Proposta política, marketing eleitoral e o Brasil pós-eleitoral

Páginas na internet que se apresentam como “de esquerda” estão perdidas. Não sabem como tratar de um “Haddad Tucano” e um “Bolsonaro Comunista”. Esquecem que numa eleição fake a lógica é não ter lógica. Falam da “importância de derrotar o fascismo”, mas batem firme em Ciro Gomes que, segundo todas as pesquisas, seria uma garantia de vitória contra Bolsonaro. Isso apenas mostra que a luta de muitos é pelas “oportunidades de uma eventual vitória”.

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A marca “Haddad” e a busca pelo sucesso: “não é Bolsonaro” ou “é Lula (e além!)”?

A campanha de Haddad parece seguir script escrito para ela pelos marqueteiros de… Bolsonaro (!)
A nova aposta, em “Haddad não é Bolsonaro”, significa desistir de mostrar “quem é o melhor”, para focar no “quem é o pior”.
A posição que trouxe Haddad até aqui é: “Haddad é Lula”, “o Brasil feliz de novo”. O fato de essa posição não ter levado ainda a uma posição majoritária não significa nem que ela venha a ser necessariamente bem-sucedida nem que não será. A grande questão é que essa posição não pode ser alterada sem grandes custos e grandes perdas no curto prazo. Se cuspir no prato que está comendo, ou seja, se mudar muito de posição, os eleitores que lhe rejeitam continuarão rejeitando, os indecisos tendem a ter mais dúvidas e seus eleitores podem diminuir a motivação em fazer campanha.
Perder com honra pode muitas vezes ser melhor do que ganhar com desonra. Mas certamente é melhor do que o pior dos mundos: perder com desonra.

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Carta a Haddad

Desejo-te honestamente sorte, força, coragem, sensatez e coerência para que, dessa vez, consiga ser Lula, não para vencer “o coiso e o mau fascista”, mas para derrotar nosso real inimigo: o Golpe, que, inclusive, forjou meticulosamente seu adversário com intuito de destruir seu partido e os direitos sociais do povo brasileiro.

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Segundo turno: traidor tem redenção? Pode des-trair? Ou só dis-trair?

Antecedente – o trágico 7 de abril em que, contando com indispensável traição, o Golpe nos tirou Lula: “TODO TRAIDOR UM DIA SERÁ TRAÍDO” – TABACO. Ou melhor, do ator Osmar Prado para Lula, em bate-bola nada espontâneo.
Traidor tem redenção? Pode des-trair? Ou só dis-trair? – o resumo do massacre “eleitoral” (sic). E de nossas perspectivas no segundo turno.
Mais: o papel do whatsapp nesta nossa guerra híbrida.
E o fim: se Haddad casar com Globo/ “Mercado”, Bolsonaro abocanha Nordeste (e as periferias das áreas metropolitanas do Centro-Sul).

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Tarefas da esquerda para 2019

Alguns haverão de meu perguntar: porque escrevo sobre 2019 se nem vencemos o primeiro turno? E que dirá o segundo. Há muita luta, muita batalha pela frente, sem dúvida. Mas, em primeiro lugar, estou convicto que iremos para o segundo turno e teremos a vitória do Professor Fernando Haddad nesse segundo turno. Não tratarei sobre pesquisas, probabilidades eleitorais, em que já escrevi exaustivamente sobre isso, tendo gravado vídeos e áudios sobre essa temática. Abordarei aqui tarefas das organizações de esquerda (partidos, movimentos e organizações sociais), para que a democracia de nosso país, que viveu e vive tempos de estado de exceção, possa voltar a se consolidar.

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A Reconstrução da Esquerda: O Único Caminho

Ao abandonar Lula para salvar o STF do vexame na ONU, o PT Jurídico (Apud Luiz Moreira) corroeu por dentro o pouco que restava da esquerda no Brasil.
A luta para refazer a esquerda será muito dura! O primeiro passo será dar oportunidade aos novos nomes. É preciso renovar os quadros e modernizar o discurso, alinhando-o com a prática.
Afastar aqueles que foram e são coniventes com os superpoderes da justiça e que contribuíram para a perda da soberania popular.

