O preço do petróleo e o sinal dos tempos

As oscilações nos preços do petróleo têm impactado a economia. A frequência e a amplitude dos movimentos são maiores nos últimos dez anos do que aquelas observadas historicamente. As interpretações sobre o comportamento dos preços variam de acordo com a formação do analista e da sua capacidade, mas também dos seus interesses.
Pretendo evidenciar que com o fim do petróleo barato de se produzir e a incapacidade dos assalariados em pagar por mercadorias relativamente mais caras, o sistema econômico, de natureza concentradora, não funciona. A produção de petróleo mundial tende a cair, e assim a economia e o sistema financeiro também colapsam.

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O roteiro para o fim da Petrobrás já está pronto e em andamento

Próxima a completar 67 anos de existência, a Petrobrás sofre hoje a maior ameaça à sua sobrevivência em sua história. 
Considerando que os grandes investidores internacionais (BlackRock, Vanguard, JPMorgan etc) estão fortemente presentes no capital das grandes petroleiras e também na Petrobrás, podemos entender que, do ponto de vista deles, seria muito mais interessante ver todo o acervo da Petrobrás (reservas, refinarias do sudeste e tecnologia) transferidos para as petroleiras internacionais.

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Por um Programa Nacionalista claramente Anti-Neoliberal

A eleição presidencial de 1989 foi a última campanha na qual foram discutidas questões de fundo entre nós. Depois disto, só discutimos fenômenos de superfície, para gáudio da plutocracia e dos dois partidos que dividiram o protagonismo a partir de então.
A polarização PSDB-PT que se seguiu àquela eleição passou a dominar a cena de forma avassaladora e acabou por constituir uma espécie de sistema político restritivo, nos moldes daquele formado pela polarização entre os partidos Democrata e Republicano nos EUA.

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Hy-Brazil: viva la muerte

as sinistras caravanas de camionetes carregando mercenários encapuzados, com bandeiras negras desfraldadas, em cortejo para mais uma execução em massa, sempre ritualizadas com requintes de crueldade, cuja gravação é viralizada na web como instrumento de terror psicológico, são o símbolo de uma época de culto à destruição, à guerra, à loucura e à morte.
longe de ser uma aberração, o Daesh é a expressão mais explícita e contundente do grau de patologia do Capitalismo contemporâneo. o terror pelo terror, a destruição pela destruição, a morte pela morte.

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Nuvens geopolíticas: o CLOUD Act,o PL 2418/2019 e a privacidade na internet

Desde 2019, o site Duplo Expresso vem chamando atenção para diversos projetos de lei que buscam promover o “fechamento do regime”, eliminando garantias individuais, ampliando o controle do Estado sobre as atividades políticas dos cidadãos e legalizando práticas repressivas hoje consideradas abusivas. Um Estado securitário está sendo gestado no Congresso Nacional, sob influência de setores militares, num contexto em que a maior parte da oposição se recusa a colocar no centro da pauta política a denúncia às medidas excepcionais que são colocadas para fazer frente a um suposto “terrorismo” emergente.

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A mão invisível e a energia no século XXI

Andando pelo jardim das ideias, vi a mão invisível do mercado. Tinha os dedos cobertos de anéis de ouro, grossos anéis onde estavam presas manipulações, ordens de guerra e de paz, grandes fortunas. Pude então compreender como agia a mão invisível: sob embuste. Com todas as cartas marcadas para que apenas uns poucos a conhecessem e dela se aproveitassem.

