O dia após o coronavírus

Por Alejandro Acosta.
A crise sanitária do coronavírus representa um componente da política da grande capital para conter a maior crise capitalista mundial das últimas décadas, por meio de uma  terceira onda de “neoliberalismo”, ao estilo da imposta pelo general Augusto Pinochet no Chile, na década de 1970.
Porque? Porque é necessário pagar as contas dos resgates do grande capital em crise. Um componente fundamental dessa política é o arrocho salarial super intenso e a destruição dos programas sociais.

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Líderes nacionalistas: Mohammed Mossadegh

Por Felipe Maruf Quintas.
Com base na renda obtida pela nacionalização do petróleo, Mossadegh instituiu um conjunto de reformas sociais igualitárias, como a libertação dos camponeses do trabalho obrigatório nas terras dos senhorios, a criação de direitos trabalhistas, de um sistema de previdência pública e do imposto de 20% sobre a renda fundiária para financiar projetos de infraestrutura social, como controle de doenças, habitação rural e banhos públicos.

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Rebelião no Chile hoje. Brasil e América Latina amanhã. Papel da esquerda

O imperialismo quer implementar o modelo pinochetista chileno no Brasil, como modelo para toda a América Latina. A preparação da estrutura jurídica policial militar e o ascenso dos generais ao controle dos postos chave do governo tem como objetivo impor brutais ataques contra os brasileiros e todos os latino-americanos.
A manifestação dos bolsonaristas em 15.3 faz parte de uma manobra de Donald Trump para impulsionar a Jair Bolsonaro como uma liderança da extrema direita em América Latina, dada a brutal crise de Macri, Piñera, Duque e Guaidó.

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Reflexões sobre a criação do Estado Nacional: um modelo próprio

Por Felipe Quintas, Gustavo Galvão e Pedro Augusto Pinho.
Também como toda organização, o Estado Nacional possui um objetivo, cuja persecução é sua razão de existir. E o que dá existência de um Estado Nacional? Sua soberania, isto é, a soberania da Nação a qual representa e governa. E o que seria a soberania? A capacidade de gestão autônoma, independente de restrições que não sejam as do território onde exerça seu Poder. Uma colônia – política, econômica, tecnológica, religiosa, ideológica – não constitui um Estado Nacional: as independências, o conjunto de todas elas, constituirão a efetividade do Estado Nacional.

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O enigma do “acordo de paz” no Afeganistão

Por Pepe Escobar.
Nesta foto tirada em 21 de fevereiro, jovens e ativistas da paz se reúnem para celebrar a redução da violência, em Kandahar. Uma trégua parcial de uma semana tomou conta do Afeganistão em 22 de fevereiro, com alguns civis jubilosos dançando nas ruas enquanto o país cansado da guerra se preparava para o este próximo sábado, dia planejado para um acordo de paz entre o Taliban e os Estados Unidos.
Foto: AFP / Javed Tanveer

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Salvando a humanidade da falência: acordos climáticos e energia

O banimento do carvão termelétrico terá o efeito econômico de uma guerra, mas sem que ninguém precise morrer. A guerra normalmente resolve os problemas de desemprego, crise bancária, excesso de oferta, capacidade ociosa, recessão e estagnação porque faz o governo aumentar substancialmente os gastos e o déficit público e assim aumenta o emprego, aumenta a oferta de dinheiro, melhorando o balanço do setor bancário, e aumenta o investimento privado para atender a essa demanda crescente.

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Reflexões sobre a criação do Estado Nacional: sociedade e Estado

Assim, a participação popular e o desenvolvimento econômico são importantes para a construção e o fortalecimento do Estado. A primeira assegura a interdependência entre a ossatura estatal e a realidade nacional, e o segundo alarga os horizontes coletivos e amadurece as bases físicas da autodeterminação da sociedade.
São, portanto, expressões e suportes da cidadania, entendida como o estatuto de pertencimento comum à nação e cuja efetividade depende de um Estado forte e coeso para garantir direitos e sancionar as respectivas obrigações.

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Salvando a humanidade da falência: guerra total e política ambiental

Uma radical mudança na forma como produzimos e consumimos energia implicaria grande aumento dos investimentos em todo mundo, o que poderia ser um afastamento do risco de crise econômica global, causado pelo excesso de capacidade industrial, e a pouca disposição dos governos investirem em infraestrutura pública e gastos sociais. Aliás, as mesmas razões que levaram o mundo à grande depressão de 1930 e à II Guerra Mundial.

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Salvando a humanidade da falência: depressão e guerra

A saída da crise de 2008 teve uma fase inicial, no caso dos EUA e Europa, em que se usaram políticas fiscais e políticas monetárias protecionistas mal dissimuladas. A partir de 2010, a Europa abandonou as políticas fiscais e reforçou suas políticas monetárias e protecionistas com câmbio competitivo. Os EUA, em menor grau, também deram ênfase tão grande em suas políticas monetárias e protecionistas que as políticas fiscais se tornaram menos intensas.
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A resposta da China ao vírus tem sido “de tirar o fôlego”

O coronavírus abre uma verdadeira caixa de Pandora em biogenética. Permanecem questões sérias sobre experiências in vivo nas quais o consentimento de “pacientes” não será necessário – considerando a psicose coletiva inicialmente desenvolvida pela mídia corporativa ocidental e até a OMS em torno do coronavírus. O coronavírus pode muito bem se tornar um pretexto para experimentos genéticos via vacinas.

