Íntegra da entrevista de Piero Leirner ao Le Monde Diplomatique Brasil

A série de perguntas a seguir realizou-se no âmbito de uma reportagem maior do Le Monde Diplomatique Brasil para uma matéria na edição de dezembro, que trata da já não-tão-nova-assim estratégia do “firehose of falsehood”, ou “mangueira de falsidades”. Expressão que foi consagrada para, de grosso modo, tratar desse fenômeno de campanhas eleitorais baseadas em fakes, etc. Além dos pontos próximos e distantes entre “firehosing” e “guerra híbrida”, Piero Leirner discorre sobre os modelos de comunicação de Trump e Bolsonaro, da futura institucionalização dos discursos dissonantes da cúpula bolsonarista, no uso do WhatsApp e sobre a eventual falência desse modelo caso o governo brasileiro não apresente os resultados esperados.

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Como a pequeno-burguesia petista jogou os militares – e o Brasil – no colo dos EUA

O “expressonauta” O.G.M. é acadêmico de exatas que conhece o PT desde o seu nascimento. E que vem observando, desde então, as implicações políticas da tensão ideológica existente entre, de um lado, os elementos sindicais do partido – capitaneados por Lula, é claro – e, do outro, os pequeno-burgueses. A seguir, ele explica como o desequilíbrio nessa soma de vetores a partir do governo Dilma seria DETERMINANTE para o fim, de fato, do Estado nacional brasileiro (a partir de 2016).
Partindo dos comentários do antropólogo Piero Leirner sobre o posicionamento dos militares brasileiros na quadra atual, OGM faz um belo apanhado de como a moralidade pequeno-burguesa de boa parte do PT – e da esquerda brasileira em geral –, bem como a sua proximidade (inclusive pecuniária) com a China, contribuiu de forma decisiva para o estranhamento dos militares com relação ao partido. E mais: também com relação aos próprios chineses.

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