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O Sistema da Dívida na contramão da Economia de Francisco

No Brasil, temos identificado diversos mecanismos ilegais e ilegítimos, tanto na dívida externa como interna, federal, de estados e municípios. Não se trata de questionar a responsabilidade fiscal, mas sim do funcionamento da alimentação do Sistema da Dívida por mecanismos que sacrificam a economia real, ao mesmo tempo em que privilegiam os bancos. Por causa desses mecanismos, as dívidas só crescem, mesmo em períodos de superávit primário.
De 1995 a 2015 produzimos mais de R$ 1 trilhão de Superávit Primário, ou seja, gastamos bem menos do que arrecadamos. Apesar dessa economia imensa de mais de R$ 1 trilhão, a dívida interna aumentou de R$ 86 bilhões para quase R$ 4 trilhões no mesmo período, e seguiu crescendo, principalmente devido aos mecanismos de política monetária do Banco Central, responsáveis por déficit nominal das contas públicas. (Fonte: Tesouro Nacional)

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Motim no Ceará: o que fica?

Cid e Ciro mostraram que há gente no nosso campo disposta a enfrentar abertamente e sem medo as hordas “fascistas” do bolsonarismo. Valeu, “coronéis”!
A coisa muito preocupante ficou por conta de algo que não dá mais para ser ignorado: o emprego das polícias militares com um instrumento político a serviço do endurecimento do regime, a serviço não só do bolsonarismo como também do processo em curso de desmonte de tudo que remeta à “Era Vargas”.

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Hy-Brazil: também os anões começaram pequenos

a cada vez que o sistema de poder é colocado a nu, logo as forças políticas se reúnem para recobrí-lo com os mantos transparentes da hipocrisia, do cinismo e da mais descarada cumplicidade.
caso lhe fosse possível, Bolsonaro não hesitaria em dar o golpe dentro do golpe, decretando um novo AI-5 para consolidar os Porões da Ditadura no Palácio do Planalto.
caso lhes fosse possível, segmentos majoritários do setor dominante defenestrariam o clã Bolsonaro. enquanto não, seguem mantendo-o tutelado via chantagens, por conta de sua longa ficha corrida miliciana, enquanto implementam o AI-5 digital.

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O enigma do “acordo de paz” no Afeganistão

Nesta foto tirada em 21 de fevereiro, jovens e ativistas da paz se reúnem para celebrar a redução da violência, em Kandahar. Uma trégua parcial de uma semana tomou conta do Afeganistão em 22 de fevereiro, com alguns civis jubilosos dançando nas ruas enquanto o país cansado da guerra se preparava para o este próximo sábado, dia planejado para um acordo de paz entre o Taliban e os Estados Unidos.
Foto: AFP / Javed Tanveer

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“Há um Golpe em curso? De que tipo?”

O Grupo Globo apoia entusiasticamente o endurecimento do regime ao passo que repudia o golpe “clássico”: este é o ponto. Reconhece que o primeiro é necessário para garantir a implantação em ritmo acelerado do que resta a ser implantado da “agenda dominante”, como reconhece que o último não tem funcionalidade no mundo atual. Golpe “clássico” é, agora, ruim para os negócios…

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Hy-Brazil: o auto-golpe do “foda-se”

desde a espionagem da NSA revelada por Snowden em Junho de 2013, sabemos estarem tudo e todos no sistema de poder brasileiro mantidos como reféns.
pela continuada chantagem, garantida pela abundância de cadáveres sobrando no armário, assim como por muito pouco tapete em cima do excesso de sujeira, a falência institucional se tornou completa.
ninguém larga o rabo de ninguém, porque todos tem um rabo imenso e o rabo de cada qual está amarradinho no rabo dos demais.

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Salvando a humanidade da falência: acordos climáticos e energia

O banimento do carvão termelétrico terá o efeito econômico de uma guerra, mas sem que ninguém precise morrer. A guerra normalmente resolve os problemas de desemprego, crise bancária, excesso de oferta, capacidade ociosa, recessão e estagnação porque faz o governo aumentar substancialmente os gastos e o déficit público e assim aumenta o emprego, aumenta a oferta de dinheiro, melhorando o balanço do setor bancário, e aumenta o investimento privado para atender a essa demanda crescente.

