O estanho “sincericídio” (sic) de Bolsonaro – e a esquerda “bobinha”

Bolsonaro, estranhamente, “deixou escapar” que o General Vilas Boas “tem responsabilidade por ele estar ali”. Ora, Bolsonaro sabe que o General não teria como desmentir.
E a parte da esquerda ingênua/ mal-intencionada resolve dar crédito, pelo valor de face, a Bolsonaro como fonte confiável, “historiográfica”, não mais que de repente. Quando convém, some o discurso de “fake news”, “ele fala qualquer coisa”, “diz e depois desdiz”.
No entanto, tal “inconfidência” (sic) não bate com nenhuma das informações prévias acerca da relação entre ambos. Na verdade, parece que Bolsonaro quis vender pra dentro das Forças Armadas (FFAA) – e também para fora – que ele foi uma escolha da – e operacionalizada pela – instituição Exército. E não por um grupo dentro dele (que de qualquer forma não foi impedido de agir mesmo). Quis se ungir “unanimidade”.
Interessante notar que tal leitura não deixa de convir para alguns: reforça a narrativa “nós vs. eles” entre esquerda e FFAA. O que beneficia Bolsonaro, permitindo que ele siga mascarando medidas realmente antinacionais com um discurso falsamente dicotômico, mofado, vindo da Guerra Fria/ Regime Militar. Note-se que isso não deixa de fortalecer o discurso da ala da esquerda anti-FFAA, seus antípodas necessários.

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Tensão entre Generais e “empreendedores” de Bolsonaro? – a semana em análise

No Brasil atual, os insights do antropólogo Piero Leirner, professor da UFSCar, tornaram-se incontornáveis para quem quer decifrar o subtexto do noticiário político, especialmente quando esse tangencia a lógica e o ethos militares. Aliás, não apenas para quem está dentro do Brasil, como atesta citação do analista de política internacional Pepe Escobar, em artigo seu recente.
Por isso, além de termos Leirner comentando no Duplo Expresso de Domingo logo mais, juntamente com o jurista Luiz Moreira, reunimos a seguir alguns apontamentos do antropólogo diante das ações – e reações – nesta primeira semana pós-resultado eleitoral.

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O.V.O.N.I. – Oligarquias Velhas Onerando Novos Incautos

Uma análise de Piero Leirner desnudando o projeto de país proposto por um candidato à presidência representando um partido que se propõe inovador, mas que repete a fórmula de vender o velho com uma roupagem “novinha”. Oriundo das oligarquias que comandam o Estado mínimo – somente para alguns, João Al-Moeda é dissecado por ele, com a colaboração de Paulo Follador e Ricardo Costa de Oliveira, anexando inúmeras pistas sobre o liberal que veio do espaço…

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