Poder, Governo, Informação | Parte 2 de 3

Pedro Pinho dá sequência à série de artigos tratando da tríade tácita entre a ordem, a mão e a fala da ilusão. Neste segundo, ele trata do Governo. Tomando por base os governos militares que assaltaram o país a partir de 1964, ele mostra como a estrutura de poder do Estado nacional foi levada do capitalismo industrial para o sistema financeiro internacional – a banca. O combate a eventuais “surtos” de industrialização no Brasil sempre foram combatidos por nossos colonizadores, impedindo que nosso desenvolvimento desse suporte à construção da soberania nacional, à construção da cidadania e as seguranças que abrangem a pessoa, suas posses e seus direitos.

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Poder, Governo, Informação | Parte 1 de 3

Pedro Pinho inicia uma pequena série de artigos tratando da tríade tácita entre quem ordena, quem faz e quem fornece a ilusão necessária para que isso funcione. Neste primeiro, ele trata do Poder – essa coisa abstrata que vende-se como algo que emana do povo, mas que, na verdade, apenas faz uso dele. Umas poucas famílias, agora em um enorme banquete corporativo autofágico, fazendo uso da população para ampliar sua dominação econômica. Sua arma? A dívida! Assim, o abstrato “mercado” alimenta a roleta de um cassino onde as fichas somos nós…

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A Petrobras e a Próxima Crise

Olhar a perspectiva histórica a partir de crises econômicas insufladas pela banca permitirá que se anteveja o que vem pela frente, no Brasil e no mundo. Pedro Augusto Pinho apresenta o atual momento como de ebulição controlada, onde distintas chaves serão acionadas conforme a conveniência econômica. Tomando como base as crises do petróleo ao longo da segunda metade do século XX, é demonstrada a passagem do poder econômico do sistema geopolítico para o sistema financeiro apátrida. O mesmo sistema sedento pelo Pré-sal e que força a inviabilização da Petrobras como player mundial na áea de energia. Agora, já finalizando a segunda década do século XXI, ele mostra os reflexos da última série de crises: consolidação do poder da banca e extensão da sua dominação ao mundo da comunicação, da política, do psicossocial e de diversos governos nacionais.

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Que bom! Sou um idiota!

Pedro Augusto Pinho explica como a “banca” faz uso de sua expertise para que todos nós, de forma voluntária e engajada, trabalhemos como verdadeiros militantes para que ela amplie a concentração de renda no mundo. Replicamos a vontade dela e ampliamos seu poder de convencimento cada vez que a alimentamos com nossos metadados. Para isso, a banca precisa apenas daquele instrumento de dominação que carregamos no bolso: o nosso próprio celular…

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O Comunismo chegou ao Brasil

Nas palavras do autor: “Este artigo é dirigido para os expressonautas. Expande a notável palestra de terça-feira, 13/11, deste genial Felipe Quintas, para a conformação da banca – a dona do Brasil.” O que se coloca na mesa é a discussão das velhas ordens internacionais travestidas como algo novo neste momento, com o incremento de que agora o que chega no Brasil de Bolsonaro é o sistema financeiro transnacional, um apátrida patrimonialista que chega dizendo “…dane-se o Estado Nacional!”

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O Mercado Precisa Explicar

O mercado criou empresas de investimento, poderosos fundos de aplicação, coletando desde fortunas de famílias, lucro de traficantes, subornos de dirigentes privados e públicos, salários de magistrados e barnabés, e, se for possível, as esmolas caridosamente dadas, para estes trilionários, em dólares, fundos de investimentos.

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Democracia e Ditaduras No Cardápio Eleitoral

No Brasil, já fragilizado pelas ações do Governo Temer e pelas ações parlamentares e da própria Dilma Rousseff, em seu segundo e incompleto mandato, com reservas em dólares estadunidenses, que deverão ser desvalorizadas no curso da crise, com qualquer dos dois grupos no comando da Nação, só poderá naufragar. Antevejo ondas de desempregados e saques e violência urbana aumentando. Uma insegurança de toda ordem: pessoal, patrimonial, jurídica, econômica e social. Pois, como ficou óbvio, nenhum dos litigantes no campo do Bolsonário tem projeto para a Pátria Brasileira.

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Brasil no Mundo Também Não É Pauta Eleitoral

A infelicidade brasileira é a elite que se acostumou pelos 400 anos de escravismo legal e pelo tempo restante, desde seu descobrimento, pelo escravismo não oficial, a não respeitar os pobres e, dentre estes, os negros. No País em que a maioria absoluta da população é formada de negros e mestiços de negros e de índios.

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O mal que ela nos faz

No recente artigo – Moinhos de Vento ou Reflexões sobre a Eleição de 7 de outubro de 2018 – referi-me ao triunfo do sistema financeiro internacional, a banca, em colocar temas irrelevantes para a discussão política nesta eleição.
Mas não aprofundei esta ação de mudar o foco e mesmo o entendimento das verdadeiras questões nacionais.
Denomino “pedagogia colonial” esta desinformação, entranhada no conhecimento e no imaginário de todos os brasileiros, ricos e pobres, populares ou da elite.

