O Geógrafo Errante – Uma crônica sobre o Existir

Existia um certo geógrafo que estudava muito. Ele era o mais renomado e brilhante geógrafo de sua época. Da sua escrivaninha de mogno ocre e rodeado por uma muralha de livros, o geógrafo conhecia detalhadamente cada vegetação, cada clima, os oceanos, os rios, os mares, as rochas, as montanhas, os desertos, as cidades… Através de páginas e mais páginas, muitas delas amareladas e toldadas por poeira e mofo, algumas mais que outras, por certo, sacudidas por muitas leituras, ele conheceu o planeta inteiro!

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A grande disputa geopolítica do século XXI: mobilidade, meio ambiente e inteligência artificial – Parte 8: Guerra ambiental e crise: China, Ocidente e Brasil

Disputas geopolíticas, desemprego, baixos salários e estagnação fazem com que os governos optem pela adoção de políticas protecionistas.
Se isso acontecer, haverá uma segunda onda de crise, porque poucos países podem substituir rapidamente suas importações e o protecionismo implicará em aumento de preços e redução global da produção. Em termos globais, o protecionismo pode ajudar muito pouco na recuperação, porque o que um país ganha em superávit comercial é o que o outro perde.
As únicas formas do mundo se manter em crescimento são aumentando ainda mais o déficit público ou uma revolução tecnológica radical que deprecie imediatamente boa parte da capacidade produtiva no planeta.

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Duplo Expresso 19/jul/2018

Destaques:
– O Embaixador Samuel Pinheiro. Guimarães comenta a atualidade política do Brasil e do mundo.
– O sociólogo, escritor e analista internacional Lejeune Mirhan fala sobre: “O petróleo e a geopolítica do Oriente Médio”
– Wellington Calasans e Romulus Maya fazem a análise da conjuntura política.

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Os Hitlers já estão entre nós!

Falar de fascismo é falar sobre o aspecto humano da liberdade e sobre a conjuntura histórica-social que favorece a renuncia individual à liberdade e a assunção do caráter autoritário, pois ao contrário do que muitos pensam, o fascismo não é uma patologia dentro de um corpo social saudável, nem muito menos, um momento de loucura em um contexto de sanidade, mas uma característica própria da condição humana à espreita de todo indivíduo saudável.

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Duplo Expresso 18/jul/2018

Destaques:
– O advogado Samuel Gomes e o Engenheiro especialista em Segurança de Dados, membro do Comitê Multidisciplinar Independente (CMind), Amilcar Brunazo Filho comentam: “Por que o sistema eleitoral exclusivamente eletrônico coloca em risco a soberania nacional?”
– A arquiteta, mestra em Engenharia Civil e doutoranda em Administração de Empresas Patrícia Vauquier fala sobre: “Copa: a vaselina dada a Macron para meter o fim do Estado social na França”
– Wellington Calasans e Romulus Maya fazem a análise da conjuntura política.

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Uma Ponte para o Futuro na Era da Pós-Verdade: uma análise sob a ótica do desenvolvimento econômico – Parte III

Desde 1983 – ano do default e do acordo com o FMI -, raríssimas vezes ocorreram Déficits Públicos Primários, exceto em alguns poucos anos e em 35 anos o Estado é superavitário na média e em termos líquidos.

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Interbau ’57 – “A Cidade do Amanhã”

Uma breve história sobre o que seria a visão ocidental da “Cidade do Amanhã”. Há mais de sessenta anos, os alemães ocidentais confrontavam os alemães orientais sobre o modelo urbano ideal. Interessante é observar o comunista Niemeyer participando da contenda do lado dos “modernistas capitalistas”…

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A grande disputa geopolítica do século XXI: mobilidade, meio ambiente e inteligência artificial – Parte 7: Europa industrial e a nova crise global

A crise do euro permitiu que a Alemanha impusesse seu modelo de desenvolvimento baseado em exportações ao resto da Europa. Dessa forma, o continente dependerá do crescimento das exportações para não voltar à recessão. Mas as suas exportações terão muita dificuldade em continuar crescendo, pois estão muito concentradas nos setores em que a China está apostando para manter o crescimento histórico de suas exportações, em particular a metal-mecânica.

