Bolsonaro: “Mundo das Elites”e resiliência

Por Luiz Carlos de Oliveira e Silva
O fenômeno do bolsonarismo é um monstro de várias cabeças, dentre elas, a rejeição ao “mundo das elites”, experimentada por parcelas expressivas do nosso povo. Para estas, do “mundo das elites” fazem parte os políticos, os artistas, os defensores dos direitos humanos, os intelectuais, as pessoas cultas, os jornalistas, a esquerda etc.

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Diários da Pandemia: Manaus

Por João de Oliveira, de Manaus (AM).
Em relação ao comportamento da população, ela segue indo as feiras e mercados a maioria sem máscara e sem nenhuma proteção contra o vírus.
As pessoas algumas com mascara e a maioria sem máscara um total desrespeito por parte da população sobre as medidas de prevenção.
Mesmo após a recomendação da Prefeitura de Arthur Virgilio sobre o uso de mascara a população segue inerte sobre isso.

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Coronavírus: quem é o responsável, a quem beneficia e quem paga a conta?

Por Alejandro Acosta.
O grande capital busca refúgio nas dívidas públicas, mas com isso, os próprios mecanismos de funcionamento do capitalismo enfrentam crescentes travas para funcionar.
O papel do estado só aumenta devido às crescentes dificuldades das grandes empresas funcionarem.
Mas as gigantescas empresas que somente podem funcionar em escala planetária e com a ajuda estatal e na ponta das baionetas e buscando a guerra, simplesmente mostram que colocar 8 bilhões de pessoas em função dos privilégios de 150 grandes famílias se torna a cada dia mais insuportável.

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Diários da Pandemia: na Noruega

Como brasileira, bem adaptada e acostumada com o  país (que é minha segunda pátria), sinto-me segura e privilegiada por estar aqui nesse momento de crise. Por outro lado, é extremamente doloroso ver que o Brasil, onde estão aqueles que tanto amo (e outros que não conheço, mas pelos quais meu coração se enche de pranto e ternura), segue o caminho oposto ao daqui. Caminho injusto, construído por uma minoria que historicamente relega o povo a si mesmo e que só pensa em dinheiro e poder.

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Tão perto da prosperidade universal, tão longe da sobrevivência assegurada

Por Gustavo Galvão.
A diferença entre a humanidade ser extinta ou vivenciar pela primeira vez na história uma prosperidade realmente universal e mais igualitária pode estar em uma teoria econômica.
Isso parece papo furado de economista. Não é. Essa teoria é real, relativamente antiga – tem quase 80 anos -, não tem nada de revolucionária e já fora comprovada na prática em dezenas de países e por muitas décadas de aplicação bem sucedida, mostrando-se capaz de gerar o verdadeiro desenvolvimento econômico e justiça social.

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FFAA: o Haiti é aqui

Por Piero Leirner.
Bolsonaro está sendo pilhado p/ tacar fogo no circo, a ponto de que o caos fique tão absurdo que a única saída seja a tal intervenção militar.
Ontem ele falou que “o Brasil vai quebrar, vai ser o caos. Ficaremos como a Venezuela”, na CNN. Mas é Haiti.
Bolsonaro pode ter o cenário venezuelano do “bloqueio”; os militares têm o cenário haitiano da catástrofe.

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A quarentena e a cloroquina: da cisão cognitiva ao mundo comum

Por Licio Caetano do Rego Monteiro.
“Quarentena” e “cloroquina” se tornam polos que delimitam atitudes opostas diante da epidemia.
Inaugura-se uma cismogênese que replica ou captura campos de identidade política e de comportamento social que já vem dividindo a sociedade brasileira há alguns anos.
Não bastasse encarar a maior epidemia do último século, o Brasil deve enfrentar a epidemia fragmentado em dois campos de percepção, opostos, que resultam em atitudes distintas que, além de ter um impacto direto no sucesso das estratégias adotadas no período de pico da epidemia, também afetam a interpretação futura da catástrofe epidêmica e suas consequências políticas.

