Reflexões sobre a criação do Estado Nacional: o arcaísmo brasileiro

Como entendeu claramente Bonifácio, trocou-se a nacionalidade de uma potência, que poderia ser a maior do mundo, o Brasil unido a Portugal, por um autoritarismo provinciano, pela visão estreita e tacanha do despotismo que vem da insegurança, da arrogância que camufla o medo, do complexo de vira-lata, que submete corpo e alma.
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A economia de Guerra da Banca, a eterna farsante

Então a banca cria máscaras, uma de suas especialidades, e elas se mostram ora à esquerda ora fascistas, depende do lugar e da hora, ou nos árabes, islâmicos, ou nos chineses, nos terroristas contra adeptos da teologia da prosperidade, ou seja, apresenta simples e fáceis dualidades, para raciocínios primários, de sorte que os separe, antagonize e lance uns contra os outros; lucrando o terceiro, a banca, a mais esperta.
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EUA: só o pó – branco – fecha as contas

Creio que já decorreram 30 anos, foi perto da queda da URSS, quando escrevi minhas primeiras considerações sobre as finanças internacionais.
O domínio estadunidense era nítido, a vitória da banca também, e o que se poderia prever? O caos. E foi por isso, pois o mundo parecia não ver, que escrevi.
Havia uma dívida gigantesca, muito superior aos ativos que a deveriam suportar, e, surpreendentemente, uma falta de controle dos EUA sobre o meio circulante de sua moeda, espalhada pelo mundo.
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Mais do que um crime, uma desonra

O período Bolsonaro talvez fique registrado como aquele em que a corrupção, os desvios, as farsas foram tão longe que foi necessária a ruptura geral, a construção do nunca concluído Estado Nacional Brasileiro para termos um país e uma cidadania. Dizer com orgulho, parodiando o poema de Maiakovski: sou um cidadão brasileiro.

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A última razão do crime

As duas grandes guerras da primeira metade do século XX recolocaram este poder no outro lado do Atlântico e na proximidade dos Montes Urais. As finanças deixaram de dar as cartas e se subordinaram, por breves décadas, ao capital industrial, então indissociável do Estado-nação, à época comprometido com a compatibilização entre acumulação privada e cidadania.
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Estado de que direito?

Que Estado podemos imaginar, dominado pela especulação, pela corrupção, pelas drogas, contrabandos e uma religião que divulga e pratica a teologia do enriquecimento, sem qualquer restrição ética ou moral?

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Castilhos, Vargas, Brizola, Jango, Geisel

Há na História do Brasil um fenômeno curioso. Podemos distinguir apenas dois instantes em que os principais políticos nacionais foram efetivamente nacionalistas.
O primeiro, no alvorecer da independência, com a personalidade política, intelectual e científica de José Bonifácio de Andrada e Silva. Emblemático Patriarca da Independência. O segundo, curiosamente, reuniu um grupo de gaúchos com tendência ou formação positivista. São os que enumeramos no título do artigo. Três galgaram a Presidência do País, mas todos marcaram nossa História.

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Brasil x EUA: divergências nos acordos climáticos globais

A Europa, mas também o Japão, aparentemente, os maiores defensores desses acordos, têm grandes superávits no comércio com o exterior, inclusive contra os países mais pobres. Alguém realmente acha que eles terão interesse e poderão se beneficiar de uma guerra tarifária iniciada pela tentativa de impor tarifas alfandegárias ambientais?
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Preparando o Estado para Soberania – Brasil no Mundo

A industrialização exigiria a demonstração deste conhecimento, a formação de capacitação, a emancipação e o orgulho de ser o mestiço brasileiro, o afrodescendente, este povo tolerante, sem ódio e hospitaleiro. E formaria o mercado onde seria o usuário destas exportações aviltadas pelo câmbio imposto pelo comprador. Através da industrialização, o Brasil estaria sentado à mesa das decisões mundiais, pela riqueza humana, que esta elite não é capaz de mostrar, a não se por mínimas exceções.

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Energia: ponto cego nas Ciências Sociais

Contudo, a energia, fundamento do trabalho, permaneceu, por algum motivo, distante das preocupações do pensamento social, econômico e político. Enquanto as “ciências duras”, em particular a Física, detiveram-se meticulosamente no estudo desse fenômeno, obviamente sem realçar suas consequências sociais e políticas devido ao seu campo de especialização, as Ciências Sociais (incluindo a Ciência Econômica) a ignoraram solenemente, mesmo que boa parte delas tenha erigido o trabalho como fator explicativo de primeira ordem.
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Preparando o Estado para Soberania – A crítica sociológica

Sociedade centrada no mercado, assim o mestre Guerreiro Ramos qualifica aquela surgida na Era Moderna, que perdura ainda hoje.
Sociedade regulada por princípios formais e abstratos, como mercado, competição e indivíduo, alheios aos aspectos substantivos da vida comum, como a subsistência e a comunhão. Tais princípios são derivados da auto-representação das classes mercantis e especulativas e institucionalizados através das suas dominações políticas, portanto incapazes de assegurar a consistência dos vínculos de solidariedade sem os quais nenhuma sociedade se mantém e perdura.

