Até um cego vê! #5 – Padre Antônio Vieira pensava à frente do seu tempo ou fomos nós que voltamos ao passado?

No quadro “Até um cego vê!” desta semana, Leonardo Lobo recita este poema com a propriedade de quem tem “lugar de fala”. É um alerta aos governantes, sobretudo no atual Regime Temer que, assim como na escola barroca, é caracterizado pelo contraste. No caso do Brasil, as visíveis diferenças entre os privilégios dos muito ricos e o abandono dos pobres.

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Metais sexy: peça que faltava no quebra-cabeça coreano

Tudo sugere que o xis da questão no abraço que o governo Trump oferece a Kim Jong-un tenha tudo a ver com um dos maiores depósitos de terras raras (ing. rare earth elements, REEs) do mundo, a apenas 150km ao norte de Pyongyang que vale, parece, vários bilhões de EUA-dólares.



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Programa Jogo de Damas 20/jun/18

Programa Jogo de Damas 20/jun/18
Nesta quarta-feira, 20 de junho de 2018, às 18 horas, as apresentadoras Niobe Cunha e Patrícia Vauquier conversam com a escritora Luciana Hidalgo sobre: “A produção literária em tempos de crise: criação, inspiração e transpiração. Quando a realidade supera a ficção”

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Até um cego vê! #4 – Temer persegue as pessoas com deficiência

O atual regime em curso no Brasil, através do Ministério da Educação (MEC), agora diz que vai alterar a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (PNEEPEI). O que isso significa? Que será exatamente a perspectiva inclusiva a ser excluída.
Com lugar de fala, Leonardo Lobo mostra que “até um cego vê” que esta é mais uma ação antidemocrática. É mais um golpe contra os brasileiros, desta vez contra aqueles que mais precisam de apoio do Estado.

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O que você precisa saber sobre o Irã

Falar do irã hoje significa falar de um país que fez uma revolução há quase 40 anos sem que o povo possa ter dado um tiro sequer. Falar do Irã hoje é falar da resistência anti-imperialista, do arco de alianças amplas formado na prática que envolve outros países como o Iraque, Síria, Líbano, a organização política Hezbolláh, os comunistas, socialistas, patriotas árabes, nasseristas e tantas outras correntes. Que vencem a guerra na atualidade. Pretendo com este pequeno artigo, falar da história mais antiga, mencionando o império de Ciro, passando pela islamização do país a partir de 632 e passar pelo golpe imperialista de 1953.

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“Direito ao ponto” #10 – “Para todos os Lulas do Brasil, Liberdade!”

Desde a sua estreia como comentarista do Duplo Expresso, a graduanda em direito Maria Eduarda Freire se revelou uma jovem engajada na luta contra a ditadura da toga, caracterizada pela meganhagem. “Duda”, como é chamada pela equipe, é dedicada à luta pela restauração do Estado de Direito. Por isso, é uma vencedora. Está do lado certo da história.
Neste décimo vídeo temos um resumo do que foi dito até aqui e a mensagem de que a luta continua: “Para todos os Lulas do Brasil, liberdade!”.

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Quem lucra com o nióbio do brasileiro?

O nióbio é usado como liga na produção de aços especiais e um dos metais mais resistentes à corrosão e a temperaturas extremas. É considerado um recurso estratégico, um insumo essencial para a indústria de alta tecnologia, de óleo e gás, naval e automotiva. O nióbio é empregado em automóveis, turbinas de avião, gasodutos, tomógrafos de ressonância magnética, e na indústria aeroespacial, bélica e nuclear.
O decreto nº 9.252/2017, ao arrepio da Lei nº 13.540/2017, ressuscitou o custo de produção como base de cálculo da CFEM. Assim sendo, o Brasil continuará arrecadando valores distorcidos e insignificantes de CFEM de um minério estratégico como o nióbio.

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Até um cego vê! #3 – Futebol, Globo e o povo

O comentário de Leonardo Lobo, no espaço “Até um cego vê!” desta semana, converge para a linha de denúncia de como o futebol tem sido usado para a alienação dos brasileiros e como o crime está organizado para transformar este elemento da cultura nacional em uma fonte de dinheiro ilícito.
Lobo é otimista e ousa afirmar que o brasileiro acordou. Será?
Confira o vídeo.

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Exclusivo: o Duplo Expresso entrevista Jessé Souza

O Duplo Expresso tem a honra de publicar nova entrevista – exclusiva – concedida pelo sociólogo Jessé Souza, que lança o livro “Subcidadania brasileira – para entender o país além do jeitinho brasileiro”. Mais uma vez Jessé centra a sua análise nas causas da abissal desigualdade da sociedade brasileira, constituída sob o signo da escravidão, bem como nas suas consequências. Nesse tocante, o pensador é definitivo: “nada é mais importante do que isso. O que a gente precisa saber na ciência, como na política e na vida é o que é essencial e o que é secundário. O essencial para o Brasil é ter 70 milhões (de pessoas) abaixo da linha de dignidade”.

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Programa Jogo de Damas

As apresentadoras Niobe Cunha e Patrícia Vauquier conversam com a professora doutora em História Social e coordenadora do LEÁFRICA (Laboratório de Estudos Africanos), Mônica Lima e Souza e com o antropólogo João de Athayde sobre: “A grande influência da história da África na formação da sociedade brasileira”

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João de Athayde – Turim nos passos de Gramsci

Como quem viaja entre o passado e o presente, mas de olho no futuro, Athayde faz também um paralelo entre o pensamento de Gramsci sobre a política e a relação de classes (retratados nos Escritos Políticos daqueles dez anos) e o contexto político brasileiro da atualidade.

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O retorno à antiga Idade Moderna II – Angola: A Rainha Nzinga e a Resistência

O retorno à antiga Idade Moderna segue. Por um lado, querem empurrar o Brasil para os tempos-sem-direitos de antes da queda da Bastilha, e por outro, certos temas sobre a Idade Moderna (1453-1789) estão muito em dia. Mas a história do Brasil não tem fundo só europeu e mesmo que o atual ministério deseducativo no poder não tenha a isso nenhuma afeição, insistimos em trazer Brasil e África para o centro da discussão.
Nzinga não era abolicionista, idéia que não existia naquele momento e contexto local, parte de sua luta era efetivamente pelo controle de rotas de comércio de escravos. Ela foi uma rainha resistente contra a expansão portuguesa e contra o fato que os povos liderados por ela fossem escravizados e enviados para o Brasil.

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Bidimbo! – Sistemas de Escrita Africanos

Este texto é um furto. Na verdade, um assalto consentido, uma vez que o professor Spírito Santo permitiu esta transposição de seu blog para cá, no Duplo Expresso. Trata-se de um pequeno tesouro. Um baú de letras, símbolos e alfabetos alforriados. Um resgate sobre uma fração da imensa história africana que costuma chegar ao outro lado do Atlântico com muito pouco fôlego.

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