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Duplo Expresso 16/jul/2018

Destaques:
– O arquiteto e comentarista de Design e Empatia Carlos Krebs comenta: “A volta para casa!”
– O jornalista e blogueiro Esmael Morais fala sobre a atualidade política brasileira.
– O Cientista do Estado e correspondente do Duplo Expresso em Caracas, Caio Clímaco comenta a atualidade política da Venezuela.
– Wellington Calasans e Romulus Maya fazem a análise da conjuntura política.

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Já era o Pacto Nacional antes das eleições: Parte 5 de “MDB e governabilidade”

Infelizmente, parece que não haverá nenhum pacto político para viabilizar a eleição do Lula. Apesar da elite do setor empresarial e das lideranças políticas regionais e nacionais desejarem isso. Não é só o Lula que está sequestrado, todos os setores políticos e sociais estão sequestrados na mão de falsos radicais lutando entre si em razão de falsos problemas e falsos dilemas.
Os pactos nacionais não podem incluir todos os setores da sociedade. Se fazem isso, não podem funcionar. Um pacto nacional tem que unir uma espécie de maioria ou conjunto de forças que tenha poder suficiente para conduzir e liderar a sociedade sem grandes contestações.

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Uma Ponte para o Futuro na Era da Pós-Verdade: uma análise sob a ótica do desenvolvimento econômico – Parte II

“Rentismo” provoca juros altos e dívida pública elevada, totalmente sem necessidade, criando desigualdade, baixo crescimento e aumento de impostos.
Veremos dentro da ótica heterodoxa e desenvolvimentista as razões do baixo crescimento brasileiro. Para tanto recorreremos à história mais ou menos recente definiremos um marco: antes e depois do Acordo com o FMI de 1983.
Evidente que “rentismo”, diferente dos outros países em desenvolvimento, foi uma característica especialmente nossa, foi muito bem “desenvolvido” pelo sistema financeiro brasileiro. “Rentismo”, como alertava Keynes, é razão de baixo crescimento e provoca subemprego, concentração e desigualdade de renda.

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A grande disputa geopolítica do século XXI: mobilidade, meio ambiente e inteligência artificial – Parte 6: As ameaças aos campeões do Brasil

Estamos preparados para esse novo mundo? Quais nossos riscos e oportunidades?
A prosperidade de uma nação depende do crescimento contínuo de suas exportações. O governo brasileiro está consciente em relação a isso. Nos governos do PT, quando ainda havia cuidado com interesse público, apostou-se junto com o setor empresarial em cinco estratégias para aumentar nossas exportações: (1) Petróleo e derivados do Pré-Sal, (2) Etanol, (3) Carnes e grãos, (4) Minério, (5) Cadeia metal-mecânica com enfoque na automobilística do diesel e dos carros populares.

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Programa Jogo de Damas 11/jul/2018

Nesta quarta-feira, a apresentadora Niobe Cunha e o antropólogo João de Athayde entrevistam o guitarrista e músico da banda Baiana System.
“Máscaras são como um disfarce místico que absorvem forças mágicas” O Baiana System explica essa magia!
O Baiana System é um projeto musical formado em 2009 com o objetivo de encontrar novas possibilidades sonoras para a guitarra baiana, instrumento criado em Salvador – Bahia nos anos 1940 e que foi responsável pela criação do trio elétrico.

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Luta pelo Brasil: Senador resume roubo do filé do Pré-Sal

Ganhamos um importante fôlego para articularmos as frentes de resistência, o que é muito importante: 3 semanas. Por isso, é indispensável que nesse breve período nos esforcemos ao máximo para que cada brasileiro e cada brasileira – que, afinal, renovarão 2/3 do Senado em outubro próximo – entendam perfeitamente o que está em jogo. A tentativa de entrega do filé mignon do Pré-sal às petroleiras estrangeiras que consegue propor termos ainda mais lesivos ao Estado e ao povo do que aqueles estabelecidos por FHC quando Presidente (!)

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A grande disputa geopolítica do século XXI: mobilidade, meio ambiente e inteligência artificial – Parte 5: O carro elétrico está chegando?

O carro elétrico é imprescindível para a viabilização da economia de baixo carbono. A economia de baixo carbono se baseia em um tripé: (1) mais eficiência, (2) eletricidade de baixo carbono e (2) mobilidade de baixo carbono. Das três, hoje, a eletricidade de baixo carbono é a única que se pode dizer que está avançando de forma substantiva. Mas não podemos apostar só na geração de eletricidade, pois a mobilidade sozinha consome entre 20 e 30% da energia global. Na mobilidade, o carro elétrico é solução perfeita, pois tem zero de emissão direta e aproveita as fontes alternativas de geração elétrica. Além disso, ela é também a mais eficiente em termos energéticos, pois o motor elétrico tem uma eficiência de quase 94%, se reabastece na frenagem, na descida e não gasta energia em ponto morto.

