55,63% dos votos. Número recorde de 31 milhões de votos nulos ou ausentes. Nada menos de 46 milhões de brasileiros votaram no candidato do Partido dos Trabalhadores, PT, Fernando Haddad; professor e ex-prefeito de São Paulo, uma das megalópoles cruciais do Sul Global. O fato impressionante é que mais de 76 milhões de brasileiros não votaram em Bolsonaro.

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Direito ao Ponto – A Censura instaurada no Brasil

Fechando a segunda temporada do Direito ao Ponto, Maria Eduarda Freire, denuncia a censura instaurada no país, e seus sinais mais claros advém do nosso sistema de justiça.
Maria Eduarda Freire denuncia os recentes episódios de censura perpetrados pela Justiça Eleitoral, e a perseguição aos professores e faz uma reflexão sobre o fascismo da nossa Instituição de Justiça, funcionalmente autoritária e distante dos direitos e garantias cidadãs.

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O Brasil que traiu a si mesmo

Uma trova contundente contra a auto-mutilação da democracia brasileira. O desnudamento sem vergonha da vitória de entreguistas, capazes de lançar nossa nação ao jugo de um mercado que diz que a classe mérdia é algo muito maior do que aquilo que ela jamais será. Traidores de todos nós, na verdade. Outra vez, a vergonha é nossa…

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A importância do refino de petróleo no cenário mundial

As atividades de refino e logística não são importantes apenas para o Brasil e para a Petrobras; elas são fundamentais para todos os países e para as grandes empresas petrolíferas, privadas ou estatais, como a ExxonMobil, Shell, Rosneft e CNPC.
Nos Estados Unidos e China, a capacidade de refino de petróleo é muito superior à capacidade de produção. Na Rússia, segundo maior exportador de petróleo do mundo, a capacidade de refino é duas vezes maior que o consumo. No Brasil, a capacidade de refino é inferior tanto à capacidade de produção de óleo equivalente quanto ao consumo.

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A ditadura Bolsonarista pode destruir a América do Sul

Eduardo Jorge Vior faz uma análise da conjuntura sulamericana a partir da ascensão de um governo de extrema-direita no Brasil, mostrando as perigosas implicações advindas. Do ponto de vista internacional, apresenta quatro eixos que serão abordados na eventualidade desta vitória reacionária: 1. Estreitamento de laços com Estados Unidos e Israel; 2. A “questão” venezuelana; 3. Aliança com os países vizinhos alinhados e conservadores para marginalização dos demais; 4. Consequente “desideologização” do Mercosul com privilégio de acordos bilaterais ao invés da busca por uma unidade.

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Faltam-nos instituições contramajoritárias ou da incompreensão do papel do STF

A comunidade jurídica brasileira, sobretudo a acadêmica, padece de uma ignorância incrível. Desde a promulgação da constituição de 1988 defendeu que tanto judiciário quanto ministério público tivessem “vontade política” para transformar a sociedade.
Evidentemente, ao ter vontade política o sistema de justiça abdicou de seu papel contra majoritário, agindo como se seu poder emanasse do voto.

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Direito ao Ponto – As Muitas Faces do Fascismo…

No vídeo de hoje, uma autocrítica e reflexão necessária sobre a nossa esquerda e o nosso futuro, em tempos sombrios. Maria Eduarda Freire expõe que o fascismo sempre esteve entre nós e fala sobre as muitas faces do fascismo.

Uma dessas faces é o sistema de justiça brasileiro que sob a legitimidade democrática continua a reproduzir, nas práticas, a ideologia fascista. Maria Eduarda expõe que a luta contra o fascismo jamais pode estar dissociada do sistema de justiça criminal que é a Instituição de exclusão e segregação dos grupos humanos em situação de vulnerabilidade social eleitos como “inimigos”.

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Moinhos de Vento ou Reflexões sobre a Eleição de 7 de outubro de 2018

Desde que a banca, como designo o sistema financeiro internacional, assumiu o poder e mesmo antes, quando destronava o capitalismo industrial, o desmantelamento dos Estados Nacionais vem sendo um de seus objetivos. E dos mais incisivos.
Nesta e em outras ações, a banca busca colocar questões que não evidenciem seus objetivos, desconcertem os opositores, ganhem adeptos e iludam a todos. Dentre estas estão as questões que denomino transversais, pois são comuns a todas as sociedades, representam um momento da construção civilizatória.

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