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Rejeição a Haddad provoca debandada pró-Ciro e “racha” do PT na reta final

A impossibilidade de transferir votos de Lula para Haddad e o crescimento do número de pobres de direita, eleitores de Bolsonaro, na população pobre nos permite afirmar que sem Lula o pobre migra o seu voto. Dessa forma, Bolsonaro, mesmo escondido para não abrir a boca e botar tudo a perder, é visto como alguém que assumirá a pauta moralista e conservadora.

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Coiso x Coisa? O debate é sobre Pré-sal, Eletrobrás, CLT, 13° Salário, Aposentadoria, Democracia…

O novo desvio de foco é a (não)“entrevista de Lula” que os atores com toga do STF fingem ter travado. Um finge que é bonzinho e outros são os demônios. Fica cada vez mais claro que Lula queria falar o que realmente pensa e barraram as entrevistas. Por isso, a IstoÉ (via Record) inventou uma jabuticaba jornalística, onde Lula é pintado como alguém que “comanda a campanha de dentro do presídio”.

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Eletrobrás: que o próximo Presidente reveja o desmonte

Na última quinta-feira foi realizado o leilão, sem base legal, que visava a vender 71 participações da Eletrobrás em Sociedades de Propósito Específicos. No entanto, nem todas foram vendidas. Como o edital do leilão não atendeu aos procedimentos previstos na Lei nº 9.491/1997, deve ser considerado ilegal. Foi obtido apenas R$ 1,3 bilhão dos R$ 3,1 bilhões pretendidos no leilão. O leilão foi marcado pela baixa concorrência. Em apenas dois houve disputa entre os interessados. Os demais foram negociados ao preço mínimo estabelecido pelo edital.
Que o próximo Presidente da República reveja o programa de desinvestimentos da Eletrobrás.

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Pré-sal: nem mercado acreditou no nível do entreguismo do Regime Temer

Já foram realizadas cinco rodadas de licitações no Pré-Sal, sob o regime de partilha de produção. A última, na sexta-feira passada. A exemplo do que ocorreu em rodadas anteriores, o “mercado” corrigiu parcialmente, por meio de elevados ágios em determinados blocos, os baixíssimos excedentes em óleo para a União exigidos pelo Regime Temer. Mais uma vez, os resultados evidenciaram a falta de compromisso com o País.
Essa “correção” feita pelo “mercado” não pôde ocorrer, contudo, em relação aos baixos índices de conteúdo local, o que impede o desenvolvimento correspondente na indústria nacional.

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A barganha do PT com a Finança e os EUA: foi-se o projeto nacional?

A seguir, republicamos texto seminal que saiu aqui no Duplo Expresso em fevereiro deste ano, sob o título “Golpe do Judiciário e invasão americana: por que o PT não dá nome aos bois?”. Sete meses depois nos ajuda a compreender melhor a barganha que o “PT jurídico” e seu expoente Fernando Haddad tentam fechar com a Finança transnacional e o Deep State americano, abdicando definitivamente de um projeto nacional para o Brasil. Projeto ao qual, como se vê, o Partido dos Trabalhadores, dadas as suas contradições ideológicas internas, nunca chegou a ser aferrado. O texto foi elaborado por observador privilegiado, e qualificado, da política nacional. Um economista desenvolvimentista sênior que trabalhou no Governo Lula. Mesmo que se discorde das teses que apresenta, são um excelente ponto de partida para o “que fazer?” de 2018 – e, principalmente, além.
No fim, as (sempre) sábias palavras do Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, na sua participação semanal no Programa Duplo Expresso.
Mene mene tekel upharsim: estava escrito na parede. E teve profeta que avisou.