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Moinhos de Vento ou Reflexões sobre a Eleição de 7 de outubro de 2018

Desde que a banca, como designo o sistema financeiro internacional, assumiu o poder e mesmo antes, quando destronava o capitalismo industrial, o desmantelamento dos Estados Nacionais vem sendo um de seus objetivos. E dos mais incisivos.
Nesta e em outras ações, a banca busca colocar questões que não evidenciem seus objetivos, desconcertem os opositores, ganhem adeptos e iludam a todos. Dentre estas estão as questões que denomino transversais, pois são comuns a todas as sociedades, representam um momento da construção civilizatória.

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Os Camaleões Estão no Poder

Nenhuma pesquisa social é necessária para que saibamos serem os pobres a maioria da sociedade. Podemos ter pobres com melhores condições de vida (países nórdicos no século XXI) e outros sem qualquer meio de subsistência, dependentes da vontade de outras pessoas, mas, qualquer limite que se estabeleça, a parte inferior da quantificação será algumas vezes maior do que a superior.
Para manutenção desta situação, os poderes, não os governos que são uma espécie de gerentes, empregados do dono, promovem toda sorte de ilusões, crenças, fantasias, mistificações para que a minoria mantenha sua situação poderosa e confortável distante daquela maioria.

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A questão nacional não entrou na questão eleitoral

Desde o momento que o capitalismo financeiro, que denomino banca, dominou o mundo capitalista, novas prioridades passaram a definir a luta dos povos por suas independências. E, como é óbvio, este novo poder dominante criou novos mitos, novas questões para desviar desta luta seus principais conteúdos, quais sejam as ações nacionais pela soberania e pela cidadania.
Ter colônia de escravos, e no mínimo número necessário para produzir seus lucros, é o objetivo da banca.

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Questões Transversais e a Banca

Poderíamos simplificar este conceito didático para um conceito social restrito, ou seja, as questões transversais dizem respeito a igualdade de gênero, opções sexuais, aceitação de raças não predominantes e a proteção da natureza e defesa ambiental.
As questões econômicas, exceto pela generalidade da luta contra miséria, não ocupam as questões transversais, assim como as questões político-ideológicas. Busca-se colocá-las como questões civilizacionais. Ironizando, de “boas maneiras”, bom senso e bom gosto, uma Questão Coimbrã, surgida quase um século depois, sem os talentos literários de António Feliciano de Castilho e Antero de Quental.

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As duas faces do Exército

E vendo a entrega de bens naturais insubstituíveis, que não podem ser repostos, como o petróleo, o nióbio, terras raras e outros minérios, e bens construídos com os investimentos e a competência brasileira, como a Embraer, a base de lançamento de foguetes em Alcântara (Maranhão), a tecnologia de ponta em produção marítima de petróleo, o Exército prefere se manifestar politicamente para impedir o ex-Presidente Lula de sair da prisão, de ser candidato à Presidência.

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A Reorganização do Estado Brasileiro (Parte VI – Final)

O Estado Nacional Brasileiro não pode ser cópia. Não pode reproduzir qualquer ideologia colonizante. Deve surgir de nossas necessidades, de nossos entendimentos, de nossa capacidade de enfrentar desafios e da nossa compreensão do que seja um Estado Nacional.

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A Reorganização do Estado Brasileiro (Parte V)

Cabe ressaltar algumas qualidades que darão legitimidade às funções de polícia e de justiça. O administrativista Diogo de Figueiredo Moreira Neto (1933-2017), em sua vasta bibliografia, trata alguma vezes desta questão. Duas qualidades, ele ressalta para estes organismos: segurança no cumprimento normativo e a estabilidade normativa.

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A Reorganização do Estado Brasileiro (Parte IV)

Em conhecida e respeitada obra: “Cidadania, Classe Social e Status” (Zahar) o sociólogo britânico Thomas H. Marshall (1893-1981) divide cidadania pelos “direitos conquistados”: os civis – a liberdade em face do Estado, no século XVIII –, os políticos – a participação na formação e decisão do Estado, no século XIX, com o voto – e os sociais – que chegam com as reivindicações do século XX, principalmente após a vitória comunista em 1918. Mas peca pela ausência da compreensão sistêmica. A soma de direitos conquistados não forma o todo do direito cidadão.

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A Reorganização do Estado Brasileiro (Parte III)

Como deve ter ficado evidente, o Brasil só considerará poder aquele oriundo do voto livre dos brasileiros. Também será entregue ao voto, por plebiscitos e referendos, a definição de políticas de Estado, as alterações constitucionais e a solução de controvérsias envolvendo os poderes e as instituições nacionais.

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A Reorganização do Estado Brasileiro (Parte II)

Coerente com a democracia, apenas serão poderes do Estado aqueles advindos da vontade popular, da expressa manifestação do voto do povo. Teremos então estes  dois poderes: o executivo e o legislativo, ambos com todos seus membros escolhidos, cada um, sem exceção, pelo voto do cidadão. Presidentes, prefeitos, vices, coordenadores, senadores e suplentes, todos só atingirão este poder pelo voto direto dado a cada um, individualmente.

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A Reorganização do Estado Brasileiro (Parte I)

Proponho que se discuta a nova organização do Estado Nacional Brasileiro. Ou seja, que a Constituição que vier a ser aprovada pelo povo contemple um Brasil diferente, com nova estrutura organizacional, com nova repartição de poder e com objetivos nacionais específicos que impeçam qualquer governo de alienar bens nacionais, naturais ou resultado do esforço produtivo e do desenvolvimento tecnológico, com a pífia razão da necessidade de caixa ou outra de igual jaez.

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