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Samuel Gomes e Senadora Vanessa Grazziotin: Ganhamos um fôlego, mantenhamos a vigília!

O advogado Samuel Gomes e a Senadora Vanessa Grazziotin falam sobre a decisão do Senado de não votar os projetos da Cessão Onerosa do petróleo e a privatização do Sistema Eletrobras antes da volta do recesso parlamentar.

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“Bilionário leu o Duplo Expresso e também pede anistia a Lula? – Parte 4 de MDB e a governabilidade”

O golpe não é mais aquele. Há 2 anos o golpe era uma unanimidade absoluta nas elites políticas, jurídicas e empresariais brasileiras.
Hoje não mais. Uma parte do STF quer a volta da legalidade e da democracia. Sabemos que a democracia só poderia pensar em voltar depois da liberdade da candidatura Lula, porque não é Lula que está preso, mas sua candidatura, impedi-la sempre foi o maior objetivo da Lava-Jato, que controla o Judiciário.

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“Associação Brasileira de Juristas pela Democracia exige o respeito à Constituição e ao Estado de Direito: Lula Livre Já!”

A pedido do nosso comentarista para assuntos institucionais, o advogado Samuel Gomes, publicamos a seguir o Manifesto da Associação de Juristas pela Democracia em defesa da Constituição e do Estado Democrático de Direito, numa demonstração de que estamos todos do mesmo lado da trincheira e defendemos Lula Livre Já!

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Uma Ponte para o Futuro na Era da Pós-Verdade: uma análise sob a ótica do desenvolvimento econômico – Parte I

Mostraremos nesta apresentação, em 5 atos, as questões atuais que parecem impedir nossos ideais desenvolvimentistas de médio prazo – e do BNDES – em relação à visão deturpada de curto prazo da nossa economia. O quadro atual de recessão proveniente de medidas equivocadas, na área econômica levam, os brasileiros, sem razões intrínsecas, ao enorme desalento se comparado ao recentíssimo período de intenso otimismo vivido de 2003 a 2010.
Nos últimos 2 anos, realmente nos mostram um quadro angustiante de desemprego, desigualdade e violência que abalou fortemente a natureza otimista da nação brasileira. Mostraremos com provas e não com meras convicções o que nos levou ao presente pessimismo.

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Análise crítica do texto “Anistia Geral para pacificar o Brasil e gerar empregos – Parte 3 de MDB e a governabilidade”

Todos as aceitamos, sem contestação na época, ANISTIA AMPLA GERAL E IRRESTRITA. Aceitamos e festejamos. 1979 foi declarado Ano da Anistia Ampla Geral e Irrestrita.
Não sabíamos, nem desconfiávamos, da intromissão do dedo inimigo nos acordos que antecederam a Anistia A.G.I. Olhando para trás, percebemos hoje – lá estava ele, havia um “dedo”. Metamorfoseado, na versão fantasiosa de “Direitos Humanos”. Ou supostamente assim, melhor dizendo.

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A grande disputa geopolítica do século XXI: mobilidade, meio ambiente e inteligência artificial – Parte 4

Ninguém jamais ousou imaginar que o governo americano um dia estatizaria a General Motors – GM, como fez em 2009, qualquer que fosse a crise. Primeiramente, porque a GM foi durante a maior parte do século XX a maior empresa do mundo e orgulho do capitalismo americano. A gigante já passou incólume por muitas crises incluindo a grande depressão dos anos 30. Segundo, porque os EUA sempre foram os grandes defensores da livre iniciativa, das privatizações e combateram as estatizações em todo o mundo. Jamais alguém imaginou que o governo americano iria controlar uma empresa industrial. Isso é um abalo absolutamente inusitado em nossas crenças sobre economia e política.
Deixando de lado a questão ideológica, faz-se necessário avaliar o motivo dessa medida tão inesperada.

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Para onde vai a Turquia de Erdogan?