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Exclusivo: Lula recusa encarnar cabo eleitoral “fake” e Golpe salva “PT Jurídico” calando ex-Presidente

Lula não vê como provável, no contexto do Golpe, a hipótese de Haddad vencer a “eleição”. Acreditaria, ao contrário, que o afunilamento na “reta final” da campanha haverá de revelar que Haddad teria sido usado – assim como Bolsonaro – como um cavalo paraguaio. Ambos seriam em realidade instrumentos, deliberadamente ou não, da mais escancarada fraude eleitoral da História: a “vitória” do – sem voto – Geraldo Alckmin.
Ao longo do dia de ontem passou a haver a desconfiança de que, nas entrevistas que fora autorizado a conceder, Lula não interpretaria o papel que esperavam dele: o de cabo eleitoral. Mais do que isso, o de um cabo eleitoral crédulo, estilo Poliana, apto a contribuir para o esforço – notem: “suprapartidário”! – de normalização destas “eleições 2018” (sic). O “PT jurídico” e o Golpe (i.e., a sua face mais ostensiva) passaram a temer que, ao contrário, transparecesse a ideia de que Lula não acredita em uma disputa honesta, em que o PT pudesse, de fato, sair vitorioso.
Uma entrevista de Lula com tal conteúdo – a poucos dias do pleito – seria nitroglicerina pura.
O esforço para apagar tal incêndio potencial foi, uma vez mais, “suprapartidário”. Com uma mão o “PT jurídico” deu – através do “bom policial” Ricardo Lewandowski. E, com a outra, o Golpe (i.e., a sua face mais ostensiva) tirou – com o “mau policial” Luis Fux. No final, na foto saíram bem tanto o “mocinho” como o “bandido”: de novo!

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#EuNão: manifesto contra o fascimo-chic que deu certo

Quando um movimento político se diz apartidário já é uma construção ideológica. A quem serve o movimento #elenão? O “ele” é uma fulanização que pode ser apontada a qualquer um. Dessa forma, pode ser instrumentalizado por qualquer interesse em disputa que “não” quer perder. Quem ganha com o movimento #elenão? A Rede Globo, o Mercado, e a Direita Fascista.
“PT JURÍDICO”: O FASCIMO-CHIC QUE DEU CERTO: Não é “nós” contra “ele”, mas muito de “nós”, “nele”. O terreno do fascismo já está pavimentado, o “coiso” não precisará fazer nada para que essas “coisas” continuem acontecendo. Deve ser por isso que estarão “todos” juntos, de mãos dadas, “contra” “ele”. NÃO CONTEM COMIGO. #EUNÃO

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Confirmado: caminhamos para maior fraude eleitoral de todos os tempos

Possibilidade de cenário com “empate quádruplo” – ou próximo disso, replicando primeiro turno da eleição francesa de 2017. Assim, não seriam originais em nada na operação “Macron Brasil 2018”. Nesse caso, restaria à Finança/ Globo/ Juristocracia, o triunvirato não eleito que substituiu a soberania popular, escolher qual segundo turno prefere: Haddad vs. Bolsonaro; Alckmin vs. Bolsonaro; Haddad vs. Alckmin. E o vencedor, obviamente. Em leilão reverso: quem dá mais… à Finança. Ou melhor, quem for capaz de criar as condições, no arranjo político de 2019, para que Finança extraia mais. Quem? Alckmin ou Haddad?

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A raposa que nos falta em 2018: como Getúlio, malandro, passou todos para trás

Em um dos cenários para o futuro imediato do Brasil possíveis traçados usamos como referência a grande trapaça de que Vargas se valeu para poder estar em posição de dar o bote na República Velha em 1930. Contudo, fatos anteriores à etapa “nacional” de Vargas, ainda no RS, dão conta, igualmente, da capacidade que tinha de sublimar as pulsões oriundas da vaidade e do ego, permitindo que “camuflasse” a sua genialidade de todos. E assim, por não darem muito por ele, ficou livre para se acercar. E armar os seus botes, todos eles fatais.

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Haddad: um desastre na Comunicação (testado e reprovado)

Em 2013, com apenas 11 meses com Haddad à frente da Prefeitura de SP, querendo ajudar, o jornalista Rodrigo Vianna (Rede Record; Blog “Escrevinhador”) elencou graves deficiências políticas e administrativas, especialmente no que toca a comunicação, que iam ficando bastante aparentes já ali. Tivessem sido corrigidas, tempestivamente, talvez Haddad não tivesse legado à política brasileira, com o seu fracasso, a figura de João Dória.
Pobre Brasil: esta, a (pretensa) “civilização” a enfrentar a “barbárie”…
Quem haverá de nos defender?
O Cabo Daciolo, “Nação Brasileira”?
Rir para não… desesperar!

