Duplo Expresso 17/out/2018

Destaques:
– O advogado Samuel Gomes comenta: “A soberania nacional e o segundo turno das eleições”
– A arquiteta, mestra em Engenharia Civil e doutora em Administração de Empresas Patrícia Vauquier fala sobre: “A perseguição ao partido de esquerda France Insoumise e a repercussão da reta final do segundo turno no Brasil”
– Wellington Calasans e Romulus Maya fazem a análise da conjuntura política.

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Haddad e Joaquim Barbosa: visita da saúde? Ou a volta do Ceifador?, por Luiz Moreira

A transformação de Joaquim Barbosa de algoz do PT a responsável pela política jurídica de eventual governo Haddad é verdadeira alquimia, que merece profunda reflexão, pois se sua atuação interditou quadros históricos do PT e possibilitou criminalizar a política, parece inquestionável que trouxe benefícios vários a outras figuras.
Ainda voltarei a essa questão, mas após o segundo turno.

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Na minha terra tem palmeiras onde canta o eu sabia já

Os olhos do observador distante inspiram o antropólogo João de Athayde a ousar a composição de uma nova Canção do Exílio. Neste texto é estabelecido um paralelo entre os seus sentimentos – na condição de brasileiro residente no exterior – e a poesia romântica “Canção do Exílio” de Gonçalves Dias, escrita em 1843. No entanto, se com Gonçalves Dias houve uma clara demonstração de exaltação aos sentimentos nacionalistas, temos na intervenção de Athayde uma ácida crítica ao complexo de vira-latas que caracteriza o atual cenário político brasileiro.

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Duplo Expresso na Escandinávia

Duplo Expresso nos Países Nórdicos: O Economista e Professor de Economia, Ladislau Dowbor, a nossa comentarista de assuntos jurídicos Maria Eduarda Freire e o convidado Edgard Antunes Dias Batista ampliaram o nosso alcance e a manutenção do compromisso de apresentar uma realidade diferente daquela enviada pelas agências de notícias.

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Por que Haddad não defende Lula?

A candidatura de Fernando Haddad à presidência da República não deixou claro para a população brasileira que o ex-presidente Lula é um preso político. Ao contrário, Haddad, ao longo do processo eleitoral, faz questão de esconder e minimizar o fato do ex-presidente Lula ser vítima da mais cruel e covarde perseguição política que o impediu de exercer a sua candidatura. Haddad em diversas declarações afirmou que “o problema de Lula não é político, mas jurídico” e que “não existe conspiração contra Lula, mas erro jurídico”, essas afirmações levam ao entendimento de que o processo de Lula e a sua condenação são legítimas, quando não são.

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Duplo Expresso 12/out/2018

Destaques:
– O antropólogo João de Athayde comenta: “Na minha terra tem palmeiras onde canta o ‘eu sabia já'”
– O politólogo e analista internacional Eduardo Jorge Vior comenta: “As implicações internacionais da eleição brasileira”
– O artista visual e ativista Sama fala sobre: “Ruídos de linguagem”
– Wellington Calasans e Romulus Maya fazem a análise da conjuntura política.

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Dissonância Cognitiva

A psicologia social é uma disciplina que estuda as relações e os processos da vida social sob a perspectiva das relações entre o individual e o coletivo. A disciplina é desenvolvida com o objetivo de se contrapor aos comportamentalistas que entendem que o comportamento social é uma resposta aos estímulos externos somente. a psicologia social argumenta que há uma interação entre os estímulos externos e o entendimento individual desses estímulos externos, a forma como cada um interpreta a realidade é individual.

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A marca “Haddad” e a busca pelo sucesso: “não é Bolsonaro” ou “é Lula (e além!)”?

A campanha de Haddad parece seguir script escrito para ela pelos marqueteiros de… Bolsonaro (!)
A nova aposta, em “Haddad não é Bolsonaro”, significa desistir de mostrar “quem é o melhor”, para focar no “quem é o pior”.
A posição que trouxe Haddad até aqui é: “Haddad é Lula”, “o Brasil feliz de novo”. O fato de essa posição não ter levado ainda a uma posição majoritária não significa nem que ela venha a ser necessariamente bem-sucedida nem que não será. A grande questão é que essa posição não pode ser alterada sem grandes custos e grandes perdas no curto prazo. Se cuspir no prato que está comendo, ou seja, se mudar muito de posição, os eleitores que lhe rejeitam continuarão rejeitando, os indecisos tendem a ter mais dúvidas e seus eleitores podem diminuir a motivação em fazer campanha.
Perder com honra pode muitas vezes ser melhor do que ganhar com desonra. Mas certamente é melhor do que o pior dos mundos: perder com desonra.