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Preparando o Estado para Soberania – As Informações

O mais relevante fator que surge no mundo, para a sociedade humana, após a II Grande Guerra, é a apropriação da informação. Esta se desdobra em dois conjuntos: o meio físico da mensagem e os conteúdos destas mensagens. O entendimento da importância da informação pelo poder financeiro e sua capacidade para operacionalizá-la o tornará capaz de dominar e até destruir o poder produtivo, industrial, no século XX.
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Preparando o Estado para Soberania – História de Terror do Século XXI

“Hoje, à medida que a falência de nosso sistema financeiro atual se torna cada vez mais aparente, um número crescente de críticos ataca o que eles chamam de “transformação de nosso sistema financeiro em uma economia de cassino”. Muitos se opõem à recente farra de especulação financeira e aos excessos de globalização para o que eles professam ser o funcionamento “normal” dos mercados financeiros e da economia. Mas eles estão errados. A especulação, os saques econômicos e a disseminação do trabalho escravo são a natureza do Império e sua representação moderna no sistema britânico de livre comércio”.
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Preparando o Estado para Soberania – Uma Questão Psicossocial: A religião

Como apontamos, igrejas neopentecostais têm mais facilidade para se tornar, com sua teologia da prosperidade e desvinculação de questões nacionais e culturais, a igreja da banca. Dando assim um refúgio espiritual, na contraprestação financeira, ao desenraizamento desta nova classe. Estas igrejas pentecostais cultuam o individualismo e o egoísmo da auto salvação pelo trabalho e por mérito exclusivamente individual, assim como defendia Adam Smith quando formalizou o liberalismo econômico.
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Preparando o Estado para a Soberania: Heróis e Ideologia nacional

Além dos pouco lembrados heróis da Independência e de lutas populares, temos os heróis do positivismo e do Varguismo. Vargas em primeiro lugar. Que herói norte-americano chegou aos pés do heroísmo de Vargas, que se matou quando tudo já estava perdido para poder dar a volta por cima e vencer, já morto, contra um aparentemente invencível ataque múltiplo oligárquico-estrangeiro sem que nenhum de seus liderados precisasse se sacrificar por ele? Que país pode se orgulhar de um herói de tamanha generosidade?
O verdadeiro arquétipo do herói moderno é latino, porque luta contra inimigos muito mais poderosos a favor dos mais fracos e se entrega mesmo de forma espontânea com toda sua alma, paixão e generosidade sem perder nada de sua humanidade tão humanamente falível… Mas admirável!
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Preparando o Estado para Soberania – Da Senhoriagem à Moeda do Facebook

O lançamento da cripto moeda do Facebook, que se chamará libra – não se confunda com a libra-esterlina a moeda inglesa que, em inglês, chama-se pound – está previsto para breve. Desde seu anúncio, há poucas semanas, esse é um dos assuntos mais discutidos nos periódicos de economia.
Uma moeda do Facebook assusta a todos, desde políticos a intelectuais, que se preocupam com a soberania dos países, a bancos, que temem um concorrente mais poderoso, e, em especial, aos reguladores do sistema monetário.
E, quando se criam moedas virtuais, fora do controle de instituições públicas e sem referências materiais, a situação da economia complica ainda mais. Neste artigo iremos comentar a moeda, desde sua cunhagem pelo senhor das terras até a que se espera de uma empresa de relacionamento virtual transnacional: Facebook.
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Uma Breve História da Banca –  Fatos e Crítica

A banca, no atual cenário político brasileiro, é governo e oposição. A grande questão nacional que é a soberania brasileira não é pauta nem projeto. A geração de emprego, única maneira de sair da recessão e iniciar um processo virtuoso de desenvolvimento, também está ausente do governo e da oposição. Mas ambos concordam com as políticas econômicas contracionistas e desumanas da reforma da previdência e dos ajustes fiscais.
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Uma Breve História da Banca – Ações atuais

O que é roubar um banco comparado a fundá-lo, se expressou o dramaturgo alemão Bertold Brecht (1898-1956). Longe de defender um crime, vamos refletir sobre a extensão dos males.