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A Saúde na Luta: Rio de Janeiro

Por um médico, na linha de frente nos hospitais na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
Tem muitos pacientes jovens com quadro muito grave, chama a atenção que boa parte é obeso. Esses jovens estão conseguindo sobreviver apesar da gravidade porque o atendimento tem sido muito bom nos pacientes. Me preocupa quando chegar em unidades de saúde com capacidade de pessoal e de equipamentos muito inferior . Acho que morrerão muitos jovens tb.

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Tartarugas na Baía de Guanabara: símbolos de resistência

Por Lucyanne Mano.
O que chama atenção nesse episódio foi a surpreendente descoberta das tartarugas, por grande parte das pessoas impactadas pelo vídeo, quando faz tempo que elas estão ali… e por toda a Baia de Guanabara. Nadam e parecem se divertir nas águas sacrificadas da enseada, entre toneladas de lixo, esgoto e combustível de toda ordem despejados diariamente. São muitas. São gigantes. A maioria traz cicatrizes dessa poluição em seus corpos.

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Quanto maior a criação de animais em confinamento, maior será a gripe

Publicado no site Facção Ficitícia.
Em outras palavras, o agronegócio está tão concentrado nos lucros que a seleção de  um vírus que pode matar mil milhões de pessoas é tratada como um risco aceitável.
Estas empresas podem simplesmente externalizar os custos das suas operações epidemiologicamente perigosas sobre todos os outros. Os prejuízos são tão elevados que, se devolvêssemos esses custos aos balanços das empresas, o agronegócio, tal como o conhecemos, acabaria para sempre. Nenhuma empresa poderia suportar os custos dos danos que impõe.

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Caciques do mercado financeiro tentam esconder rombo na PEC de Guerra

Por Maria Lucia Fattorelli.
Durante toda a semana, Paulo Guedes e Henrique Meirelles, ambos com longo histórico na atuação no mercado financeiro, participantes da alta cúpula de grandes bancos, fizeram de tudo para desviar o foco do imensurável rombo de trilhões de reais que está escondido na chamada PEC do Orçamento de Guerra (PEC 10/2020): a mais escandalosa transformação de trilhões de papéis podres dos bancos em “dívida pública”.

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O rei está nu e o neoliberalismo exposto

Por Felipe Quintas e Pedro Augusto Pinho.
O Brasil é um país rico, tem 350 bilhões de dólares estadunidenses (USD) em reservas que nada rendem (juros zero), duas das pessoas mais ricas do mundo e os bancos mais rentáveis do Planeta. Mas fica discutindo e postergando pagar 120 dólares USD para as pessoas que foram incentivadas, por campanha estatal, e na prática obrigadas, devido ao monetarismo e ao judicialismo fanáticos que destruíram grande parte dos empregos formais, a serem empreendedores, empresários individuais e hoje estão sem emprego e receita.

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Enraizados no Morro Agudo (RJ)

Nosso intuito é colaborar para o cuidado da saúde física e mental de parte desta população, para tal pretendemos fazer simplificar as as informações relevantes que são noticiadas nos meios de comunicação convencionais e fazê-las circular entre os bairros de periferia; mapear os artistas de rua que não estão conseguindo se manter nesse momento de isolamento social; mapear as famílias (exclusivamente de

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Rede de Solidariedade: Vila São João (RJ)

Por Ilsimar de Jesus.
A população está abandonada a própria sorte. A UPA não tem estrutura pra atender a demanda dos casos suspeitos do COVID-19, muito menos pra fazer um atendimento com exames necessários.
Aqui não temos hospital de emergência e nem de atendimento ambulatorial. Precisamos recorrer a outros hospitais de outros lugares mais próximos para buscar socorro.
Ouço as pessoas relatarem o medo que tem de adoecerem e passar por situações de emergência.
Por não terem onde buscar socorro nesse momento de pandemia além da UPA Jardim Íris, onde as pessoas precisam ficar aglomeradas aguardando atendimento sem proteção nenhuma.

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“Dória é Comunista”

Por Luiz Carlos de Oliveira e Silva.
Os bolsonaristas estão dizendo que João Dória, logo quem, é comunista… Temos aqui uma “chave-de-leitura” para a compreensão de um aspecto importante do fenômeno do bolsonarismo.
“Comunista”, no léxico bolsonarista, significa: “o outro que é diferente e, por ser diferente, é um perigo potencial que precisa ser eliminado, antes que seja tarde”.

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