Vamos falar neste artigo sobre a Turquia. Em nosso conceito de Oriente Médio expandido, onde estão todos os países árabes, incluindo os do Norte da África, nós incluímos ainda o Irã, que é um país persa e a Turquia. E não se pode confundir, jamais, esses três povos distintos. A Turquia fica na Eurásia ou em região que alguns geógrafos chamam de “euroasiática”. É país estratégico, como veremos, pela imensa base militar da OTAN chamada Incirlik. Por fim, é governada pela mesma pessoa – seja como primeiro ministro ou presidente – já há pelo menos 15 anos, tendo ganhado um mandato presidencial que o manterá no poder até pelo menos 2022.

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A grande disputa geopolítica do século XXI: mobilidade, meio ambiente e inteligência artificial – Parte 3

O contínuo aumento consumo de combustíveis fósseis em razão da adoção do modelo fordista-petroleiro americano pela maior parte do mundo em desenvolvimento está levando à perda de prestígio desse modelo e ao crescente investimento em tecnologias e infraestrutura alternativa a ele.
Essa alternativa já foi escolhida: é a mobilidade elétrica com trens e carros elétricos e a substituição do carvão e o óleo combustível por tecnologias de conservação de energia e fontes mais limpas de produção de eletricidade como gás natural, energia eólica e solar.

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99%, UNÍ-VOS – Uma Síntese Desenvolvimentista

Temos nos batido por uma esperança, que a geração “web” tome consciência de seu poder ao ser esclarecida contra “as informações” da máquina de “fake news” que nos rodeiam 24 horas por dia. Se uma pequena parte dos 99%, digamos uns 10%, entender realmente a nossa mensagem, compartilhar e se tornarem esclarecedores/ multiplicadores do Desenvolvimentismo/Pleno Emprego, então, efetivamente criamos um fato e uma tendência.

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Programa Jogo de Damas 04/jul/2018

Patrícia Vauquier e os professores, arquitetos e urbanistas Humberto Kzure-Cerquera e Cláudio Antônio Santos Lima Carlos falam sobre: “Gentrificação – Única solução de conservação do patrimônio cultural e de intervenção nas cidades?”
Processo de transformação de centros urbanos através das mudanças dos grupos sociais ali existentes.
Fenômeno da composição que afeta uma região ou bairro pela alteração da dinâmica da composição local, tal como pontos comerciais ou novos edifícios, valorizando e afetando a população de baixa renda local.

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Agora, Correa

A caçada aos líderes latino-americanos que ousaram afrontar os interesses do império. Primeiro, Lula. Depois, Cristina. Agora, Rafael Correa é caçado como um animal perigoso pelos Moros e Dallagnóis.
É guerra contra a dignidade e a libertação da América Latina. Os Dallagnóis do Ecuador pedem a prisão de Correa.

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Anistia Geral para pacificar o Brasil e gerar empregos: Parte 3 de “MDB e a governabilidade”

Manuel López Obrador propõe a anistia para acabar com a Guerra às drogas no México. O povo mexicano sabiamente aprovou essa iniciativa através da massiva votação que ele recebeu ontem.
Todos sabemos que o impeachment foi um golpe. Todos sabemos quem participou e a responsabilidade de cada um. Toda a classe política brasileira participou. Toda classe judiciária brasileira participou. Todos os órgãos de controle participaram. Todos os sindicatos empresariais participaram. A maioria dos partidos, incluindo o maior partido do país.
Alguém acha que é possível punir toda essa gente pelo crime de golpear a democracia?
Se algo acontecer à saúde de Lula, os responsáveis por esse crime acabarão sendo caçados, primeiro pelo povo, depois pelos próprios mentores do golpe, na busca de um bode expiatório que acalme o povo.
Melhor unir o país em torno de um líder conciliador e que sabe que a vingança não é mais importante do que as crianças na escola e os pais construindo um futuro melhor para todos.

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O “Efeito Lúcifer” Hard Core à brasileira

O fato do exercício do Poder não levar em consideração o Outro e desumanizá-lo é potencializado pela nossa Justiça ser uma Instituição montada a partir da escravidão, moldada por três séculos de ódio bruto ao escravo, que se perpetua em sua versão moderna, no ódio ao pobre. Dessa forma, o papel do juiz e do promotor que detêm o Poder sobre a vida e a liberdade de outras pessoas, tende a se tornar ainda mais perverso, pois são eles as autoridades responsáveis por julgar e acusar gente pobre, em sua maioria por crimes patrimoniais não violentos, mas que são associadas a uma condição secular de não cidadania e que previamente não são reconhecidas com o mínimo de dignidade e igualdade.

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