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Duplo Expresso 11/out/2018

Destaques:
– O escritor, sociólogo e analista internacional Lejeune Mirhan comenta o resultado do 1⁰ turno das eleições no Brasil.
– O Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães comenta a atualidade política do Brasil e do mundo.
– Wellington Calasans e Romulus Maya fazem a análise da conjuntura política.

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A volta da tutela militar sobre a Nação

Não sou especialista em forças armadas, militarismo. Conheço muitos colegas sociólogos que estudam esse tema em profundidade. No entanto, realizei pesquisa recente envolvendo a temática da volta da tutela de militares sobre o País e a Nação. E a minha linha de corte temporal é abril de 2016 com a autorização pela Câmara dos Deputados da abertura do processo de impedimento da nossa legitima presidente Dilma Rousseff. Não é levantamento final ainda, mas é o mais atualizado que pude fazer.

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Planos dos presidenciáveis na área de energia

As últimas gestões provocaram grave crise setorial, com judicialização causada por decisões arbitrárias, sucateamento da Eletrobras e subsidiárias, conflitos de interesses, ineficiências na geração, excessivos encargos tributários e influência política. Além de tudo isso, o setor é extremamente centralizado e dependente de ações e decisões do governo. É preciso um choque liberal no setor.

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Os Camaleões Estão no Poder

Nenhuma pesquisa social é necessária para que saibamos serem os pobres a maioria da sociedade. Podemos ter pobres com melhores condições de vida (países nórdicos no século XXI) e outros sem qualquer meio de subsistência, dependentes da vontade de outras pessoas, mas, qualquer limite que se estabeleça, a parte inferior da quantificação será algumas vezes maior do que a superior.
Para manutenção desta situação, os poderes, não os governos que são uma espécie de gerentes, empregados do dono, promovem toda sorte de ilusões, crenças, fantasias, mistificações para que a minoria mantenha sua situação poderosa e confortável distante daquela maioria.

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Carta a Haddad

Desejo-te honestamente sorte, força, coragem, sensatez e coerência para que, dessa vez, consiga ser Lula, não para vencer “o coiso e o mau fascista”, mas para derrotar nosso real inimigo: o Golpe, que, inclusive, forjou meticulosamente seu adversário com intuito de destruir seu partido e os direitos sociais do povo brasileiro.

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Direito ao Ponto – “Lawfare”

No vídeo, Maria Eduarda Freire, denuncia o Lawfare contra a Democracia brasileira, através do uso de instrumentos jurídicos para fins de perseguição política.
O fenômeno tem se alastrado na América Latina como forma de derrubar os governos de esquerda e viabilizar intervenções imperialistas. O Lawfare combina ações aparentemente legais com uma ampla cobertura midiática como forma de dar sustentação a acusações sem provas.

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Duplo Expresso 10/out/2018

Destaques:
– O advogado Samuel Gomes comenta: “Expectativa x Realidade – As novas lutas políticas”
– A arquiteta, mestra em Engenharia Civil e doutora em Administração de Empresas Patrícia Vauquier fala sobre: Brasil: “Dissonância cognitiva da esquerda x fascismo de entrega aos EUA”
– Wellington Calasans e Romulus Maya fazem a análise da conjuntura política.

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Duplo Expresso 9/out/2018

Destaques:
– O cientista político Felipe Quintas comenta: “Perspectivas para o segundo turno e possíveis consequências do resultado final (seja qual for)”
– O doutor em Economia Gustavo Galvão fala sobre a atualidade da economia nacional e internacional.
– Wellington Calasans e Romulus Maya fazem a análise da conjuntura política.

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“São muitos os senhores que podem entrar na concorrência por uma alma subordinada”

Duplo Expresso, almas rebeldes, que condensam o espírito dos subversivos, como aqueles do “Círculo Petrachévski” que faziam oposição ao severo regime militar e burocrático do czar Nicolau I e que se reuniam às sextas-feiras para discutir as grandes questões libertárias, dedicadas a libertar o campesinato russo da escravidão e fundar uma nova Era de Justiça Social na Rússia. Mas, assim como eles, o Duplo Expresso, deixou a pretensão de “melhorar” o mundo nos sonhos infantis.