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“Civilização contra a barbárie”: a versão 13.0 do Golpe

Índice:
(I). “Civilização contra a barbárie”: a versão 13.0 do Golpe
(II). Desfechos possíveis para o “Golpe 13.0”
(III). Como a “Mensagem ao Partido”/ “PT Jurídico” tomou a sigla de Lula; e o que isso prenuncia de um governo Haddad
(IV). Como evitar o golpe militar já depois do Carnaval
(V). Resumo audiovisual

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O canto da sereia e a sua responsabilidade nas urnas

Escrevo este texto após ter participado no final da tarde do domingo (23) de um bom debate onde os juristas Luiz Moreira e Romulus Maya (meu parceiro no projeto Duplo Expresso) convidaram a nossa comentarista Maria Eduarda Freire e falaram de uma maneira inquestionável: Haddad representa a vitória do PT Jurídico. Foi assessor de Tarso Genro no Ministério da Justiça e, também por isso, assim como Cardozo e Dilma se comporta como um “vaselina” nas questões delicadas. Tem como filosofia a substituição da soberania popular pelos plenos poderes punitivistas dos quadros da justiça.
Não falo da pessoa Fernando Haddad. Não tenho nada contra ele, pois sequer sei quem ele é como pessoa. Como político ele está exposto.

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Finança joga Bolsonaro ao mar – e nós avisamos!

Aos poucos vão se somando novos indícios de que a hipótese levantada pelo Duplo Expresso há uma semana pode estar mesmo se concretizando: o (zero vírgula) 1% global, que patrocinou junto com o Deep State americano o Golpe no Brasil, não quer Bolsonaro na presidência.
Mas quem ele quer?
E quer Bolsonaro onde?
As duas matérias dedicadas ao tema na revista The Economist ajudam a responder essas perguntas.
Houve muito provavelmente algum grau de coordenação entre a revista, dos Rothschild, e a campanha de Haddad. Possivelmente essa última fora informada antes de que a matéria jogando Bolsonaro ao mar seria publicada. Inclusive sobre o conteúdo da mesma, opondo (ultra) “liberalismo” e protofascismo. Isso porque…

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Pesquisas eleitorais: sua história, validade e importância

Foram dois os eminentes matemáticos franceses os precursores da fundamentação teórica que sustentam a validade científica das pesquisas de opinião. Ambos viveram no século XVII. Foram eles Blaise Pascal (1623-1662)³ e Pierre Fermat (1608-1665)⁴. Ambos matemáticos brilhantes, Pascal em particular, entre tantos atributos e invenções, ele desenvolveu as bases da Lei das Probabilidades, que seria aperfeiçoada posteriormente por Pierre Simon Laplace (1749-1827).
A regra geral da teoria, pode-se resumir, é que se uma pequena amostra de qualquer coisa estiver bastante semelhante a um todo, há uma grande probabilidade de que ela reflita esse todo, esse geral.

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Cassino Brasil: por que, depois de escondido, Bolsonaro volta à mídia

Pois eis que a Finança, igualmente cortejada pelos gorilas e pelo Plano B, parece estar namorando a ideia de casar-se com ambos, adotando conformação de tal bigamia que lhe permitisse extrair os maiores retornos. E com os menores riscos. Inclusive de imagem:
– O Plano B na Presidência, tão sitiado e disposto a fazer “concessões” (mais para “convicções”) quanto Dilma Rousseff em 2015.
– Com os gorilas providencialmente fungando no seu cangote, na qualidade de chefes da oposição. E líderes, em potencial, de um novo golpe.
Note-se que esse desenho é bom para todos eles: (i) a Finança consegue o que quer; (ii) os gorilas conseguem poder – e sem responsabilidade; e (iii) o Plano B, “legitimado pelo voto”, consegue o álibi para dar seguimento à “Ponte para o Futuro” de Marcos Lisboa et al.: “se não der para eles por bem, vai ter que dar por mal: olha o golpe militar aí na esquina, gente!”. Ainda, com a caneta na mão, o Plano B terá facilidade para cooptar a ala fisiológica do PT (abstêmica desde 2016), bem como a “Blogosfera (dita) progressista”. Ambas seriam encarregadas de amansar – e passar vaselina – nas bases.
O fantasma Bolsonaro/ Mourão seria, assim, o pé de cabra com que o Plano B – e a Finança – manteriam o Brasil arrombado. Note-se que ambos já se escolheram, reciprocamente, como “adversários” (aspas). Estão, na verdade, mais para duas faces da mesma… moeda.