Trataremos de duas operações que, não sendo jabuticabas, são máscaras dirigidas para poucos no Brasil que, numa sociedade onde a banca não fosse o poder, seriam consideradas criminosas, lesivas ao patrimônio público e ao privado: operações compromissadas e operações de swap.
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Preparando o Estado para Soberania – Positivismo: Crítica ao Liberalismo Oligárquico da I República

O positivismo, tal como estabelecido por Augusto Comte, preconizava a necessidade de uma reorganização da sociedade em bases científicas, industriais, altruístas e progressistas, ou seja, positivas, partindo do material intelectual e institucional acumulado nas experiências históricas. O estudo dos fenômenos sociais, considerando a relatividade e as “leis naturais invariáveis” inerentes a eles, devia servir de base para uma ação sobre a realidade, dirigida por um governo forte e centralizado, de modo a impulsionar um conjunto de transformações que favorecessem o aperfeiçoamento coletivo e, portanto, moral, das sociedades e dos seus membros. A etapa definitiva de evolução da humanidade em que isso se daria, a positiva, sucederia a metafísica, que por sua vez havia sucedido a teológica.
Não é difícil verificar a incompatibilidade da doutrina positivista, largamente difundida no Brasil entre o final do século XIX e início do XX, com a organização social e institucional existente durante a Primeira República.

Republicanos e abolicionistas inveterados, os positivistas brasileiros não tiveram força política para converter a maior parte de seus ideais em realidade quando da Proclamação da República, ainda que muitos deles fossem presentes em instituições politicamente decisivas como o Exército e tivessem apoiado e mesmo participado da instauração republicana.
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Uma Breve História da Banca – As Transformações

Por todo século XIX, acompanhando a expansão inglesa, a banca dominou a economia. Porém as antigas 13 colônias do norte da América, independentes desde 1783, cresciam, incorporavam novos territórios, pelas armas e pelo dinheiro, e colocavam o Estado para suportar os custos e as perdas da industrialização.  Chegavam ao fim do século XIX avançando sobre as colônias asiáticas dos impérios europeus.
A queda da banca não está necessariamente associada ao encolhimento do Império Britânico, mas o acompanha, em grande medida, Os citados historiadores Cain & Hopkins consideram a chamada Crise Baring, de 1890, um ponto de inflexão. Não deixe de ler, compartilhar e debater.

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Uma Breve História da Banca – O Início

Se a banca foi criada pela nobreza inglesa, com apoio dos ricos judeus no ocidente europeu, sua trajetória ocorre com mudança de atores e ações, sem descuidar do empoderamento das finanças. Mas há fios condutores nesta história: a cupidez, a ganância sem limite, o desrespeito, o menoscabo pela pessoa, pela humanidade e a pasteurização, a homogeneização da vida. A banca internacional, com suas instituições bancárias, influência política histórica e sua atuação no presente deve ser observada a luz de sua história. Não deixe de ler, comentar, compartilhar.

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Preparando o Estado para soberania – uma perspectiva histórica

O desmonte que os aparatos estatais nacional-desenvolvimentistas e sociais sofrem hoje reflete o projeto político de desnacionalização dos centros decisórios do país e de aviltamento das condições de vida da população, em favor da financeirização subordinada aos eixos mundiais de acumulação.
Resgatar o Estado das oligarquias colonizadas e colocá-lo a serviço da Nação brasileira, em favor da sociedade como um todo, foi a tarefa que a Revolução de 1930 e a Era Vargas empreenderam e que cumpre retomar para que o Brasil possa realizar a sua vocação de se tornar a Roma Tropical.

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Geisel e o Golpe da Banca | Parte 3 de 3

Pedro Pinho fecha esta série apontando que não foi apenas a busca pela soberania científica e tecnólogica que precipitou um golpe interno na linha sucessória presidencial dentro regime militar em 1979. Pesou também o interesse do sistema financeiro contra as medidas de construção da cidadania, algo nunca apresentado como contraponto por aqueles que se debruçam sobre esse período da história do país, seja com o viés crítico aos “ditos linha dura”, seja pela visão dos “tidos liberais”.

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Geisel e o Golpe da Banca | Parte 2 de 3

Neste segundo artigo da série, Pedro Pinho relaciona ações promovidas pelo governo de Ernesto Geisel com ênfase na política externa e cultural, bem como no desenvolvimento econômico e tecnológico. Ao questionar sobre a realidade de nossa democracia, o autor aponta questões para que possamos refletir o quanto as causas identitárias (fechadas em si) favorecem o jogo neoliberal, bem como a singularidade com a qual o espectro dito mais progressista de nossa sociedade simplifica os governos militares.

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