Alemanha e Síria 

Durante a Guerra Fria, a CIA recrutou alguns dos melhores funcionários nazistas para continuar a luta contra a URSS. Dentre eles, Gerhard von Mende, recrutador de muçulmanos soviéticos contra Moscou [1]. Em 1953, esse veterano funcionário público instalou o chefe da Fraternidade Muçulmana fora do Egito, Saïd Ramadan, em Munique [2].


No mesmo período, a CIA distribuiu secretamente oficiais nazistas por todo o mundo, para combater organizações pró-sovietes.

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Mandarins do Serviço Público: o dia em que Confúcio, sem querer, inventou Moro e Dallagnol

Como na China imperial, aqueles oriundos dos extratos sociais privilegiados obviamente têm acesso à melhor educação desde a pré-escola aos cursos universitários. E podem, terminada a graduação nas melhores instituições de ensino, passar anos sem trabalhar. Ora, os concursos para a Magistratura ou para o Ministério Público Federal significam, em média, três a quatro anos de investimento e esforço, pagando cursos e livros e viajando pelo Brasil, em busca dos editais abertos.
Fator extra de empoderamento: o Golpe de 2016. Hoje, como em qualquer Estado fascista, o Direito é o que os golpistas dizem que é o Direito. E, nesse curioso golpe, que não foi perfilhado e que foi incapaz de produzir líderes, eles, os novos mandarins, deixaram os bastidores e ocuparam o vácuo deixado. É uma República juristocrática de Mandarins.

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O que você precisa saber sobre o Irã

Falar do irã hoje significa falar de um país que fez uma revolução há quase 40 anos sem que o povo possa ter dado um tiro sequer. Falar do Irã hoje é falar da resistência anti-imperialista, do arco de alianças amplas formado na prática que envolve outros países como o Iraque, Síria, Líbano, a organização política Hezbolláh, os comunistas, socialistas, patriotas árabes, nasseristas e tantas outras correntes. Que vencem a guerra na atualidade. Pretendo com este pequeno artigo, falar da história mais antiga, mencionando o império de Ciro, passando pela islamização do país a partir de 632 e passar pelo golpe imperialista de 1953.

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Requião denuncia “politização das denúncias do Ministério Público contra Gleisi”

Não há moralidade em um sistema judiciário que faz da licença hermenêutica a lei, que acusa, processa e condena segundo a visão de mundo dos juízes, segundo simpatias ou antipatias, segundo o direito e os interesses de outros países a que se vincularam e prestam vassalagem.

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Liberalismo: “fake news” ou “bad news”?

O Estado, por ter a prerrogativa de captador de rendas, emissor de meio circulante, além de indutor e criador de rendas pela sua capacidade de investir ou induzir investimentos, é sempre eficaz no longo prazo e fundamental na solução dos riscos sistêmicos. É conhecida sua atuação anticíclica nas crises capitalistas, sendo exemplos expressivos “a queima de café” por Vargas e o “New Deal” de Roosevelt.
Na crise de 2008, a intervenção do Estado – resgatando da quebra em série os grandes bancos privados – salva o mundo do colapso financeiro especulativo. Ou seja, mais uma vez o Estado (“mínimo”?), como em 1929, intervém, reduzindo a tese do liberalismo/neoliberalismo, novamente, a uma “fake news”.

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Programa Jogo de Damas

As apresentadoras Niobe Cunha e Patrícia Vauquier conversam com a professora doutora em História Social e coordenadora do LEÁFRICA (Laboratório de Estudos Africanos), Mônica Lima e Souza e com o antropólogo João de Athayde sobre: “A grande influência da história da África na formação da sociedade brasileira”

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Qual o verdadeiro interesse dos EUA com a “desnuclearização” da Coreia do Norte?

Há aqui uma verdade que não pode ser escamoteada: os EUA querem ter o monopólio das armas nucleares e com isso poder dominar o mundo usando meios de persuasão com os seus aliados, nomeadamente UE, Israel e Arábia Saudita. Esses meios de persuasão têm a ver com embargos econômicos, tornando insustentável as economias dos “países alvo” de forma a pararem o desenvolvimento do programa nuclear.