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150 anos da destruição do estado-nação paraguaio pelo exército brasileiro

A união do Império do Brasil e da Argentina liberal-unitária levaram o Paraguai a uma guerra que não poderia vencer. Quando as tropas da Tríplice Aliança invadiram o país, em inícios de 1866, conheceram uma oposição inesperada, heróica e incondicional lutada sobretudo pela população rural, logo traída pelas classes dominantes. Não houve rendição. O exército paraguaio combateu praticamente até a extinção.
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Reflexões sobre a criação do Estado Nacional: o arcaísmo brasileiro

Como entendeu claramente Bonifácio, trocou-se a nacionalidade de uma potência, que poderia ser a maior do mundo, o Brasil unido a Portugal, por um autoritarismo provinciano, pela visão estreita e tacanha do despotismo que vem da insegurança, da arrogância que camufla o medo, do complexo de vira-lata, que submete corpo e alma.
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A maior batalha de todos os tempos, para deter a integração da Eurásia

Para os EUA é, realmente, batalha existencial – contra todo o processo de integração da Eurásia, as Novas Rotas da Seda, a parceria estratégica Rússia-China, aquelas armas hipersônicas dos russos, combinadas com diplomacia de alta qualidade, o profundo desgosto e sentimento de revolta contra as políticas dos EUA em todo o sul global, o já quase inevitável colapso do EUA-dólar. O que é certo é que o Império não se deixará empurrar em silêncio para o fundo da noite. Devemos todos estar preparados para a maior batalha de todos os tempos.

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A Era das Guerras Econômicas – origem, estrutura e razão no atual cenário global

A Escola de Guerra Econômica Francesa iniciada em meados de 1997, através da realização de estudos organizados por Henri Martre, concebe o atual cenário globalizado mundial como a Época ou Era da Guerra Econômica, muito antes do cenário atual de radicalização entre China e EUA que deixa isso patente. Ou seja, caracteriza o momento atual como de uma nova época em que a tensão entre um modelo que se vinha impondo de unipolaridade é tensionado com um atores de grande força econômica e militar de tal sorte que o atual cenário global deveria ser caracterizado estruturalmente como tempo de Guerra Econômica generalizada. 

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A queda dum Anjo – A súbita mudança de Bento Albuquerque

Em outubro de 2017, o atual Ministro de Minas e Energia, o almirante de esquadra Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior – então diretor-geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha – concedeu entrevista à revista Carta Capital. O assunto era o Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha do Brasil (Prosub), do qual o principal empreendimento era a construção do submarino nuclear.

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A última razão do crime

As duas grandes guerras da primeira metade do século XX recolocaram este poder no outro lado do Atlântico e na proximidade dos Montes Urais. As finanças deixaram de dar as cartas e se subordinaram, por breves décadas, ao capital industrial, então indissociável do Estado-nação, à época comprometido com a compatibilização entre acumulação privada e cidadania.
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Militarismo em países dependentes e subdesenvolvidos

Essa mesma visão de desenvolvimento interno para países em desenvolvimento ou dependentes político e economicamente deveria ser base para gestar entre os mesmos objetivos que visassem a ampliação de sua soberania a frear processos de lobbies intervencionistas (políticos e de desenvolvimento). Também deveria impulsionar uma nova “consciência” entre setores civis e militares (o que dependeria da articulação de ambos setores), gestando uma visão nova de desenvolvimento nacional, industrial, de inteligência e soberania nacional. Esta não é nossa realidade atual.
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A Foreign Affairs e o retorno da (nunca abandonada) questão nacional

  Por Felipe Quintas   Os meios acadêmicos norte-americanos despertam para a atualidade e a importância da questão nacional.  

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Um projeto de Revolução Brasileira no pré-1964

Imagine-se um brasileiro comum, vivendo em pleno ano de 1962, tomando contato com o seguinte texto: Por que os ricos não fazem greve?, seguido do texto Quem pode fazer a revolução no Brasil? E, ainda: Quem dará o golpe no Brasil?. Ou então, imagine-se em pleno ano de 1963, tomando contato com o texto: Como seria o Brasil socialista?, seguido de Como atua o imperialismo ianque? e depois Como são feitas as greves no Brasil? ou Que são as Ligas Camponesas?. Ou também os seguintes temas: Por que existem analfabetos no Brasil?, A Igreja está com o povo?, Quem faz as leis no Brasil?, De que morre o nosso povo?.