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Por que elegeremos o presidente da República e faremos um terço da Câmara dos Deputados

Como sempre venho dizendo, analistas políticos – sejam eles nacionais ou internacionais – jamais devem fazer afirmações peremptórias como essa que aparece no título acima. Mas, vou arriscar. Eleições tem sempre três componentes: ciência (pesquisas, análise de dados e inteligência), política (programa e propostas) e… o imponderável. Cabe a nós, estudiosos do fenômeno do voto, minimizar ao máximo o imponderável e valorizar ao máximo a ciência (quanto ao programa, deixo isso para os partidos e os candidatos). Este artigo pretende mostrar que o sistema como estamos estruturados para eleger representantes na proporcionalidade impede, objetivamente, que a esquerda conquiste maioria no legislativo (diferente do senado, onde isso até poderia ser possível, por serem eleições majoritárias). Vamos ao texto.

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Não sangra! Eis o “milagre” do novo (Jair) “Messias” (Bolsonaro). Seus “evangelistas”? Globo e… Blogosfera (!)

Atualizado 10/set/2018 – 10:30
Poxa, família Bolsonaro: nos ajudem a ajudar vocês!
– Filho de Bolsonaro apresenta, 2 dias depois!, a tal “camisa”. Agora devidamente “ensaguentada”. E também “perfurada”, é claro.
– Probleminha No. 1: “facada”, se houve, não pegou na palavra “Brasil”, na camisa. Se pegou, foi abaixo. E à esquerda. De toda forma, bem distante do espaço entre as letras “A” e “S” da palavra “Brasil”. Sim, nós sabemos, Bolsonaros: não teria o mesmo efeito dramático se o “esfaqueado” não fosse o “Brasil”, não é mesmo?
– Probleminha No. 2: não há a formação, em nenhum momento, de pregas em forma de raios com centro no local da suposta “estocada”, como deveria ocorrer em virtude da pressão de um golpe na “entrada”. Tampouco, na “saída”, a faca puxa o tecido.
Tirem a prova no vídeo em câmera lenta e ampliado.
*
Embora não seja possível “profetizar” resultados imediatos para a “novela” do “Messias exangue”, e sua “paixão”, já é possível observar o caráter pós-moderno de seu enredo e elencar algumas peças soltas que serão encaixadas nos próximos dias.

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“Es-fake-ado”: quantos gumes tem a faca de Bolsonaro?

Atualizado 8/set/2018 – há esperança! Apesar dos esforços, “pinça” Globo/ “Blogosfera (dita!) progressista” falhou fragorosamente na sua tentativa de interditar o questionamento ao teatro de Bolsonaro.
*
Anotemos algumas sincronicidades, já que o velho Tancredo nos ensinou há muito que, em política, não há coincidências. Numa mesma semana: (i) Bolsonaro e seu guru, Paulo Guedes, reúnem-se com os donos da maior fábrica de dramaturgia – e fake news – da América Latina, a Rede Globo; (ii) a disparada de Lula nas intenções de voto é tamanha, que Ibope e Datafolha decidem esconder os resultados de suas respectivas pesquisas. Em reflexo, o “mercado” desaba; (iii) Temer – e a Lava Jato – dão o beijo da morte no rival de Bolsonaro na direita, Geraldo Alckmin; (iv) Bolsonaro, na véspera do 7 de setembro!, quando são esperadas paradas (de) militares em todo o Brasil, é “esfaqueado”. Veste camisa – verde e amarela – com os dizeres “meu partido é o Brasil”; (v) já precificando a performance de Bolsonaro, o “mercado” vai à euforia no encerramento antes do feriadão. Seria interessante anotar quem comprou na baixa com a subida de Lula e vendeu na alta com o “tombo” (pra cima!) de Bolsonaro. Será que o Paulo Guedes sabe a resposta?
O pior de tudo é constatar que, definitivamente, no Brasil atual não há mais espaço para a sutileza. Na distorção provocada pela vida que se “vive” em pixels e likes, paradoxalmente hoje apenas a canastrice, o overacting, a caricatura, é crível!