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Tarefas da esquerda para 2019

Alguns haverão de meu perguntar: porque escrevo sobre 2019 se nem vencemos o primeiro turno? E que dirá o segundo. Há muita luta, muita batalha pela frente, sem dúvida. Mas, em primeiro lugar, estou convicto que iremos para o segundo turno e teremos a vitória do Professor Fernando Haddad nesse segundo turno. Não tratarei sobre pesquisas, probabilidades eleitorais, em que já escrevi exaustivamente sobre isso, tendo gravado vídeos e áudios sobre essa temática. Abordarei aqui tarefas das organizações de esquerda (partidos, movimentos e organizações sociais), para que a democracia de nosso país, que viveu e vive tempos de estado de exceção, possa voltar a se consolidar.

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Duplo Expresso 8/out/2018

Destaques:
– O especialista em Minas e Energia, PhD em Engenharia na área do petróleo, Paulo César Ribeiro Lima fala sobre: “O futuro do setor energético em razão dos candidatos escolhidos para o 2⁰ turno”
– Wellington Calasans, Romulus Maya e Carlos Krebs fazem a análise da conjuntura política.

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“Democracias” neoliberais infantilizam homens e mulheres ou O Medo como Estratégia de Gestão [1]

O capitalismo neoliberal precisa também de homens e mulheres aptos à servidão. Homens e mulheres que não pensam. Agem por reflexos. Gemem quando são chicoteados. Esboçam um sorriso e agradecem em voz baixa os afagos do patrão. Não é difícil encontra-los no Brasil, após cinco séculos de genocídio. Dizem até que um atual candidato tem filhos que são proprietários de escola de tiro. Atirar, matar bandidos e gente rebelde que ama a liberdade, como nós os brasileiros, é imprescindível ao exercício do poder.

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Duplo Expresso nos países nórdicos – Eleições 2018 e Defesa de Lula

A “Comunidade Duplo Expresso” (Apud Romulus Maya) conquista mais e mais espaço de divulgação das ideias e debates. Após um mês o Programa Duplo Expresso ganhou mais 5 minutos de duração (eram 10, agora 15) e além da Suécia pode ser assistido em todos os países nórdicos.
Por esta razão, os primeiros programas foram apresentados em português e com legenda em inglês, mas agora é apresentado em inglês (sem legendas). Ontem (5/10) foi ao ar às 22:15 (horário da Suécia) um programa que destacou as eleições no Brasil e a defesa de Lula.

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Duplo Expresso 5/out/2018

Destaques:
– O artista visual e ativista Sama comenta: “Subversões”
– O politólogo e analista internacional Eduardo J. Vior fala sobre: “Implicações internacionais da eleição brasileira”
– O jurista Luiz Moreira comenta: “Análise do cenário jurídico e eleitoral”
– Wellington Calasans e Romulus Maya fazem a análise da conjuntura política.

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A questão nacional não entrou na questão eleitoral

Desde o momento que o capitalismo financeiro, que denomino banca, dominou o mundo capitalista, novas prioridades passaram a definir a luta dos povos por suas independências. E, como é óbvio, este novo poder dominante criou novos mitos, novas questões para desviar desta luta seus principais conteúdos, quais sejam as ações nacionais pela soberania e pela cidadania.
Ter colônia de escravos, e no mínimo número necessário para produzir seus lucros, é o objetivo da banca.

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Duplo Expresso 4/out/2018

Destaques:
– O escritor, sociólogo e analista internacional Lejeune Mirhan fala sobre: “Barrar o fascismo nas eleições: as tarefas da esquerda para 2019”
– O Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães comenta a atualidade política do Brasil e do mundo.
– Romulus Maya e Carlos Krebs fazem a análise da conjuntura política.

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As forças que golpearam Dilma Rousseff e a eleição de 2018

No próximo domingo, dia 7 de outubro de 2018, teremos nossa oitava eleição presidencial desde 1989, quando elegemos pela primeira vez um presidente pelo voto direto desde 1960. Quem votou em 1960 com 18 anos, tinha naquele ano, 47 anos. Uma pessoa de meia idade. Quem votou pela primeira vez em 1989, tem hoje a mesma idade. Uma grande coincidência. O Brasil mudou profundamente nesse período. Achávamos que a nossa democracia estava razoavelmente consolidada. Que não precisaríamos mais ir às ruas – como fomos com as mulheres neste final de semana lindo que passou – para defender a democracia, na verdade para pedir a sua volta. Estávamos errados. Sofremos um golpe – de novo tipo, é verdade – em 2016, quando a primeira mulher eleita presidente da República foi destituída do cargo por uma quadrilha – e isso não é força de expressão – que tomou de assalto o destino da Nação. Neste breve artigo, pretendo analisar em mais detalhes quais foram as forças interessadas no golpe, suas razões.

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