O Mercado Precisa Explicar

O mercado criou empresas de investimento, poderosos fundos de aplicação, coletando desde fortunas de famílias, lucro de traficantes, subornos de dirigentes privados e públicos, salários de magistrados e barnabés, e, se for possível, as esmolas caridosamente dadas, para estes trilionários, em dólares, fundos de investimentos.

Ler mais

Democracia e Ditaduras No Cardápio Eleitoral

No Brasil, já fragilizado pelas ações do Governo Temer e pelas ações parlamentares e da própria Dilma Rousseff, em seu segundo e incompleto mandato, com reservas em dólares estadunidenses, que deverão ser desvalorizadas no curso da crise, com qualquer dos dois grupos no comando da Nação, só poderá naufragar. Antevejo ondas de desempregados e saques e violência urbana aumentando. Uma insegurança de toda ordem: pessoal, patrimonial, jurídica, econômica e social. Pois, como ficou óbvio, nenhum dos litigantes no campo do Bolsonário tem projeto para a Pátria Brasileira.

Ler mais

Brasil no Mundo Também Não É Pauta Eleitoral

A infelicidade brasileira é a elite que se acostumou pelos 400 anos de escravismo legal e pelo tempo restante, desde seu descobrimento, pelo escravismo não oficial, a não respeitar os pobres e, dentre estes, os negros. No País em que a maioria absoluta da população é formada de negros e mestiços de negros e de índios.

Ler mais

O mal que ela nos faz

No recente artigo – Moinhos de Vento ou Reflexões sobre a Eleição de 7 de outubro de 2018 – referi-me ao triunfo do sistema financeiro internacional, a banca, em colocar temas irrelevantes para a discussão política nesta eleição.
Mas não aprofundei esta ação de mudar o foco e mesmo o entendimento das verdadeiras questões nacionais.
Denomino “pedagogia colonial” esta desinformação, entranhada no conhecimento e no imaginário de todos os brasileiros, ricos e pobres, populares ou da elite.

Ler mais

Moinhos de Vento ou Reflexões sobre a Eleição de 7 de outubro de 2018

Desde que a banca, como designo o sistema financeiro internacional, assumiu o poder e mesmo antes, quando destronava o capitalismo industrial, o desmantelamento dos Estados Nacionais vem sendo um de seus objetivos. E dos mais incisivos.
Nesta e em outras ações, a banca busca colocar questões que não evidenciem seus objetivos, desconcertem os opositores, ganhem adeptos e iludam a todos. Dentre estas estão as questões que denomino transversais, pois são comuns a todas as sociedades, representam um momento da construção civilizatória.

Ler mais

Os Camaleões Estão no Poder

Nenhuma pesquisa social é necessária para que saibamos serem os pobres a maioria da sociedade. Podemos ter pobres com melhores condições de vida (países nórdicos no século XXI) e outros sem qualquer meio de subsistência, dependentes da vontade de outras pessoas, mas, qualquer limite que se estabeleça, a parte inferior da quantificação será algumas vezes maior do que a superior.
Para manutenção desta situação, os poderes, não os governos que são uma espécie de gerentes, empregados do dono, promovem toda sorte de ilusões, crenças, fantasias, mistificações para que a minoria mantenha sua situação poderosa e confortável distante daquela maioria.

Ler mais

A questão nacional não entrou na questão eleitoral

Desde o momento que o capitalismo financeiro, que denomino banca, dominou o mundo capitalista, novas prioridades passaram a definir a luta dos povos por suas independências. E, como é óbvio, este novo poder dominante criou novos mitos, novas questões para desviar desta luta seus principais conteúdos, quais sejam as ações nacionais pela soberania e pela cidadania.
Ter colônia de escravos, e no mínimo número necessário para produzir seus lucros, é o objetivo da banca.