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Em choque, Globo não consegue decifrar estratégia de Lula

Resumo político do Duplo Expresso de hoje. Mais o comentário de “Nota Bene”, membro sagaz da comunidade Duplo Expresso, sobre: (i) “Em choque, Globo não consegue decifrar estratégia de Lula”; e (ii) “Ala do PT que defende Plano B também tem tática bem definida: saturação no assédio moral a Lula”.

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Guerras comerciais dos EUA contra a China: o que realmente está em disputa

A bizarra e em ininterrupta escalada “guerra comercial” que Washington move contra os chineses nada tem a ver com equilibrar superávits comerciais. E parece que, agora, os chineses já concluíram também nessa direção. Tudo ali tem a ver com assalto frontal contra a estratégia chinesa de se autoconverter em país líder, de economia avançada, autoconfiante, em pés de igualdade, no campo da tecnologia com o ocidente e, possivelmente, ainda mais avançada. Essa é basicamente a meta da estratégia nacional econômica de Xi Jinping, Made in China: 2025.
Os EUA como superpotência mundial dominante de modo algum poderiam permitir que as coisas andassem como os chineses planejam.

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Exclusivo: a escala e a duração da infiltração no PT (de Lula!)

Live especial levada ao ar nesta tarde, com informações exclusivas sobre a ascensão “meteórica” da corrente “Mensagem ao Partido” dentro do PT, em prejuízo da de Lula, popular e sindical (CNB). Dá-se na base da tática “pedagógica” do porrete combinado com a cenoura: de um lado, garantia de perseguição do Judiciário a quem não adere; e, do outro, financiamento abundante para quem, ao contrário, adere.

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Lula candidato: o drible da vaca dele – e de Gleisi – no Golpe (e no Plano B!)

Destaques: (i) os recibos passados – no PIG e na ‘GloBosfera’ – de que Lula é, sim, o candidato do PT – viva!; (ii) a volta do “documento-bomba do Duplo Expresso” incriminando Sergio Moro; mas agora – 190 dias depois! – na mão de site da ‘GloBosfera’ que, comprovadamente, combina publicações com o… Antagonista (?!); (iii) o drible da vaca que Lula e Gleisi deram ontem no Golpe – e no Plano B: nomeada advogada do ex-Presidente no TSE e no STF, Gleisi não só (A) by-passa a “juizeca” (apud Renan Calheiros) do Paraná como (B) passa a ser os olhos de Lula tanto nas Cortes Superiores como, tão importante quanto, também sobre a equipe de “defesa” (?) que lá atua; e (iv) o rio de dinheiro – não declarado? – em que nadam certas candidaturas da corrente “Mensagem ao Partido”, do PT.

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“Bom policial, mau policial”: TSE revelou querer “Plano B”. Em “eleição” normalizada. E aí?

O resultado da encenação que o Brasil – e o mundo, neste caso – testemunharam ontem era esperado por todos. Afinal, todos lêramos, com antecedência, a sinopse do espetáculo. No entanto, como em outras etapas determinantes do processo do Golpe, que é continuado e gradual, certas adaptações, improvisos e lapsos – em cima daquele roteiro há tanto traçado – acabaram por revelar bem mais do que os produtores do espetáculo gostariam de entregar.
O timing era fundamental. E os agentes trabalharam bem. Assim como na antevéspera do registro da candidature de Lula – e Vice! –, a dobradinha Golpe + agentes (“da” vítima) agiu para impor o Plano B a Lula e ao PT. Ontem tentaram repetir a dose com uma reprise da operação “choque e terror” (shock and awe) – devidamente combinada com o outro lado.
Há entre os agentes (“da” vítima), inclusive, alguém que vendeu a alma por uma cadeira no STF. Ontem, presente no Plenário do TSE, entregou mais uma parcela da mercadoria. E a entes bem mais terrenos que “Mefistófeles”, digamos.

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