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João de Athayde – Turim nos passos de Gramsci

Como quem viaja entre o passado e o presente, mas de olho no futuro, Athayde faz também um paralelo entre o pensamento de Gramsci sobre a política e a relação de classes (retratados nos Escritos Políticos daqueles dez anos) e o contexto político brasileiro da atualidade.

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O Memorando, os Generais e o Acobertamento de Assassinatos por parte dos EUA

Março de 1973. O recém empossado presidente Geisel recebe três generais assessores que lhe informam sobre a execução sumária de 104 pessoas no Centro de Informações do Exército – CIE durante o governo Médici. Depois, o grupo pede autorização para continuar com esses assassinatos no governo que iniciava. Geisel mostra desconforto e pede um tempo para responder. No dia seguinte, Geisel sinaliza a Figueiredo para seguir adiante, mas com duas condições: (1) Que “apenas subversivos perigosos” deveriam ser executados. (2) Que o CIE não mataria ninguém sem que o próprio Figueiredo – representando o Planalto –, aprovasse, analisando caso a caso.

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“Maio de 1968”: a primeira “Primavera”… made in CIA?

– Terá sido o “Maio de 1968” em Paris – aquele do “é proibido proibir”… o que derrubou o General de Gaulle… – (em parte) impulsionado pelos EUA? Teria ele sido a primeira “Primavera”? A primeira “revolução colorida” da estudantada… made in CIA?
– Fatos: (1) De Gaulle tinha TIRADO França da OTAN; (2) visitado a URSS; e (3) gritado “vive le Québec libre!” no quintal dos EUA (Canadá).
– Mais: sabemos agora – como fato histórico – que a CIA bancava quase toda a intelectualidade de esquerda francesa? Especialmente a crítica do Partido Comunista Francês? E os filósofos “pós-modernos”? Aqueles cujos “filhos” e “netos” intelectuais (bastardos?) hoje tanto dificultam a unidade da esquerda com o “identitarismo” radical?
– Com direito a depoimento de quem estava lá, na “Paris que queimava”!

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Assédio sexual e corrupção forçam Academia Sueca a adiar o Prêmio Nobel de Literatura de 2018

A Academia Sueca fez o comunicado na manhã desta sexta-feira, através de uma nota oficial. No documento, foi anunciado também que em 2019 o prêmio será atribuído a dois escritores. A decisão de cancelar este ano o mais prestigiado prêmio literário do planeta foi tomada após o desgaste da Academia Sueca diante da opinião pública.

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O retorno à antiga Idade Moderna II – Angola: A Rainha Nzinga e a Resistência

O retorno à antiga Idade Moderna segue. Por um lado, querem empurrar o Brasil para os tempos-sem-direitos de antes da queda da Bastilha, e por outro, certos temas sobre a Idade Moderna (1453-1789) estão muito em dia. Mas a história do Brasil não tem fundo só europeu e mesmo que o atual ministério deseducativo no poder não tenha a isso nenhuma afeição, insistimos em trazer Brasil e África para o centro da discussão.
Nzinga não era abolicionista, idéia que não existia naquele momento e contexto local, parte de sua luta era efetivamente pelo controle de rotas de comércio de escravos. Ela foi uma rainha resistente contra a expansão portuguesa e contra o fato que os povos liderados por ela fossem escravizados e enviados para o Brasil.

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Mário Maéstri – Ofensiva Imperialista Mundial e Golpe Institucional no Brasil

No Brasil, a operação golpista foi longa e cuidadosamente planejada pelas centenas de analistas de órgãos estadunidenses como a CIA, NSA, Departamento de Estado, etc.. Implementada através de “revolução de veludo” contra a “corrupção petista”, o golpe teve como instrumentos fundamentais a Justiça e o Parlamento, já totalmente nas mãos do conservadorismo. Para tal, foi necessário a aprovação ou adaptação às suas necessidades de leis e instrumentos jurídicos

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O Beijo de Judas e a escolha de Palocci

De volta ao Judas Tupiniquim, o amplo destaque à delação dele neste momento é simplesmente uma articulação desesperada da Rede Globo e setores do Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal para que isso permita novas investigações que possam manter o ex-presidente Lula preso.
Judas beijou Jesus antes de consumar a sua traição. Se arrependeu de ter entregue um inocente à crucificação e eternizou a expressão: “pequei entregando a morte sangue inocente” (Matheus 26,3-4-5). Em seguida, dominado pelo remorso suicidou-se enforcado numa figueira. Já Palocci não precisou beijar Lula, pois já havia abraçado a versão mentirosa da Globo e Moro para ser julgado e condenado pela História.