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Argentina: à beira do tsunami social e político

O novo presidente da Argentina, Alberto Fernández (AF), anunciou com estardalhaço a “Lei de Solidariedade Social e Reativação Produtiva”.
Para enfrentar a pobreza, que já atingiu o 40% da população, AF pretende outorgar bolsas para alimentação, para os pobres com filhos, de 4.000 a 6.000 pesos, além de bônus para famílias com filhos, de 2.000 pesos.
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Para onde vai o Chile?

Mais de 200 mil pessoas permanecem diariamente em protestas permanentes. Existem milhares de ações que não são relatadas.
Embora a situação objetiva tenda a não ser animadora como uma perspectiva real de triunfo, a menos que ocorra um evento de desequilíbrio. Esta seria a entrada em cena em massa da classe trabalhadora.

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Narcoprimaveras, técnicas de guerra de comunicação e lawfare continental

Cada vez mais fica clara em toda a região a relação de operações similares de guerra de comunicação, desinformação, e operações de lawfare (o escândalo da Odebrecht foi operado em diversos países da região e atingiram distintas figuras políticas no continente).

Agora a guerra legal, lawfare, ampliam-se para além da perseguição de figuras centrais da esquerda local, como nos casos de Lula da Silva, Cristina de Kirchner e recentemente Evo Morales com apoio de organismos internacionais. Não é por acaso que o golpe boliviano ocorreu meses depois do governo boliviano apontar para um acordo de beneficiamento de lítio com participação conjunta de capital alemão e colaboração chinesa.

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Solidariedade Incondicional com a República Democrática da Coréia

Sob a desculpa de dissociarem-se com o governo encabeçado por por Kim Jong-Un, esquerdista como Marcelo Freixo, David Miranda, Sâmia Bomfim, Fernanda Melchionna, Luciana Genro aderem à campanha imperialista e neo-colonialista pela destruição da RDC. Posam de vestais ultra-democratas para bajular o eleitorado de classe média e média-alta. No passado, essa“esquerda faz de conta” apoiou os fundamentalistas islâmicos no Afeganistão; a restauração capitalista na URSS, na Iugoslávia, nos Estados operários do Leste Europeu, etc., propondo lhe serem desagradáveis os seus líderes e regimes autoritário e burocráticos.

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Circo Voador celebrou Lula tutelado

Nesta última quarta-feira (18.12), ocorreu mais um evento Lula Livre. O evento se deu no Circo Voador, na cidade do Rio de Janeiro e teve como motivo o reencontro de Lula com setores partidários e de artistas após os 580 dias de prisão. A alegação de Lula para a leitura do discurso foi a de que se sentia mal, com problemas na garganta novamente. Na prática o que se percebeu foi um controle do PT de São Paulo e de setores ligados ao Instituto Lula, inclusive desautorizando a organização e a gestão do PT do Rio de Janeiro no evento.

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As Narcoprimaveras latino-americanas

Primeiro há que aclarar o que significam estas narco-primaveras. O conceito é decorrente da rearticulação das condições de dependência regional (extração de mais valia e transferência de riquezas de forma permanente para países imperialistas globais). E a mesma é resultante da articulação de estados ocos (em que a burocracia ou órgãos do estado deixam de atuar, sendo limitados, extintos ou agindo contra a lei) em estados que já eram falidos, ou incompletos (típicos de nações de terceiro mundo, em que o estado não ocupa todo o território e sociedade) e gera a possibilidade de consolidação de sistemas não legais e ilegais como forma de normatização e assimilados por setores burocráticos do estado.

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Os franceses voltam a se levantar

As enormes mobilizações nas ruas contra a reforma trabalhista, em 2015 e 2016, foram controladas pela retirada do projeto de Lei, que acabou passando posteriormente, por meio de um decreto, durante o governo de Emmanuelle Macron. O trator Macron, o filhote dos Rothschild, uma das 148 famílias que domina o mundo, parecia que iria passar por cima de tudo para reduzir o déficit fiscal do 2,2% do PIB para o 1,2%, com o objetivo de aumentar os repasses para os monopólios. Quando aumentou o preço dos combustíveis, veio uma surpresa: as enormes revoltas dos chamados coletes amarelos. Para controla-los, o governo Macron precisou aumentar o déficit público para o 3,2% do PIB; e situações similares aconteceram em vários países vizinhos ameaçados pelo contágio.

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Quem é Darcy Ribeiro?

 

“Portanto, não se iluda comigo, leitor. Além de antropólogo, sou homem de fé e de partido. Faço política e faço ciência movido por razões éticas e por um fundo patriotismo. Não procure, aqui, análises isentas. Este é um livro que quer ser participante, que aspira a influir sobre as pessoas, que aspira a ajudar o Brasil a encontrar-se a si mesmo”. 

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Doutrina Monroe, o fundamento do golpismo na América Latina

Surgida como reação aos interesses europeus na América hispânica, a doutrina pode ser resumida no lema “A América para os americanos”. Isto é: os EUA, na luta pela sua emergência geopolítica contra as potências europeias, estendiam seu raio de influência econômico-militar ao resto do continente, e determinaram, por juízo próprio, o direito de intervirem nos países alheios.

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