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Religião, Ciência e Política

A teoria darwinista e o relato bíblico da Criação referem-se ambos à origem do homem e da mulher, mas não têm o mesmo objeto. Não falam de uma mesma coisa e, por isto, não são discursos de mesmo gênero.
A Teoria da Evolução fala de processos naturais de transformações que resultaram no surgimento do homem e da mulher. Trata de história natural, portanto, sem qualquer interesse pelo plano simbólico ou religioso.
O Gênesis, por sua vez, sem qualquer interesse pela verdade dos fatos da história natural, visa atribuir um sentido ao processo de transformações naturais que resultou no surgimento do homem e da mulher.

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Anotações sobre a geopolítica do fim de um mundo

a Guerra de Famiglias não está restrita ao Brasil, pois também o setor dominante global está rachado: o mundo unipolar contra si mesmo e contra todos os outros mundos;
em sua inelutável decadência, o Imperium jaz dividido: soberanistas x globalistas. os defensores da soberania Estado-Nação versus a globalização irrestrita sob um governo mundial;

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Nenhuma arma será deixada para trás: a guerra híbrida americana na China

Não há dúvida de que o coronavírus, até agora, tem sido uma ferramenta politicamente útil enviada do Céu, atingindo, com investimento mínimo, os alvos desejados do poder global maximizado dos EUA – mesmo que fugazmente, aprimorado por uma ofensiva propagandística ininterrupta – e a China relativamente isolada com sua economia semi-paralisada.
A denominação escolhida deveria ser, de fato, WARS – Síndrome Respiratória Aguda de Wuhan. Isso instantaneamente entregaria o jogo como uma Guerra contra a Humanidade – independentemente de onde ele veio.

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O Novo Normal

Diante do fato de que a previsão feita por muitos de nós de que Bolsonaro cairia logo em descrédito não se confirmou me leva a crer que parte expressiva do povo brasileiro está tomando o presidente e o bolsonarismo – a princípio considerados “exóticos” por tudo o que significam – como o “novo normal” na política.
O “novo normal” chama atenção para o fato de que boa parte daquilo que a elite progressista considerava absurdo, para setores expressivos do povo brasileiro não é mais absurdo (ou nunca foi).

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Reflexões sobre a criação do Estado Nacional: sociedade e Estado

Assim, a participação popular e o desenvolvimento econômico são importantes para a construção e o fortalecimento do Estado. A primeira assegura a interdependência entre a ossatura estatal e a realidade nacional, e o segundo alarga os horizontes coletivos e amadurece as bases físicas da autodeterminação da sociedade.
São, portanto, expressões e suportes da cidadania, entendida como o estatuto de pertencimento comum à nação e cuja efetividade depende de um Estado forte e coeso para garantir direitos e sancionar as respectivas obrigações.

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Hy-Brazil: os Generais e o Beco sem Saída

nas Eleições de 2018, os Generais entraram em êxtase com o mito Bolsonaro, pois lhes daria algo que nunca tiveram: o salvo-conduto necessário para chegarem ao poder pelo voto das urnas, e não com as tropas e os tanques nas ruas.
capitaneados triunfalmente de volta ao governo montados num cavalo chucro, e já com o restante da cavalaria devidamente empossada no Planalto, cabe agora aos Generais considerarem: em se tratando de montaria, sempre resta saber quem de fato monta em quem…

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Hy-Brazil: uma Contra-Revolução permamente

a burguesia industrial no Brasil nasce sem ter como base de apoio para o início da acumulação a pequena empresa industrial, mas sim o grande comércio ligado às atividades de importação e exportação.
desse modo, o latifúndio exportador, a importação, o grande comércio e a burguesia imigrante, que vem a ser o núcleo da burguesia industrial nascente, estão todos intimamente conectados.

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O que é “PACIFICAÇÃO EM TERRA ARRASADA”

O grande abolicionista Joaquim Nabuco disse que não bastava abolir a escravidão, era preciso destruir a sua obra. Caso contrário, “a escravidão permanecerá por muito tempo como a característica nacional do Brasil”. A escravidão foi abolida mas não a sua obra. Não deu outra: o racismo e a marginalização dos negros permanecem sendo nossas “características nacionais”.

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