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Robotização é desemprego? Não (necessariamente!): tecnologia é problema político, não econômico

Não há relação direta entre a taxa de crescimento da produtividade e o desemprego. Portanto, não faz sentido, em princípio, temer pela perda de empregos. Os problemas relacionados ao rápido avanço da produtividade não são econômicos, mas políticos. Se gera concentração de poder político, pode gerar problemas sociais – e até mesmo militares – gravíssimos.
Entre 1945 e 1980, os trabalhadores contaram com a colaboração dos governos porque as elites temiam o alastramento do comunismo. Hoje, as elites não têm nenhum medo de deixar milhões desempregados passando fome, mas bovinamente entretidos com redes sociais, fake news, futebol, TV, etc.
O medo de revolução faz milagres. Mas se a tecnologia afastar o risco da insubordinação à tirania e à desigualdade, ela pode ser realmente um grande desafio para os anseios de liberdade, igualdade e fraternidade.

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Bidimbo! – Sistemas de Escrita Africanos

Este texto é um furto. Na verdade, um assalto consentido, uma vez que o professor Spírito Santo permitiu esta transposição de seu blog para cá, no Duplo Expresso. Trata-se de um pequeno tesouro. Um baú de letras, símbolos e alfabetos alforriados. Um resgate sobre uma fração da imensa história africana que costuma chegar ao outro lado do Atlântico com muito pouco fôlego.

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Geopolítica no Séc. XX: a civilização do automóvel (a gasolina!)

O fordismo, dominado pelos EUA, inventou produção e adoção em massa a custo acessível de um conjunto de tecnologias derivadas da primeira fase da revolução industrial. Estamos falando dos eletrodomésticos, o rádio, o cinema, a televisão, o automóvel e a super-urbanização, o domínio do setor terciário e, consequentemente, a libertação da mulher e a consequente ampliação da força de trabalho voltada para produção de excedente. A grande luta das políticas de desenvolvimento do século XX foi a autonomia sobre a indústria petrolífera e automobilística.

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De retorno à antiga Idade Moderna e o contemporâneo retorno aos tempos antigos

Sebastianismo é crer na volta redentora de um líder que foi dado por desaparecido.
Defender um Lula livre e concorrendo à presidência em eleições transparentes, é consciência política e resistência, não sebastianismo, posto que Lula é vivo, provou que fez e que poderá fazer ainda mais. “Sebastianizar” a figura de Lula é o que a Globo tenta perpetrar, tentando transformar em mero mito folclórico, a força e o carisma de um líder popular que é uma real possibilidade de mudança.

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“Lula precisa morrer” – e só o salvando sobreviveremos

Gostemos ou não disso, Lula é o líder – incontornável – da resistência anti-imperialista nesta geração. É, portanto, preciso que também ele lute contra a auto-doutrinação e aceite a verdade: o único Davi esculpido em mármore de Carrara pelo mestre Michelangelo é aquele 1 em 100 que…venceu. Afinal, a História é escrita – mal ou bem, pouco importa – pelos vencedores.

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“Divide et impera” – Divide e conquista

Não se sabe ao certo se ele usou a expressão, mas sabe-se que ele a colocou em prática, explorando a divisão entre as cidades-estados gregas até levá-las à derrota. De lá prá cá, muitos outros governantes utilizaram e praticaram a estratégia do “Divide e conquista”.

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De Getúlio a Lula – O trabalhismo que constrói a Nação

A história vai juntando suas peças essenciais e vai traçando sua teia. Tal como Fidel Castro resgatou dialeticamente José Marti e Hugo Chávez recuperou historicamente a Simon Bolívar, o gesto de Lula vai recuperando o Fio da História, com Vargas, Jango e Brizola, cabendo às novas gerações a imprescindível construção da mais que sagrada unidade popular. Seja qual for a forma em que ela se materialize.

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