Ler mais

Questões Transversais e a Banca

Poderíamos simplificar este conceito didático para um conceito social restrito, ou seja, as questões transversais dizem respeito a igualdade de gênero, opções sexuais, aceitação de raças não predominantes e a proteção da natureza e defesa ambiental.
As questões econômicas, exceto pela generalidade da luta contra miséria, não ocupam as questões transversais, assim como as questões político-ideológicas. Busca-se colocá-las como questões civilizacionais. Ironizando, de “boas maneiras”, bom senso e bom gosto, uma Questão Coimbrã, surgida quase um século depois, sem os talentos literários de António Feliciano de Castilho e Antero de Quental.

Ler mais

As duas faces do Exército

E vendo a entrega de bens naturais insubstituíveis, que não podem ser repostos, como o petróleo, o nióbio, terras raras e outros minérios, e bens construídos com os investimentos e a competência brasileira, como a Embraer, a base de lançamento de foguetes em Alcântara (Maranhão), a tecnologia de ponta em produção marítima de petróleo, o Exército prefere se manifestar politicamente para impedir o ex-Presidente Lula de sair da prisão, de ser candidato à Presidência.

Ler mais

A Reorganização do Estado Brasileiro (Parte VI – Final)

O Estado Nacional Brasileiro não pode ser cópia. Não pode reproduzir qualquer ideologia colonizante. Deve surgir de nossas necessidades, de nossos entendimentos, de nossa capacidade de enfrentar desafios e da nossa compreensão do que seja um Estado Nacional.

Ler mais

A Reorganização do Estado Brasileiro (Parte V)

Cabe ressaltar algumas qualidades que darão legitimidade às funções de polícia e de justiça. O administrativista Diogo de Figueiredo Moreira Neto (1933-2017), em sua vasta bibliografia, trata alguma vezes desta questão. Duas qualidades, ele ressalta para estes organismos: segurança no cumprimento normativo e a estabilidade normativa.

Ler mais

A Reorganização do Estado Brasileiro (Parte IV)

Em conhecida e respeitada obra: “Cidadania, Classe Social e Status” (Zahar) o sociólogo britânico Thomas H. Marshall (1893-1981) divide cidadania pelos “direitos conquistados”: os civis – a liberdade em face do Estado, no século XVIII –, os políticos – a participação na formação e decisão do Estado, no século XIX, com o voto – e os sociais – que chegam com as reivindicações do século XX, principalmente após a vitória comunista em 1918. Mas peca pela ausência da compreensão sistêmica. A soma de direitos conquistados não forma o todo do direito cidadão.

Ler mais

A Reorganização do Estado Brasileiro (Parte III)

Como deve ter ficado evidente, o Brasil só considerará poder aquele oriundo do voto livre dos brasileiros. Também será entregue ao voto, por plebiscitos e referendos, a definição de políticas de Estado, as alterações constitucionais e a solução de controvérsias envolvendo os poderes e as instituições nacionais.

Ler mais

A Reorganização do Estado Brasileiro (Parte II)

Coerente com a democracia, apenas serão poderes do Estado aqueles advindos da vontade popular, da expressa manifestação do voto do povo. Teremos então estes  dois poderes: o executivo e o legislativo, ambos com todos seus membros escolhidos, cada um, sem exceção, pelo voto do cidadão. Presidentes, prefeitos, vices, coordenadores, senadores e suplentes, todos só atingirão este poder pelo voto direto dado a cada um, individualmente.

Ler mais

A Reorganização do Estado Brasileiro (Parte I)

Proponho que se discuta a nova organização do Estado Nacional Brasileiro. Ou seja, que a Constituição que vier a ser aprovada pelo povo contemple um Brasil diferente, com nova estrutura organizacional, com nova repartição de poder e com objetivos nacionais específicos que impeçam qualquer governo de alienar bens nacionais, naturais ou resultado do esforço produtivo e do desenvolvimento tecnológico, com a pífia razão da necessidade de caixa ou outra de igual jaez.

Ler mais